Cosima

Cosima Wagner morreu aos 93 anos de idade. Ao sentar, nunca se apoiava no espaldar de uma cadeira. Fora educada para sentar-se direito: aquilo que causa dor faz bem, aprendeu. Seus pais não eram casados. Só aos nove anos pôde ter um sobrenome, quando seu pai resolveu reconhecê-la: Franz Liszt. Fruto dos amores adúlteros deContinuar lendo “Cosima”

Pantanal, adeus!

Em 1988, Itamar Assumpção prenunciava um trágico destino para o Pantanal. No ano passado, o Inpe registrou mais de 20 mil focos de incêndio no bioma; mais que o dobro do ano anterior. O pico foi em outubro, com quase 3 mil ocorrências. As causas estão indefinidas. Alguns disseram que os focos começaram naturalmente, porContinuar lendo “Pantanal, adeus!”

Albinoni

Costumamos falar dos compositores consagrados e esquecemos seus ‘professores’, os pioneiros. Como, por exemplo, o veneziano Tomaso Giovanni Albinoni, com seu talento melódico e característico estilo pessoal. Bach, que pautou gerações de compositores – inclusive nosso Villa-Lobos – se inspirou nele. Seu famoso Adagio (abaixo), foi reconstituído por um musicólogo, Remo Giazotto, a partir deContinuar lendo “Albinoni”

Viva o Brasil! Viva Villa!

Temos valores nacionais, personalidades que se destacam apesar do ambiente inóspito. Não temos só “mitos”. Hoje, 5 de março, é o 134º aniversário de nascimento de Villa-Lobos. Por isso é o Dia Nacional da Música Clássica. A música popular da América Latina é consagrada mundialmente. Samba, tango, bossa-nova, salsa … Tom Jobim, Mercedes Sosa, RubénContinuar lendo “Viva o Brasil! Viva Villa!”

A culpa é do Raul!

O dia do lockdown está próximo. Confinamento. O sucesso do vírus depende de nossa presunção de que ele não existe. Suas variantes dependem do espraiamento. O vírus sabe que nós – os sapiens – acreditamos que a culpa não é dele, do vírus, mas de bodes, expiatórios? O sapiens acredita nas determinações de um serContinuar lendo “A culpa é do Raul!”

Autocompressão

Há pessoas que estão no corner. Não sabem como sair, mesmo tendo, calmamente, ido parar lá. A monotonia domina suas vidas. O grito está travado; os gestos, congelados; o olhar, vidrado; o amanhã, indesejado; o corpo funciona como uma tela na qual passa um filme nostálgico; o coletivo é só o outro – não seContinuar lendo “Autocompressão”

My funny Valentine

Num 14 de fevereiro São Valentim foi decapitado. Cláudio II (213-270) – Cláudio, o gótico – governava Roma. Ele havia proibido a realização de casamentos; precisava de jovens para a vida militar. São Valentim, que era um bispo, teria passado a celebrar casamentos escondido. Uma vez descoberto, acabou encarcerado e condenado à morte. Foi mortoContinuar lendo “My funny Valentine”

“Sorte imensa/ E vazia/ Tu, roda volúvel/ És má/ Vã é a felicidade/ Sempre dissolúvel”

Carmina Burana, ou “Canções de Beuern” (uma redução de Benediktbeuern, município na Baviera), é o título de 254 poemas e textos dramáticos dos séculos XI e XII. Vinte e quatro poemas dos Carmina Burana foram musicalizados por Carl Orff, em 1936. Fortuna, a Sorte, nos acompanha. Nos precede, aliás. Onde nascemos já é sua interferência. Quem encontramos naContinuar lendo ““Sorte imensa/ E vazia/ Tu, roda volúvel/ És má/ Vã é a felicidade/ Sempre dissolúvel””

“… impossível dizer às pessoas que estou surdo”

Em 1797 Beethoven começou a ter sinais de surdez. Tinha 27 anos. Logo depois, percebeu que a perda de audição para a música e para a fala não era uma ocorrência passageira. Sua habilidade para alimentar a criatividade e protegê-la da angústia física e psicológica causada pela surdez progressiva é um dos aspectos mais notáveisContinuar lendo ““… impossível dizer às pessoas que estou surdo””

“… eles devem abrir caminho para nós, e não nós para eles”

Comentários de Goethe sobre seu encontro com Beethoven (julho de 1812) “… Vim a conhecer Beethoven em Teplitz. O seu talento assombrou-me; mas infelizmente a ele coube uma personalidade completamente destituída de autodomínio; ele pode não estar completamente errado ao julgar que o mundo é odioso, mas também é verdade que tal atitude não tornaContinuar lendo ““… eles devem abrir caminho para nós, e não nós para eles””