Ford, o pacifismo e o antissemitismo

Henry Ford introduziu a produção em massa de automóveis. Tinha lá suas convicções sobre religião, história, política, guerra e os judeus. Ele se opôs a ambas as Guerras Mundiais em função de seu pacifismo geral. Fala-se, aliás, que em 1941, enviou uma carta para Mahatma Gandhi, na qual expressava sua admiração: “Você é um dosContinuar lendo “Ford, o pacifismo e o antissemitismo”

“Quase sempre o êxito justificou os seus métodos”

A 19 de maio de 1536, Ana Bolena era decapitada. Ela escolheu o tipo de morte; a opção era ser queimada. Havia sido acusada de adultério e incesto. No mesmo dia, seu irmão e quatro jovens também foram executados. Aparentemente, foi tudo forjado. A culpa de Ana foi não ter gerado um filho para HenriqueContinuar lendo ““Quase sempre o êxito justificou os seus métodos””

A sombra autoritária

O regime autoritário que ora se desenha não tem um pensamento a fundamenta-lo, a não ser que se queira considerar os impropérios, recheados de palavrões, de Olavo de Carvalho. O Estado Novo, por sua vez, teve o Oliveira Vianna. Um “pensador” que acreditava na hierarquia de raças, no darwinismo social e, na eugenia. Defendia oContinuar lendo “A sombra autoritária”

A arrogância é aliada da ignorância

A História traz lições para os que, humildemente, se abrem para entender nossos erros e acertos. Por outro lado, a arrogância é aliada da ignorância. Ou seja, mesmo os que absorvem conhecimentos podem soçobrar à soberba. Vejamos, rapidamente, um pouco da história recente chinesa. No século XIX, o reduzido comércio da China com o OcidenteContinuar lendo “A arrogância é aliada da ignorância”

Sem rumo

O grande mal do país, desde sempre, chama-se “atraso”. Atrasos econômico, social, tecnológico e cultural. Começamos com o pé errado: nossa colonização foi voltada à “exploração” local. Os países que não ficaram no subdesenvolvimento tiveram um processo colonizador diferente, o de “povoamento“, que visava trazer desenvolvimento à colônia. Após os vários ciclos exploratórios (pau-brasil, ouro,Continuar lendo “Sem rumo”

Progresso contínuo

Steven Pinker defende que a espécie humana nunca esteve tão bem e, isso seria devido aos valores do Iluminismo europeu do século XVIII. Ele glorifica a abordagem neoliberal e tecnocrática predominante como solução dos problemas do mundo: foi a única que já funcionou e vai continuar conduzindo a humanidade em uma trajetória triunfante. A ciênciaContinuar lendo “Progresso contínuo”

My funny Valentine

Num 14 de fevereiro São Valentim foi decapitado. Cláudio II (213-270) – Cláudio, o gótico – governava Roma. Ele havia proibido a realização de casamentos; precisava de jovens para a vida militar. São Valentim, que era um bispo, teria passado a celebrar casamentos escondido. Uma vez descoberto, acabou encarcerado e condenado à morte. Foi mortoContinuar lendo “My funny Valentine”

Uma guerra relâmpago

É quase consenso que a Guerra dos Seis Dias teria sido evitada se a URSS não tivesse contado aos árabes sobre um plano israelense para “atacar a Síria”. Era uma mentira. Gamal Abdel Nasser, presidente egípcio e líder na região não acreditou na história, mas a pressão política árabe o tirou do imobilismo. A SíriaContinuar lendo “Uma guerra relâmpago”

A liberdade como obstinação

Em 21 de setembro de 1946, o New York Times publicava, em editorial: “Ho Chi Minh … é o Vietnã. Esta pequena e estranha figura, simples na aparência, mas tão decidida em seus objetivos, encarna o espírito, as aspirações e provavelmente o futuro do novo Estado. Ele o modelou, ele o fez passar pelo fogoContinuar lendo “A liberdade como obstinação”

108 anos após sua morte, a abolicionista negra Harriet Tubman poderá passar a ilustrar a nota de US$ 20

O retrato de Harriet Tubman (1822-1913) substituirá o de Andrew Jackson, o sétimo presidente americano (1829-1837), que estampa a nota de US$ 20 desde 1928. Andrew Jackson era escravagista e teve papel importante na remoção violenta de indígenas de territórios no sul do país. Trump é seu admirador. Obama tentou fazer esta mudança; não conseguiu.Continuar lendo “108 anos após sua morte, a abolicionista negra Harriet Tubman poderá passar a ilustrar a nota de US$ 20”