“A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)

Gibran Khalil Gibran foi poeta, pintor e escritor. Em suas veias corria o sangue de uma multiplicidade de culturas como a fenícia, aramaica, assíria, persa, grega, árabe e outras. Libanês, emigrou para os EUA, quando tinha doze anos de idade, levado (com os irmãos) por uma mãe corajosa – uma costureira -, que buscava aContinuar lendo ““A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)”

“General, o homem é muito útil/ Ele sabe voar e sabe matar/ Mas tem um defeito: Ele sabe pensar” (Brecht)

NÃO HÁ VAGAS O preço do feijãonão cabe no poemaO preço do arroznão cabe no poema Não cabem no poema o gása luzo telefonea sonegaçãodo leiteda carnedo açúcardo pão O funcionário públiconão cabe no poemacom seu salário de fomesua vida fechadaem arquivos Como não cabe no poemao operárioque esmerila seu dia de açoe carvãonas oficinasContinuar lendo ““General, o homem é muito útil/ Ele sabe voar e sabe matar/ Mas tem um defeito: Ele sabe pensar” (Brecht)”

Mulheres, negras, pobres: loucas

Ninguém fala delas. Se não existiram enquanto viviam, como fazê-las presentes? Maio é o mês da Luta Antimanicomial; hoje, 6 de maio, é aniversário de Freud; dia 13 comemora-se a Abolição da Escravidão: tudo se relaciona com a sofrida experiência terrena de Stella do Patrocínio e de Aurora Cursino dos Santos. Hospício foi o destinoContinuar lendo “Mulheres, negras, pobres: loucas”

“Ninguém – Também?/ Então somos um par?”

Mais poesias. Algo que valha a pena, neste mundo sufocante. Algo inútil. Aquilo que antes de contrariar, possa expandir. Cercar-se de ares frescos, mesmo pútridos. Poesia como via João Cabral: “Isto não presta para nada, e no entanto está aqui a minha vida inteira.” Ou, como protestava Maria Tsvietáieva: “Não amo o mar; o marContinuar lendo ““Ninguém – Também?/ Então somos um par?””

A vida é poesia e terror

“Entre a ideia/ E a realidade/ Entre o movimento/ E o ato/ Cai a sombra …” (T. S. Eliot) “Ser Flor, é profunda Responsabilidade” (Emily Dickinson) “A floresta precede os povos./ E o deserto os segue.” (François-René de Chateaubriand) “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.” (Jung) ESPAÇO “Ainda há espaço paraContinuar lendo “A vida é poesia e terror”

Limiares

O irlandês John O’Donohue era poeta e padre. Formou-se em Inglês, Filosofia e Teologia. Na Alemanha fez doutorado em Teologia Filosófica, dissertando sobre Hegel e, pós-doutorado sobre a mística de Mestre Eckhart, um expoente do neoplatonismo, como Plotino. Morreu dormindo, dois dias após seu aniversário de 52 anos. “A qualquer momento você pode se perguntar:Continuar lendo “Limiares”

Gente simpática e pacífica – de bem!

É possível chegarmos ao conhecimento sobre as coisas que nos rodeiam? Husserl, o fundador da Fenomenologia, perguntava-se sobre “as perplexidades em que se enreda a reflexão sobre a possibilidade de um conhecimento atinente às próprias coisas; como pode o conhecimento estar certo da sua consonância com as coisas que existem em si, de as ‘atingir’?”Continuar lendo “Gente simpática e pacífica – de bem!”

“O homem criou a morte” (Yeats)

O mundo gira e não nos damos conta. No entanto, às vezes, um pequeno desequilíbrio nos derruba. O equilíbrio (do mundo e no mundo) é algo dinâmico, como numa esteira rolante. Caso sua velocidade seja acelerada de forma súbita ou constantemente, provavelmente cairemos. Este é estágio em que a humanidade se encontra atualmente: tudo mudando,Continuar lendo ““O homem criou a morte” (Yeats)”

“Os deuses, quando amam, prendem o frêmito do cosmos”

Volto a mostrar mais um pouco da poesia de Khliébnikov. Abaixo há um link para uma publicação anterior. Após uma permanência no Irã, Khliébnikov regressou a Moscou, em 1921. A atmosfera da Nova Política Económica, de Lenin, que encontrou, com a sua essência mercantil, parecia profundamente alheia à sua natureza . Este não era oContinuar lendo ““Os deuses, quando amam, prendem o frêmito do cosmos””

“o potencial que me pertence”

A literatura, a poesia em especial, nos permite ver outras realidades e, fazermos questionamentos do “real”. Real é o que acreditamos que exista, conforme nossas lentes mentais. Assim como nos sonhos, a imaginação nos transporta para realidades virtuais, aumentadas ou mistas, desde sempre; multiversos à nossa disposição, baseados nos nossos próprios algoritmos inconscientes. Ao abandonoContinuar lendo ““o potencial que me pertence””