E se Deus negar?!

Partido Alto foi composta por Chico Buarque em 1972, em plena ditadura. Cheia de ironias e indiretas a música sofreu censura e, na época, teve dois termos vetados: a palavra “titica” teve que ser substituída por “coisica”, e “brasileiro” substituído por “batuqueiro”, o que já expressa sua importância histórica e política. Sua letra é umaContinuar lendo “E se Deus negar?!”

Paraguassú

Não se trata de gostar ou não; trata-se de manter a memória. Quem foi Paraguassú? Duas gerações atrás, essa pergunta não seria levada a sério. Paraguassú era um ídolo da nossa música, e um pioneiro, presenciou e participou do nascimento da disseminação da cultura popular através da música. Ele foi o primeiro artista musical paulistanoContinuar lendo “Paraguassú”

E a multidão vendo atônita/ Ainda que tarde/ O seu despertar

Simbolicamente, a Rosa dos Ventos representa luz e sorte. Significa também a necessidade de mudanças, de se encontrar uma direção, um caminho a seguir. Rosa-dos-Ventos (Chico Buarque) E do amor gritou-se o escândaloDo medo criou-se o trágicoNo rosto pintou-se o pálidoE não rolou uma lágrimaNem uma lástimaPra socorrer E na gente deu o hábitoDe caminhar pelas trevasDe murmurar entre as pregasDeContinuar lendo “E a multidão vendo atônita/ Ainda que tarde/ O seu despertar”

Cosima

Cosima Wagner morreu aos 93 anos de idade. Ao sentar, nunca se apoiava no espaldar de uma cadeira. Fora educada para sentar-se direito: aquilo que causa dor faz bem, aprendeu. Seus pais não eram casados. Só aos nove anos pôde ter um sobrenome, quando seu pai resolveu reconhecê-la: Franz Liszt. Fruto dos amores adúlteros deContinuar lendo “Cosima”

Pantanal, adeus!

Em 1988, Itamar Assumpção prenunciava um trágico destino para o Pantanal. No ano passado, o Inpe registrou mais de 20 mil focos de incêndio no bioma; mais que o dobro do ano anterior. O pico foi em outubro, com quase 3 mil ocorrências. As causas estão indefinidas. Alguns disseram que os focos começaram naturalmente, porContinuar lendo “Pantanal, adeus!”

Albinoni

Costumamos falar dos compositores consagrados e esquecemos seus ‘professores’, os pioneiros. Como, por exemplo, o veneziano Tomaso Giovanni Albinoni, com seu talento melódico e característico estilo pessoal. Bach, que pautou gerações de compositores – inclusive nosso Villa-Lobos – se inspirou nele. Seu famoso Adagio (abaixo), foi reconstituído por um musicólogo, Remo Giazotto, a partir deContinuar lendo “Albinoni”

Viva o Brasil! Viva Villa!

Temos valores nacionais, personalidades que se destacam apesar do ambiente inóspito. Não temos só “mitos”. Hoje, 5 de março, é o 134º aniversário de nascimento de Villa-Lobos. Por isso é o Dia Nacional da Música Clássica. A música popular da América Latina é consagrada mundialmente. Samba, tango, bossa-nova, salsa … Tom Jobim, Mercedes Sosa, RubénContinuar lendo “Viva o Brasil! Viva Villa!”

A culpa é do Raul!

O dia do lockdown está próximo. Confinamento. O sucesso do vírus depende de nossa presunção de que ele não existe. Suas variantes dependem do espraiamento. O vírus sabe que nós – os sapiens – acreditamos que a culpa não é dele, do vírus, mas de bodes, expiatórios? O sapiens acredita nas determinações de um serContinuar lendo “A culpa é do Raul!”

Autocompressão

Há pessoas que estão no corner. Não sabem como sair, mesmo tendo, calmamente, ido parar lá. A monotonia domina suas vidas. O grito está travado; os gestos, congelados; o olhar, vidrado; o amanhã, indesejado; o corpo funciona como uma tela na qual passa um filme nostálgico; o coletivo é só o outro – não seContinuar lendo “Autocompressão”

My funny Valentine

Num 14 de fevereiro São Valentim foi decapitado. Cláudio II (213-270) – Cláudio, o gótico – governava Roma. Ele havia proibido a realização de casamentos; precisava de jovens para a vida militar. São Valentim, que era um bispo, teria passado a celebrar casamentos escondido. Uma vez descoberto, acabou encarcerado e condenado à morte. Foi mortoContinuar lendo “My funny Valentine”