Nossas amazonas

1541. Francisco Pizarro era o governador do Peru e seu irmão, Gonzalo Pizarro era obcecado com as histórias de El Dorado. Gonzalo resolveu fazer uma expedição para encontrá-lo. Ele ficou vagando por meses nos contrafortes orientais dos Andes, já entre densas florestas. Sem mantimentos, seu primo Francisco de Orellana, o segundo no comando, propôs dividirContinuar lendo “Nossas amazonas”

Arlequim

A primeira representação de Arlequim foi no século XVII, trazida pela ‘comedia dell’arte‘, onde ele seduz e toma a Colombina do Pierrot. Pierrot representava um bobo, sendo sempre enrolado, mas mesmo assim confiando nas pessoas. Também era apresentado como sendo lunático, distante e inconsciente da realidade. Colombina aparecia como uma serva e é caracterizada comoContinuar lendo “Arlequim”

Onde está o Ícaro?

A pintura “Paisagem com a Queda de Ícaro”, realizada ao redor de 1560 por Pieter Bruegel, o Velho, é rica semanticamente. Do intrépido Ícaro aparecem só as pernas, no mergulho para a punição pela desobediência ao pai, Dédalo. O mito é conhecido: Dédalo construiu o labirinto do qual Teseu escapou. O rei Minos, de Creta,Continuar lendo “Onde está o Ícaro?”

Unicórnio e castidade

O unicórnio foi ‘redescoberto’ pelos Padres da Igreja, na Alta Idade Média, a partir de um tratado (“Physiologus”) escrito em Alexandria, entre os séculos II e IV, possivelmente por um gnóstico. Um trecho: “O unicórnio é pequeno e muito selvagem. Ele possui um chifre na cabeça. Nenhum caçador consegue pegá-lo, a não ser por umaContinuar lendo “Unicórnio e castidade”

Fábulas de ama-de-leite

Assim Platão se referia aos mitos: fábulas. Mas, não há como separar quando o mito passou a ser história. Tróia era, até o século XIX, mitológica. Em 1871, Heinrich Schliemann encontrou os restos da cidade também denominada Ilion – de onde deriva o nome Ilíada. À pergunta “o que existia antes de existir alguma coisa”, osContinuar lendo “Fábulas de ama-de-leite”

A educação caseira

Olimpia, ou Olimpíade, causou tanto furor quanto seu marido (Filipe II) e seu filho (o Grande Alexandre) no século IV a.C. Adotou vários nomes: Políxena (“a hospitaleira”), vinculava-a à mítica princesa de Tróia, filha de Príamo e da qual Aquiles se enamorou. Mírtale, ao casar-se com Filipe ou ao iniciar-se nos mistérios de Samotrácia, umaContinuar lendo “A educação caseira”

Renart, o raposo

A fábula Renart, o raposo, é uma das mais originais da Idade Média, apesar de ser inspirada na de Esopo. É o típico enganador, malandro – figura universal. Uma alusão a Métis, a deusa da astúcia (também da prudência, saúde, virtudes e proteção). Métis, a que tentou engabelar Zeus e se deu mal – ZeusContinuar lendo “Renart, o raposo”

Contra todas as probabilidades

Artemisia Gentileschi, a primeira mulher a ser aceita na Academia de Belas Artes de Florença. As gerações seguintes, entretanto, consideravam-na uma mera curiosidade, uma aberração, por ser mulher. Assinou sua primeira pintura em 1610, quando tinha 17 anos. Ela mostra a protagonista bíblica Susanna, nua, ruborizada e se contorcendo de desconforto quando dois homens seContinuar lendo “Contra todas as probabilidades”

Erínias

As erínias cuidavam da vingança contra os mortais; torturavam as almas pecadoras. A deusa Nêmesis fazia o mesmo, mas com os deuses. A Oresteia, de Ésquilo, é uma trilogia que conta a tragédia da família de Atreu, os Átridas. Resumidamente, Atreu e Tiestes (seu irmão) matam Crisipo, um enteado. São banidos e se refugiam em Micenas.Continuar lendo “Erínias”

Rir é o melhor remédio?

A revista Seleções tinha uma coluna com esse título. Lia sempre, embora muitas da piadas fossem insossas. Mas, normalmente, abria um sorriso; gargalhar, não lembro. Chloé Milne, num artigo para a revista Medium, diz que trocou a meditação pelo riso solto. Ela descobriu que doenças cardíacas, insuficiência renal, artrite, doença de Parkinson, ansiedade, depressão eContinuar lendo “Rir é o melhor remédio?”