Números: fascinantes, intrigantes!

No século VI a.C., Pitágoras associou intervalos musicais com o conceito matemático de frações. Criou um instrumento com uma corda – monocórdio – e, dividindo exatamente os espaços nela, conseguiu desenvolver uma escala musical diferente das existentes. Tempos depois chegou-se à escala musical temperada, com tons, semitons e oitavas. Há questões que se levantam –Continuar lendo “Números: fascinantes, intrigantes!”

A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil

A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil, e 71% das pessoas assassinadas no país são negras. Mas não há racismo neste país, dizem as autoridades! Só azar por nascer com a cor errada. Os liberais acreditam (querem que acreditemos) que isso é fruto da pobreza e, é-se pobre porque não seContinuar lendo “A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil”

“Tá apertado mas não tá justo” (Alice Ruiz)

“Tá apertado mas não tá justo” Quando os piches de Alice Ruiz surgiram, todos entendiam o recado: apesar do aperto social, não havia justiça. Anos de ditadura. A pichação é um recurso antigo; até na soterrada Pompeia ela foi encontrada, em forma de poesia, mas também como protesto. Lembram dos muros de Berlim? Só pichações.Continuar lendo ““Tá apertado mas não tá justo” (Alice Ruiz)”

Há salvação?

Brian Greene, físico e matemático, não acredita no livre-arbítrio, essa ideia tão cara aos humanistas. Para ele, “quando reconhecemos que cada ação e decisão nossa são apenas partículas que atravessam o nosso corpo e o nosso cérebro, e que esse movimento é totalmente governado pelas leis da Física, percebemos que não há oportunidade para interferir.Continuar lendo “Há salvação?”

“… a distinção entre o bem e o mal é a parte mais fácil do exercício moral.” (Amós Oz)

Jesus disse: ” Perdoa-lhes, não sabem o que fazem”. Não sabem? Somos moralmente imbecis? Mas, muitos, acham que ao nos infligir alguma dor o faz pelo nosso bem! Acham que há um ordenamento “superior” que os guia. Ou que obedecem a leis, ordens, autorizações, que os livram do julgamento moral. São os “moralistas”, os queContinuar lendo ““… a distinção entre o bem e o mal é a parte mais fácil do exercício moral.” (Amós Oz)”

Tenentismo

Pedro Bruno (1888-1949), ao pintar o quadro “A Pátria” queria representá-la como uma construção da nação. Requereria calma, serenidade, colaboração e persistência. União em torno de um propósito. Mas, depois, se não se tomar cuidado, alguém se apropria. Agora, por exemplo, há um grupo que se julga porta-bandeira, único defensor dos valores pátrios. Não háContinuar lendo “Tenentismo”

“Paranoia é a patologia dos regimes inseguros e, em especial, das ditaduras.” (Coetzee)

Óssip Mandelstam, quando criança, colecionava pregos. Uma premonição, talvez. Até que tomaram todos os seus pregos, colecionados com capricho, para encaixotarem o que quer que fosse. Ele foi um dos maiores poetas e escritores do período soviético. Não gostava de rememorar lembranças visuais (“Minha memória não é amorosa, mas hostil …”), só as sonoras, auditivasContinuar lendo ““Paranoia é a patologia dos regimes inseguros e, em especial, das ditaduras.” (Coetzee)”

Kemet e a produção intelectual

Os antigos egípcios costumavam chamar seu país de ‘Kemet‘ (terra negra), uma referência à cor do solo, rico e fértil durante a inundação anual do Nilo (Hapi, como era chamado pelos egípcios), para diferenciá-lo de ‘deshret‘ (terra vermelha), do deserto.  Lá está o berço da Universidade, fato ignorado propositalmente pelo Ocidente. Em geral fala-se da Universidade de Bolonha,Continuar lendo “Kemet e a produção intelectual”

A História é filha de seu tempo (Lucien Febvre)

Na Bíblia, o gênero apocalíptico é diferente do profético? Dizem que os profetas sonhavam ou ouviam as revelações divinas; o autor de um apocalipse, por sua vez, recebia suas revelações em forma de visões e as registrava em livro. Tudo simbólico; haja intérpretes. Há vários apocalipses apócrifos; no cânon, só o Apocalipse de João deContinuar lendo “A História é filha de seu tempo (Lucien Febvre)”

Um pacto fáustico

Paulo Guedes disse, há dois dias, que a agenda liberal encolheu em razão de circunstâncias políticas e considerou que o grau de adesão do presidente à agenda econômica caiu de 99% para 65%. É uma surpresa isso. Os 65%, claro. Paulo Guedes continua vivendo o mito da caverna. Acredita nas sombras. O mercado, em especialContinuar lendo “Um pacto fáustico”