O que as músicas nos dizem?

Sou de uma geração que durará mais poucos anos. Não sei se me orgulho dessa minha participação no seio humano. Aos meus oito netos peço desculpas por deixar um planeta bagunçado e com riscos de extinção de nossa espécie. Um planeta como vi na minha infância, verde, exuberante! Talvez ele se torne seco, estéril. EContinuar lendo “O que as músicas nos dizem?”

O que as músicas nos dizem?

Sou de uma geração que durará mais poucos anos. Não sei se me orgulho dessa minha participação no seio humano. Aos meus oito netos peço desculpas por deixar um planeta bagunçado e com riscos de extinção de nossa espécie. Um planeta como vi na minha infância, verde, exuberante! Talvez ele se torne seco, estéril. EContinuar lendo “O que as músicas nos dizem?”

Poesia da sexta: Rilke no Balaio

“Se procurar amparo na Natureza, no que é nela tão simples e pequeno que quase não se vê mas que inesperadamente pode tornar-se grande e incomensurável; se alimentar esse amor pelo mais ínfimo e se tentar, humilde como um criado, ganhar a confiança do que parece pobre, tudo será para si mais fácil, mais coesoContinuar lendo “Poesia da sexta: Rilke no Balaio”

O caminho é único

Provérbios e canções, de Antonio Machado (trechos) “Nossas horas são minutos quando esperamos saber, e séculos quando sabemos o que se pode aprender. Caminhante, são teus passos o caminho e nada mais; Caminhante, não há caminho faz-se caminho ao andar Ao andar se faz caminho e ao voltar a vista atrás se vê a estradaContinuar lendo “O caminho é único”

“Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços” (CDA)

SONETO DA PERDIDA ESPERANÇA Perdi o bonde e a esperança. Volto pálido para casa. A rua é inútil e nenhum auto passaria sobre meu corpo. Vou subir a ladeira lenta em que os caminhos se fundem. Todos eles conduzem ao princípio do drama e da flora. Não sei se estou sofrendo ou se é alguémContinuar lendo ““Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços” (CDA)”

Uma existência não pode surgir de uma não-existência

Empédocles era poeta, médico, engenheiro, naturalista, reformador religioso e uma espécie de campeão da democracia: era filho de um político “fundador” da democracia em Agrigento, Sicília, e se envolveu nas lutas democráticas de sua cidade e, como prova da sua fé na democracia e respeito à igualdade cívica, recusou a coroa real que lhe ofereceram.Continuar lendo “Uma existência não pode surgir de uma não-existência”

Ausência presente – poesias de Ana Martins Marques

Poesias de Ana Martins Marques: “Porque um barco volta a ser madeira e mesmo uma casa volta a ser pedra porque as coisas tecidas um dia se destecem porque não é eterno o amor entre as coisas porque mesmo o vidro mesmo o metal perecerão os seus olhos lentos a sua carne violenta a eletricidadeContinuar lendo “Ausência presente – poesias de Ana Martins Marques”

“Uma poça … que viveu alguns segundos”

Tempos nebulosos, sem memória, descompensados, extremados, centrífugos … requerem poesia. Ana Martins Marques é poesia. EM BRANCO Dizem que Cézannequando certa vez pintou um quadrodeixando inacabada parte de uma maçãpintou apenas a parte da maçãque compreendia. É por issomeu amorque eu dedico a vocêeste poemaem branco. HISTÓRIA “Tenho 39 anos. Meus dentes têm cerca deContinuar lendo ““Uma poça … que viveu alguns segundos””

I-Juca-Pirama

I-Juca-Pirama significa “o que há de ser morto”, em tupi. É um dos poemas de Gonçalves Dias (1823-1864), da sua fase indianista. Narra a história de um índio tupi que, após uma batalha contra os timbiras, é preso e seu destino é a morte, para ser devorado. É exigido que ele faça o seu cantoContinuar lendo “I-Juca-Pirama”

Amendoeira

Para fugir desse ambiente tóxico da política (argh!), dos descaminhos econômicos, da falta de gestão na infraestrutura, à exceção dos puxadinhos – louváveis – do Tarcísio Freitas, dos desmontes dos poucos pontos em que avançamo-nos (combate aos desmatamentos, proteção aos indígenas, direitos à diversidade, inclusão social …), nada como procurar nosso leitor do cotidiano, CarlosContinuar lendo “Amendoeira”