Insulto não é argumento

O ministro Barroso faz uma análise pertinente e detalhada sobre o movimento de rompimento constitucional em curso – que visa assentar no poder absoluto um incompetente e suspeito de corrupção, que pelo seu combate se elegeu – e derruba cada uma das falsas acusações feitas ao sistema eleitoral. É um texto para estudo, porém ineficaz.Continuar lendo “Insulto não é argumento”

O que falta?

O Brasil convive – pacificamente – com várias crises, que afetam a maioria da população, em maior ou menor grau; a elite não é incomodada. Não é para qualquer país. A quietude do povo se explica, talvez, não por sua suposta índole mansa e ordeira, mas pela preocupação diária com a manutenção de sua subsistência.Continuar lendo “O que falta?”

Os poderosos e os bodes expiatórios

Jean de La Fontaine (1621-1695) escreveu a fábula “Os animais doentes da peste”. Esopo (620-564 a.C.) teria sido o primeiro a contá-la, sendo seguido por muitos outros, inclusive os nossos Justiniano José da Rocha (1812-1863) e Monteiro Lobato (1882-1948). La Fontaine procurou traçar um retrato da aristocracia francesa do antigo regime, ressaltando a crueldade dosContinuar lendo “Os poderosos e os bodes expiatórios”

A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil

A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil, e 71% das pessoas assassinadas no país são negras. Mas não há racismo neste país, dizem as autoridades! Só azar por nascer com a cor errada. Os liberais acreditam (querem que acreditemos) que isso é fruto da pobreza e, é-se pobre porque não seContinuar lendo “A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil”

A política é como espumas

Ao escolher o nome para meu blog pensei nalgo que representasse meu querido país. Escolhi “Balaio Caótico“. Acho que não errei. Há algum tempo, ao acordar me perguntava: “Quem foi preso hoje?” Logo, a pergunta era: “Quem foi solto hoje?” Estou lendo o calhamaço “Ética”, de Fábio Konder Comparato, 716 páginas. Pretendia escrever sobre esseContinuar lendo “A política é como espumas”

A fissura da nossa democracia

“… O sono da vontade de dormir, O sono de ser sono. Mas é mais, mais de dentro, mais de cima: É o sono da soma de todas as desilusões, É o sono da síntese de todas as desesperanças …” (Álvaro de Campos) 2021. Os muros da iniciante democracia foram testados ultimamente; têm resistido, masContinuar lendo “A fissura da nossa democracia”