Estelionato da fé

Sinceramente, fico atônito ao ver personagens conhecidas que exploram a credulidade dos desesperados – emocional, econômica ou socialmente – tentando extrair-lhes seus sustentos em nome de Cristo! Isso me parece abusivo, mas permitimos em nome da liberdade de religião. Claro que deve haver a opção por vertentes religiosas. Mas, espoliação, não! Explorar a desesperança, emContinuar lendo “Estelionato da fé”

Tábua de Esmeralda

“A coisa mais bonita que podemos experimentar é o misterioso. Ele é a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele para quem a emoção é uma estranha, que não consegue mais se maravilhar por um momento e se envolver com o fascínio, é como o morto; os seus olhos estão fechados.” (Einstein) A TábuaContinuar lendo “Tábua de Esmeralda”

Dido e Eneias

Eneias é um personagem conhecido. Não, não vou falar do político nacionalista (“Meu nome é Enéas!”). Trato do lendário fundador do que viria a ser a Itália, de quem falava Virgílio: “Canto as armas e o varão que o fado quis exilado e que fosse o primeiro das terras de Troia a chegar à ItáliaContinuar lendo “Dido e Eneias”

Vênus e Adônis

Adônis era um jovem que só se interessava por caçadas. Mas Vênus se apaixonou por ele, e procurou possuir carnalmente (ou fazer-se possuir) o belo jovem. Adiante veremos o porquê. Há basicamente duas versões sobre essa história, a de Ovídio (Metamorfoses), e a de Apolodoro – ou Pseudo-Apolodoro. Esclarecendo: alguém fez um compêndio sobre osContinuar lendo “Vênus e Adônis”

Orfismo

Orfeu, o poeta mítico, que desceu ao submundo e voltou.   Após a morte de sua amada, Eurídice, Orfeu resolveu descer ao mundo de mortos e pedir a Hades, deus dos mortos, e a sua esposa Perséfone, que permitissem sua volta. Não deu muito certo. Os órficos, seus seguidores, reverenciavam Dioniso (que também uma vez desceu aoContinuar lendo “Orfismo”

“O tempo depura tudo envelhecendo junto.” (Orestes)

A peça Eumênides é a terceira parte da Orestéia, de Ésquilo (525-456 a.C.), o pai da tragédia. Eumênides é um termo que Ésquilo usa para se referir às Erínias, as personificações da vingança sobre os mortais. A deusa Nêmesis também se encarregava da vingança, mas dos deuses. Na mitologia romana, as Erínias eram chamadas Fúrias.Continuar lendo ““O tempo depura tudo envelhecendo junto.” (Orestes)”

Nossa bússola é a previsão do perigo

O mito de Prometeu indica que, através da técnica os homens podiam conseguir, por conta própria, o que antes teriam que pedir aos deuses. Mas há limites, principalmente éticos. “O Prometeu ‘definitivamente desacorrentado’, ao qual a ciência confere forças antes inimagináveis e a economia, o impulso infatigável, clama por uma ética que, por meio deContinuar lendo “Nossa bússola é a previsão do perigo”

No que o passado tem de concreto, a mais do que a ficção?

Reza uma antiga lenda holandesa que um garoto chamado Hans Brinker teria descoberto uma rachadura num dique. Ele então passou a noite inteira com o dedo enfiado no buraco, enfrentando frio, fome, sono e sede, até receber ajuda na manhã seguinte. Com este ato de bravura, impediu o rompimento da barragem e salvou sua aldeia.Continuar lendo “No que o passado tem de concreto, a mais do que a ficção?”

O Círculo Sagrado

Laura Riding (1901-1991) foi uma poetisa americana, estranha. Ela acreditava ter poderes; considerava-se uma bruxa. Muito inteligente, porém pérfida. Segundo Rosa Montero, ela era uma força maligna; por onde passava, tudo desmoronava. UMA GENTILEZA (Laura Riding) Estar viva é estar curiosa.Quando perder interesse pelas coisasE não estiver mais atenta, álacrePor fatos, acabo este minguado inquérito.AContinuar lendo “O Círculo Sagrado”

Nossas amazonas

1541. Francisco Pizarro era o governador do Peru e seu irmão, Gonzalo Pizarro era obcecado com as histórias de El Dorado. Gonzalo resolveu fazer uma expedição para encontrá-lo. Ele ficou vagando por meses nos contrafortes orientais dos Andes, já entre densas florestas. Sem mantimentos, seu primo Francisco de Orellana, o segundo no comando, propôs dividirContinuar lendo “Nossas amazonas”