Tistu

“… havia, no entanto, um menino a quem todos chamavam Tistu…” Muitos conhecem sua história, criada por Maurice Druon, ex-ministro da Cultura da França. “Se só viemos ao mundo para ser um dia gente grande, logo as ideias pré-fabricadas se alojam facilmente em nossa cabeça, à medida que ela aumenta. Essas idéias, pré-fabricadas há muitoContinuar lendo “Tistu”

“O discurso amoroso é hoje de extrema solidão”

Roland Barthes, semiólogo, morreu em 1980. Em 1977 escreveu “Fragmentos de um discurso amoroso”, no qual coleta marcos da experiência amorosa e faz uma análise fria e cínica. Um trecho: “Encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designaContinuar lendo ““O discurso amoroso é hoje de extrema solidão””

“Com Voltaire, a pena voa e ri” (Victor Hugo)

Voltaire foi o autor do Dicionário Filosófico, embora, para se proteger dos poderosos, fomentadores da superstição, do fanatismo, da extravagância e da tirania, assumiu a autoria dos verbetes menos controversos e os mais delicados, designou a autores já falecidos ou estrangeiros. Victor Hugo dizia que “com Voltaire, a pena voa e ri”. Sua verve tratavaContinuar lendo ““Com Voltaire, a pena voa e ri” (Victor Hugo)”

O lobo e o cão (Fedro)

“Que a liberdade tem encantos – eis o que lhes vou mostrar em poucas palavras. Um cão grande e gordo encontrou por acaso um lobo magro e desfeito. Depois de se cumprimentarem mutuamente, pararam: – Donde vens – perguntou o lobo – que és tão brilhante, e com que viandas adquiriste essa tão grande corpulência?Continuar lendo “O lobo e o cão (Fedro)”

O Turista aprendiz

1927. Mário de Andrade sai da Paulicéia e passa a conhecer o Brasil, ficção para a maioria dos ‘sulistas’. Regiões ‘remotas’, tradições peculiares … um outro Brasil. Antes, em abril de 1924, Mário voltara a Minas na “viagem da descoberta do Brasil”, quando o grupo modernista paulistano, a mecenas Olívia Guedes Penteado e amigos percorramContinuar lendo “O Turista aprendiz”

“… natural, simples, humano, fiel a si mesmo: este é o perfil de Brossa …”

Joan Brossa (1919 – 1998). Esse poeta é ícone de criatividade; sua obra se caracteriza pela experimentação e pelo humor, é engajada e irônica. Sua obra poética está ligada às suas raízes catalãs e à denúncia social. Artista múltiplo; seus territórios eram artes plásticas, teatro, música, cinema, cultura popular, design gráfico, circo, cabaré e, política.Continuar lendo ““… natural, simples, humano, fiel a si mesmo: este é o perfil de Brossa …””

O amor materno

“Quando eu morrer, quando vocês perceberem que eu morri, cubram o meu corpo. Ninguém deve ver meu corpo, não se pode deixar ver o corpo de uma mãe. Vocês, que são minhas filhas, têm a obrigação de cobri-lo, cabe somente a vocês fazer isso. Ninguém pode ver o cadáver de uma mãe, pois senão elaContinuar lendo “O amor materno”

O moleiro, seu filho e o burro (La Fontaine)

Li em algum lugar que um moleiro e seu filho, Um velho, o outro pequeno, e não muito criança, Garotinho de uns quinze anos, diz-me a lembrança, À feira iam vender seu asno, certo dia; Para ele parecer mais fresco e com mais brilho, Amarraram-lhe os pés, e suspenso ele ia; Pai e filho, depois,Continuar lendo “O moleiro, seu filho e o burro (La Fontaine)”

Um divulgador da ciência

Bernard le Bovier de Fontenelle influenciou com sua obra as grandes personalidades do Iluminismo. Sabia transmitir as ideias, mesmo as científicas e elaboradas eruditamente, de uma forma bastante palatável e compreensível para a maioria das pessoas na sociedade. Se as ciências em geral e a filosofia, em especial, se tornaram populares na França, foi graçasContinuar lendo “Um divulgador da ciência”

“Para fazer um céu basta uma estrela…” (Álvaro Moreyra)

“Os cabelos muito brancos. Magra. Feia. Triste. Sempre com lágrimas nos olhos. Sempre com estas palavras na boca: – Deus te ajude. Para os pequenos: Sia Isabel. Para os grandes: Bebê Chorona. Bebê Chorona, que sabia contar histórias, me ensinou, um dia, a origem da chuva. Aprendi que São Pedro manda os anjos, de tempoContinuar lendo ““Para fazer um céu basta uma estrela…” (Álvaro Moreyra)”