O elo perdido?

Para Zecharia Sitchin, evolução e criacionismo colidem. Ele passou a vida argumentando que os seres humanos evoluíram com uma pequena intervenção genética de astronautas antigos que vieram para a Terra e precisavam de trabalhadores para minerar ouro e trazer de volta a Nibiru , um planeta que ainda não reconhecemos. Como não tenho como dizerContinuar lendo “O elo perdido?”

Um pouco da Teogonia

A Teogonia, a Genealogia dos Deuses, teria sido escrita por Hesíodo, nos séculos VIII e VII a.C. Talvez fosse contemporâneo de Homero, talvez primos … não se sabe. É mito, mas revela a necessidade de se conceber o humano com referência direta e indispensável ao divino. “Ciente de sua precariedade, de sua mortalidade, o homemContinuar lendo “Um pouco da Teogonia”

“Com um movimento de recuo podemos perceber este mundo como um todo, dizem os aborígines australianos”

Philippe Descola é um antropólogo francês, agora professor no prestigiado Collège de France. Ele realizou um estudo etnográfico de 1976 a 1979 com o povo indígena Achuar, que vive na floresta amazônica entre o Peru e o Equador. Os Achuar fazem parte do grupo Jivaros, anteriormente conhecido como guerreiros e caçadores de cabeças. É comContinuar lendo ““Com um movimento de recuo podemos perceber este mundo como um todo, dizem os aborígines australianos””

Estelionato da fé

Sinceramente, fico atônito ao ver personagens conhecidas que exploram a credulidade dos desesperados – emocional, econômica ou socialmente – tentando extrair-lhes seus sustentos em nome de Cristo! Isso me parece abusivo, mas permitimos em nome da liberdade de religião. Claro que deve haver a opção por vertentes religiosas. Mas, espoliação, não! Explorar a desesperança, emContinuar lendo “Estelionato da fé”

Tábua de Esmeralda

“A coisa mais bonita que podemos experimentar é o misterioso. Ele é a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele para quem a emoção é uma estranha, que não consegue mais se maravilhar por um momento e se envolver com o fascínio, é como o morto; os seus olhos estão fechados.” (Einstein) A TábuaContinuar lendo “Tábua de Esmeralda”

Dido e Eneias

Eneias é um personagem conhecido. Não, não vou falar do político nacionalista (“Meu nome é Enéas!”). Trato do lendário fundador do que viria a ser a Itália, de quem falava Virgílio: “Canto as armas e o varão que o fado quis exilado e que fosse o primeiro das terras de Troia a chegar à ItáliaContinuar lendo “Dido e Eneias”

Vênus e Adônis

Adônis era um jovem que só se interessava por caçadas. Mas Vênus se apaixonou por ele, e procurou possuir carnalmente (ou fazer-se possuir) o belo jovem. Adiante veremos o porquê. Há basicamente duas versões sobre essa história, a de Ovídio (Metamorfoses), e a de Apolodoro – ou Pseudo-Apolodoro. Esclarecendo: alguém fez um compêndio sobre osContinuar lendo “Vênus e Adônis”

Orfismo

Orfeu, o poeta mítico, que desceu ao submundo e voltou.   Após a morte de sua amada, Eurídice, Orfeu resolveu descer ao mundo de mortos e pedir a Hades, deus dos mortos, e a sua esposa Perséfone, que permitissem sua volta. Não deu muito certo. Os órficos, seus seguidores, reverenciavam Dioniso (que também uma vez desceu aoContinuar lendo “Orfismo”

“O tempo depura tudo envelhecendo junto.” (Orestes)

A peça Eumênides é a terceira parte da Orestéia, de Ésquilo (525-456 a.C.), o pai da tragédia. Eumênides é um termo que Ésquilo usa para se referir às Erínias, as personificações da vingança sobre os mortais. A deusa Nêmesis também se encarregava da vingança, mas dos deuses. Na mitologia romana, as Erínias eram chamadas Fúrias.Continuar lendo ““O tempo depura tudo envelhecendo junto.” (Orestes)”

Nossa bússola é a previsão do perigo

O mito de Prometeu indica que, através da técnica os homens podiam conseguir, por conta própria, o que antes teriam que pedir aos deuses. Mas há limites, principalmente éticos. “O Prometeu ‘definitivamente desacorrentado’, ao qual a ciência confere forças antes inimagináveis e a economia, o impulso infatigável, clama por uma ética que, por meio deContinuar lendo “Nossa bússola é a previsão do perigo”