Há salvação?

Brian Greene, físico e matemático, não acredita no livre-arbítrio, essa ideia tão cara aos humanistas. Para ele, “quando reconhecemos que cada ação e decisão nossa são apenas partículas que atravessam o nosso corpo e o nosso cérebro, e que esse movimento é totalmente governado pelas leis da Física, percebemos que não há oportunidade para interferir.Continuar lendo “Há salvação?”

Falando de Pascal, por Fábio Adiron

Argumentum ad Hominem (literalmente, argumento contra o homem) é um tipo de falácia de relevância, um subgrupo do que é conhecido no campo da lógica como falácias não-formais. Quando não tem mais argumentos para usar, um debatedor agressivo, em vez de refutar a verdade do argumento adversário, ataca diretamente o caráter pessoal do oponente. Blaise Pascal, matemático, físico, inventor, filósofo e escritor, foiContinuar lendo “Falando de Pascal, por Fábio Adiron”

“… a distinção entre o bem e o mal é a parte mais fácil do exercício moral.” (Amós Oz)

Jesus disse: ” Perdoa-lhes, não sabem o que fazem”. Não sabem? Somos moralmente imbecis? Mas, muitos, acham que ao nos infligir alguma dor o faz pelo nosso bem! Acham que há um ordenamento “superior” que os guia. Ou que obedecem a leis, ordens, autorizações, que os livram do julgamento moral. São os “moralistas”, os queContinuar lendo ““… a distinção entre o bem e o mal é a parte mais fácil do exercício moral.” (Amós Oz)”

Kemet e a produção intelectual

Os antigos egípcios costumavam chamar seu país de ‘Kemet‘ (terra negra), uma referência à cor do solo, rico e fértil durante a inundação anual do Nilo (Hapi, como era chamado pelos egípcios), para diferenciá-lo de ‘deshret‘ (terra vermelha), do deserto.  Lá está o berço da Universidade, fato ignorado propositalmente pelo Ocidente. Em geral fala-se da Universidade de Bolonha,Continuar lendo “Kemet e a produção intelectual”

A História é filha de seu tempo (Lucien Febvre)

Na Bíblia, o gênero apocalíptico é diferente do profético? Dizem que os profetas sonhavam ou ouviam as revelações divinas; o autor de um apocalipse, por sua vez, recebia suas revelações em forma de visões e as registrava em livro. Tudo simbólico; haja intérpretes. Há vários apocalipses apócrifos; no cânon, só o Apocalipse de João deContinuar lendo “A História é filha de seu tempo (Lucien Febvre)”

Por que acreditamos em profetas?

“Como explicar que uma vida frugal e sem haveres, consumida pela doença, um corpo delgado, frágil, rosto oval e moreno com olhos negros e brilhantes deem a impressão de serem percorridos pela própria Vida, de ter um poder idêntico à Vida?” (Gilles Deleuze, sobre Espinosa) Baruch de Espinosa teve a ousadia (ou inocência) dos purosContinuar lendo “Por que acreditamos em profetas?”

O pensar diferente

A história de Giordano Bruno é bem conhecida: terminou na fogueira porque escreveu um livro que falava da pluralidade dos mundos e aventava a possibilidade de existir vida em outros planetas, entre outras heresias. Outros, que achavam que poderiam pensar diferentemente do permitido, são pouco conhecidos. Um deles é Miguel Servet, pensador espanhol que seContinuar lendo “O pensar diferente”

Uma insensatez

Salomão era sábio e rico. Tinha um fraco: gostava de mulheres, muitas. “Além da filha de Faraó, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, pertencentes às nações das quais Iahweh dissera aos israelitas: ‘Vós não entrareis em contato com eles e eles não entrarão em contato convosco; pois certamente,Continuar lendo “Uma insensatez”

“Os céus nos usam assim como nós usamos as tochas: não as acendemos para que se iluminem a si mesmas.”

“Breve é a vida, longa é a arte”, dizia Hipócrates (460-377 a.C.). A vida é um sopro – divino ou não – e se dissipa; a arte, criada pelo mortal, vence a morte e imortaliza seu criador. Shakespeare morreu em 1616, há 405 anos, aproximadamente 15 gerações atrás, mas sua obra está presente nos nossosContinuar lendo ““Os céus nos usam assim como nós usamos as tochas: não as acendemos para que se iluminem a si mesmas.””

“Tudo o que existe, existe em Deus”

Espinosa era monista. Quer dizer, ao contrário de Descartes que via o mundo de forma dualista, ele entendia que só poderia haver uma substância e, que tudo deveria ser considerado como modificação dessa substância única – ou seja, de Deus. “Tudo o que existe, existe em Deus, e sem Deus nada pode existir nem serContinuar lendo ““Tudo o que existe, existe em Deus””