“Sorte imensa/ E vazia/ Tu, roda volúvel/ És má/ Vã é a felicidade/ Sempre dissolúvel”

Carmina Burana, ou “Canções de Beuern” (uma redução de Benediktbeuern, município na Baviera), é o título de 254 poemas e textos dramáticos dos séculos XI e XII. Vinte e quatro poemas dos Carmina Burana foram musicalizados por Carl Orff, em 1936. Fortuna, a Sorte, nos acompanha. Nos precede, aliás. Onde nascemos já é sua interferência. Quem encontramos naContinuar lendo ““Sorte imensa/ E vazia/ Tu, roda volúvel/ És má/ Vã é a felicidade/ Sempre dissolúvel””

“… impossível dizer às pessoas que estou surdo”

Em 1797 Beethoven começou a ter sinais de surdez. Tinha 27 anos. Logo depois, percebeu que a perda de audição para a música e para a fala não era uma ocorrência passageira. Sua habilidade para alimentar a criatividade e protegê-la da angústia física e psicológica causada pela surdez progressiva é um dos aspectos mais notáveisContinuar lendo ““… impossível dizer às pessoas que estou surdo””

“… eles devem abrir caminho para nós, e não nós para eles”

Comentários de Goethe sobre seu encontro com Beethoven (julho de 1812) “… Vim a conhecer Beethoven em Teplitz. O seu talento assombrou-me; mas infelizmente a ele coube uma personalidade completamente destituída de autodomínio; ele pode não estar completamente errado ao julgar que o mundo é odioso, mas também é verdade que tal atitude não tornaContinuar lendo ““… eles devem abrir caminho para nós, e não nós para eles””

“…elogiam a clareza de composições medíocres”

17 de dezembro de 1770. Ludwig van Beethoven, segundo filho de Johann van Beethoven e Maria Magdalena Keverich Leym, é batizado em Bonn. Provavelmente, nasceu no dia anterior, 16 de dezembro. Na próxima quinta-feira, portanto, o mundo comemorará os 250 anos de nascimento desse gênio. Tenho escrito sobre esta data, porque admiro muito sua obra.Continuar lendo ““…elogiam a clareza de composições medíocres””

Quando nossa vida se afasta de nós

O pianista Keith Jarrett dificilmente se apresentará novamente após dois derrames que sofreu, em 2018, que paralisaram parcialmente o músico americano, que agora só pode tocar com uma mão. Seu álbum ‘The Köln Concert‘ é uma das gravações de piano mais vendidas da história. “Meu lado esquerdo ainda está parcialmente paralisado. Eu consigo andar comContinuar lendo “Quando nossa vida se afasta de nós”

“A cidade não para, a cidade só cresce. O de cima sobe e o de baixo desce”

A cidade (Chico Science) Oi minha amada veja o que eu vou lhe contarNão se preocupe que eu não vou lhe perturbarEu tenho pena de ver o seu sofrerAí meu canto e vamos nós juntinho viverEu tenho pena de ver o seu sofrerBoa noite pra quem chegouBoa noite pra quem ‘tá chegado O sol nasceContinuar lendo ““A cidade não para, a cidade só cresce. O de cima sobe e o de baixo desce””

“Persevere, não apenas pratique sua arte, mas se esforce também para compreender seu significado interior, merece o esforço.”

Neste ano comemora-se os 250 anos do nascimento de Beethoven. Prometi escrever sobre sua vida, ao longo do ano. Em 1812, ele estava com 41 anos. Já havia realizado suas primeiras aspirações. Aceitara o lugar de sucessor de Mozart e Haydn como o mais aclamado compositor da Europa. Em 17 de julho daquele ano, escreveuContinuar lendo ““Persevere, não apenas pratique sua arte, mas se esforce também para compreender seu significado interior, merece o esforço.””

80 anos!

Hoje ele faria 80 anos, mas só pôde viver a metade. O suficiente. Lennon foi um ‘profeta’, um antecipador, um rebelde, um apaziguador, um clarividente sobre o papel do amor no mundo – e suas correlações, a paz, e seus opostos, o ódio, a discriminação, a guerra ‘idiota’ … Acredito que não era um caraContinuar lendo “80 anos!”

“Música com Z”, de Zuza

Há pessoas que julgamos imortais. Na verdade, queremos que elas permaneçam conosco durante toda nossa vida – esse é o sentimento de eternidade para os mortais. Uma dessas pessoas, referências, foi Lauro Machado Coelho, morto em 2018, que me aproximou da ópera. Outra, que morreu ontem (dormindo, como lhe convinha), foi Zuza (José Eduardo) HomemContinuar lendo ““Música com Z”, de Zuza”

Para os que não gostam de óperas

Uma Furtiva Lágrima (Gaetano Donizetti) Uma furtiva lágrimaEm seus olhos saltaram… Aqueles jovens festivos pareciam invejar …O que mais eu poderia querer?Ela me ama, eu vejoPor um só instante o palpitarDe seu belo coração sentir!..Confundir meus suspiros aos dela!…Céus! Sim, eu poderia morrer!Isso é tudo que eu peço. Ou, Bellini: Pura deusa Pura deusaPura deusa,Continuar lendo “Para os que não gostam de óperas”