Sinto vergonha de mim (Ruy Barbosa)

“Sinto vergonha de mimpor ter sido educador de parte desse povo,por ter batalhado sempre pela justiça,por compactuar com a honestidade,por primar pela verdadee por ver este povo já chamado varonilenveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mimpor ter feito parte de uma eraque lutou pela democracia,pela liberdade de sere ter que entregar aos meusContinuar lendo “Sinto vergonha de mim (Ruy Barbosa)”

Um diplomata, de fato

Neste engenho, o Massangana, em Cabo de Santo Agostinho, Joaquim Nabuco passou seus primeiros oito anos, sob os cuidados de padrinhos. “Das recordações da infância a que eclipsa todas as outras e a mais cara de todas é o amor que tive por aquela que me criou até os meus oito anos como seu filhoContinuar lendo “Um diplomata, de fato”

Boécio

“Se o Pai gerou o Filho, ele que foi criado teve um início na sua existência. Daí é evidente que houve um tempo em que o Filho não existia. Segue necessariamente que sua substância veio do nada.” (Ário, diácono de Alexandria, 236-336 d.C., fundador da doutrina ‘arianista’) A doutrina arianista era uma visão antitrinitária deContinuar lendo “Boécio”

Relato de Franz Liszt de sua visita a Beethoven

“Tinha eu cerca de onze anos quando meu respeitável mestre, Czerny, me levou para ver Beethoven. Já havia muito tempo o meu professor tinha falado a Beethoven de mim, pedindo-lhe que me desse audiência algum dia. Todavia, Beethoven tinha tal aversão a crianças-prodígio que persistentemente se recusou a me ver. Finalmente Czerny, incansável, persuadiu-o, deContinuar lendo “Relato de Franz Liszt de sua visita a Beethoven”

O sebo

1857. A Inglaterra dominava a Índia, através da Companhia da Índias. Montaram um exército com 250 mil mercenários nativos, chamados Sipaios (soldado, em hindi). Armaram-lhes com rifles cujos cartuchos, de papel, tinham que ser abertos nos dentes. Aí começaram os problemas: os cartuchos eram untados com sebo animal. Os sipaios hindus não aceitaram porque asContinuar lendo “O sebo”

Intolerância

Escrevo sempre sobre abusos, massacres e perseguições perpetrados por religiosos, fanáticos, de várias denominações. Hoje trago um fato marcante, que os revolucionários franceses, como ápice do terror, praticaram em nome da razão. As vítimas foram 16 freiras carmelitas, executadas em 17 de julho de 1794. Seus crimes? Continuaram a viver juntas após a extinção doContinuar lendo “Intolerância”

A Revolução

Aprendemos que, num dia qualquer, 14 de julho de 1789, muitosacordaram mal-humorados, saíram às ruas e, tomaram a Bastilha.Não foi só isso, sabemos. Esse pode ter sido o gatilho, umademonstração do ‘juntos, podemos’.Toda uma situação fora criada, calmamente, ao longo de séculos.No final do século XVIII, a França colecionava crises: uma econômica,entre as instituições, nosContinuar lendo “A Revolução”