“Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)

Assisti atentamente à leitura da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!” realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Lembrei-me dos idos dos anos 1970, quando, estudantes, corríamos dos cachorros (cães pastores-alemães!) do governador nomeado por suas qualidades de subalternidade – não merece ter o nomeContinuar lendo ““Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)”

Tem gente com fome

Convenhamos, termos gente passando fome atualmente é um escárnio, uma maldade, uma ignorância do que é a vida. Você pode passar toda a sua vida bem nutrido, ignorando a fome que nos rodeia, mas nunca será alimentado de humanidade, a não ser que adquira uma sensibilidade pela dor alheia. A fome é atroz! Só quemContinuar lendo “Tem gente com fome”

Jô Soares, Pinzón e o Cabo de Santo Agostinho (por José Ambrósio dos Santos)

A historiografia oficial não é neutra, nem necessariamente tem compromisso com a verdade factual; ela traduz o que convém aos mandantes e cria um repertório que se coaduna com os interesses de grupos que se beneficiam, no processo histórico. A persistência em se celebrar o “descobrimento” do Brasil por Pedro Álvares Cabral é um dessesContinuar lendo “Jô Soares, Pinzón e o Cabo de Santo Agostinho (por José Ambrósio dos Santos)”

O estelionato do nosso futuro

Publiquei o texto abaixo em 17 de abril de 2021. Poucos leram, como é natural. Como o assunto permanece atual, resolvi republica-lo. Claro que a dinâmica geopolítica já agregou novos elementos – assim é a História. É um preparativo sobre um artigo que pretendo escrever sobre o bicentenário da nossa Independência. Sonhos são as maioresContinuar lendo “O estelionato do nosso futuro”

A humanidade sempre expulsou seus “loucos”

“O inimigo deve ser feio, pois o belo é identificado com o bom. Uma das características fundamentais da beleza sempre foi aquilo que a Idade Média chamava de “integritas“, isto é, ter tudo o que é exigido para ser um representante médio daquela espécie. Os bárbaros, na Roma antiga, eram os que tinham, por exemplo,Continuar lendo “A humanidade sempre expulsou seus “loucos””

A antropologia acabará?

Mark David Pagel é membro da Royal Society e professor de biologia evolutiva na Reading University, no Reino Unido. É conhecido por seu trabalho na construção de modelos estatísticos destinados a examinar os processos evolutivos do comportamento animal e humano, da genômica ao surgimento de sistemas complexos, à linguagem e cultura. O que explica aContinuar lendo “A antropologia acabará?”

Caos e Criação

Na mitologia grega, por Hesíodo, tem-se que “Sim, bem primeiro nasceu Caos, depois também Terra (Gaia) de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre, dos imortais que têm a cabeça do Olimpo nevado …” No Gênesis, cita-se que “a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo (…)” (Gn 1, 2). Em hebraico:Continuar lendo “Caos e Criação”

O futuro como repetição

“… frequentemente os gregos parecem não ter acreditado muito em seus mitos políticos e eram os primeiros a rir deles quando os apresentavam em cerimônias”, comenta Paul Veyne. Porém, a procura da verdade é uma aquisição que a humanidade faz com extrema lentidão, lamentava Nietzsche, em 1873. Ferreira Gullar, sabia que “O mito é nadaContinuar lendo “O futuro como repetição”

“Sou dono e senhor do meu destino; eu sou o comandante da minha alma” (Henley)

O poeta inglês William Henley teve uma vida difícil, salteada de perdas. Aos doze anos de idade teve uma artrite causada pelo bacilo da tuberculose, o que levou à amputação da perna esquerda, aos dezesseis anos. Pouco depois, perdeu o pai e tornou-se arrimo da família. Dentre seus poemas, Invictus, de 1888, é um dosContinuar lendo ““Sou dono e senhor do meu destino; eu sou o comandante da minha alma” (Henley)”

Palavras matam!

“Nós todos temos de lembrar que crimes de ódio são precedidos por discurso de ódio. Todos temos de lembrar que o genocídio dos Tutsis em Ruanda começou com discurso de ódio. O holocausto não começou com as câmaras de gás. Ele começou muito antes, com discurso de ódio. O que temos visto em Mianmar contraContinuar lendo “Palavras matam!”