O anel de Polícrates

Vejo as notícias sobre Elon Musk, inevitáveis. O sujeito tem muito dinheiro, dizem que mais que qualquer outro. Há muitos que o admiram como símbolo do sucesso, mérito, intrepidez, capitalismo, liberdade, visão de mundo e de futuro etc. Onde outros veem arrogância, dizem que é assertividade; não seria controverso, mas objetivo e lúcido acima dosContinuar lendo “O anel de Polícrates”

Paixão e razão

Sempre há quem confunda amor com paixão, embora sejam motivações e sensações muito diferentes. O amor é um sentimento puro e desprendido de desejo, de resultado e de interesses pessoais. O amor é altruísta, nada quer em troca; a paixão é egoísta, tudo precisa retornar para o desfrute do “amante”. A paixão é uma “exigência”Continuar lendo “Paixão e razão”

Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

“Incerto, incauto renasço a cada dia” (Adonis)

Ali Ahmad Said Esber é um poeta sírio. Adotou o pseudônimo de Adonis em referência a uma fábula fenícia que se irradiou na mitologia grega. Na mitologia, Adonis atraiu o amor de Afrodite e de Perséfone. Problemas. Uma mulher só já requer atenção; duas desestabilizam. Vocês viram o debate de ontem. Ares, amante de AfroditeContinuar lendo ““Incerto, incauto renasço a cada dia” (Adonis)”

“O imortal no mortal é o seu Nome” (Aurobindo)

“Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.” (Lucas 17: 20-21) Noutras traduções, lê-se “A vinda do Reino de Deus não é observável. (…) poisContinuar lendo ““O imortal no mortal é o seu Nome” (Aurobindo)”

Caos e Criação

Na mitologia grega, por Hesíodo, tem-se que “Sim, bem primeiro nasceu Caos, depois também Terra (Gaia) de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre, dos imortais que têm a cabeça do Olimpo nevado …” No Gênesis, cita-se que “a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo (…)” (Gn 1, 2). Em hebraico:Continuar lendo “Caos e Criação”

“Quem é quem é?”

“Aonde quer que eu vá, descubro que um poeta esteve lá antes de mim.” (Sigmund Freud) Como nos comportaríamos se tivéssemos o manto da invisibilidade, se pudéssemos escolher ser ou não visto? Como se possuíssemos o anel de Giges, conforme a fábula contada por Glauco, irmão mais velho de Platão, na República: “… debruçando-se para oContinuar lendo ““Quem é quem é?””

A visão mágica do mundo

O partido Nacional Socialista Alemão, além do estilo militarista prussiano, tinha uma dimensão messiânica, baseada na raça – sustentada, supostamente, por crenças esotéricas. Pregava uma tentativa mágica para alterar o mundo. Além da supremacia racial, o objetivo era a criação de uma nova raça de super-homens. Esse novo ser teria um poder ilimitado e venceriaContinuar lendo “A visão mágica do mundo”

Lohengrin

Falei, outro dia, sobre Sêmele, a mãe de Dioniso (https://balaiocaotico.com/2022/03/31/o-que-o-mito-de-dioniso-nos-diz-hoje/). Vimos que a curiosidade de Sêmele em saber se seu amante era realmente Zeus, terminou por fulminá-la. Falaremos, agora, sobre o mito de Lohengrin, que virou uma das mais lindas óperas de Wagner, peça que chegou perto do ideal wagneriano de “obra de arte total”.Continuar lendo “Lohengrin”

O que o mito de Telêmaco nos diz hoje?

Para Homero, um herói se distinguia por sua “excelência” (aretê, em grego, também significando adaptação), tanto no campo de batalha como no uso da palavra. Ulisses (Odisseu, em grego) é um desses heróis, a quem Homero lhe acrescenta a “astúcia”. Ele sabia que a esperança (quando muito desejada) é irmã gêmea da imprevidência, daí apostouContinuar lendo “O que o mito de Telêmaco nos diz hoje?”