Derrota não é o fim; pode ser um degrau para o objetivo

Joaquin Miller era o pseudônimo de Cincinatus Heine Miller, um poeta americano. Quando jovem, ele se mudou para o norte da Califórnia durante os anos da Corrida do Ouro e teve uma variedade de aventuras, incluindo passar um ano morando em uma vila nativa americana e ser ferido em uma batalha contra os nativos americanos.Continuar lendo “Derrota não é o fim; pode ser um degrau para o objetivo”

Vênus e Adônis

Adônis era um jovem que só se interessava por caçadas. Mas Vênus se apaixonou por ele, e procurou possuir carnalmente (ou fazer-se possuir) o belo jovem. Adiante veremos o porquê. Há basicamente duas versões sobre essa história, a de Ovídio (Metamorfoses), e a de Apolodoro – ou Pseudo-Apolodoro. Esclarecendo: alguém fez um compêndio sobre osContinuar lendo “Vênus e Adônis”

Encontros

O que tinha de ser (Vinícius de Moraes e Tom Jobim) “Porque foste na vidaA última esperançaEncontrar-te me fez criança Porque já eras minhaSem eu saber sequerPorque sou o teu homemE tu, minha mulher Porque tu me chegasteSem me dizer que vinhasE tuas mãos foram minhas com calma Porque foste em minh’almaComo um amanhecerPorque fosteContinuar lendo “Encontros”

“… nós também somos oceanos”

Amanda Gorman, poeta e ativista, nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 1998 e foi criada por sua mãe, junto com seus dois irmãos e uma irmã. Ela tem uma irmã gêmea chamada Gabrielle, que também é ativista. Quando criança, ela foi diagnosticada com um distúrbio de processamento de som e um problema de fala queContinuar lendo ““… nós também somos oceanos””

Navios negreiros

O poema abaixo, “O navio negreiro”, mesmo título do de Castro Alves, foi composto em 1854. Castro Alves possivelmente o leu; o seu foi publicado após sua morte, em 1871. O navio negreiro (Das Sklavenschiff – 1854), de Heinrich Heine (1797-1856) O sobrecarga Mynherr van KoekCalcula no seu camaroteAs rendas prováveis da carga,Lucro e perdaContinuar lendo “Navios negreiros”

“a permanência não está em parte alguma” (Rilke)

Nelson Ascher nasceu em São Paulo em 1958. É tradutor de poesia de diversas línguas (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, russo e húngaro), crítico literário, e poeta. VALE TUDO Quando nada mais nos resta vale tudo pois se tudo mais vai sempre dar em nada nada mais nos vale salvo tentar tudo mas tentando nadaContinuar lendo ““a permanência não está em parte alguma” (Rilke)”

Contra a maré da mercadoria

Khliébnikov, o poeta-sacerdote, matemático, biólogo, linguista, poeta … a referência do ‘futurismo’. Avisou, em 1921, a data da sua morte: recordando Púchkin, o poeta disse que “as pessoas do meu ofício morrem frequentemente aos 37 anos”. Assim como, Maiakovski também morreria aos 37 anos, em 1930. “Vielimir Khliébnikov viveu os seus últimos anos na miséria,Continuar lendo “Contra a maré da mercadoria”

Determinismo ou liberdade?

Numa entrevista concedida a Betty Milan, Octavio Paz resigna-se ao determinismo: “… em cada ato humano há uma dose de determinismo, mas este não pode se realizar sem a liberdade, que, por sua vez, necessita do destino para se realizar. Podemos dizer que, se a liberdade é uma condição da necessidade, o inverso também éContinuar lendo “Determinismo ou liberdade?”

“A poesia é a crise existencial das palavras”

Pedro Salomão é formado em Geografia. Liderou um grupo de palhaços no Hospital do Câncer de Presidente Prudente em 2017. Quando perdeu um importante amigo e mentor de palhaçadas em um acidente de carro, seu luto se transformou em poesia, num processo de cura. “Às vezes, eu deixo de existir Para conseguir sobreviver.” “Mentir éContinuar lendo ““A poesia é a crise existencial das palavras””

Na morte, não. Na vida./Está na vida o mistério.

Henriqueta Lisboa: mineira, diáfana, esquiva, equilibrada, sensível … Modelagem – Mulher (1982) Assim foi modelado o objeto:para subserviência.Tem olhos de ver e apenasentrevê. Não vai longeseu pensamento cortadoao meio pela ferrugemdas tesouras. É um mitosem asas, condicionadoàs fainas da lareiraSeria uma cântaro de barro afeitoa movimentos incipientessob tutela. Ergue a cabeça por instantese logo esmoreceContinuar lendo “Na morte, não. Na vida./Está na vida o mistério.”