A estupidez como guia

“As massas nunca tiveram sede da verdade. Elas se afastam de evidências que não são do seu gosto, preferindo deificar o erro, se o erro os seduzir. Quem quer que possa lhes fornecer ilusões é facilmente seu senhor; quem tenta destruir suas ilusões é sempre sua vítima.” (Gustave Le Bon, 1841-1931) Le Bon estudou asContinuar lendo “A estupidez como guia”

A lei da construção

“Embora a engenhosidade humana possa fazer várias invenções … ela nunca criará nenhuma invenção mais bela, nem mais simples, nem mais voltada para o propósito do que a Natureza o faz; porque em suas invenções não falta nada e nada é supérfluo …“ (Leonardo da Vinci) Em 1883, Eduard Zeller escreveu: ”A característica mais importante daContinuar lendo “A lei da construção”

O inconformismo é transformador

É incrível, mas há empresas que ainda tratam seus trabalhadores como “empregados”. Etimologicamente, em latim (implicare), emprego significava juntar. O “empregado” era “mais um” a se somar num empreendimento. Algo indistinto, normalizado, braços; a ser vigiado e controlado. O que tinha a fazer já estava definido; nada mais era permitido; seria uma violação. Uma usurpaçãoContinuar lendo “O inconformismo é transformador”

Competitividade

Vez em quando volto a esse assunto: as empresas brasileiras não se interessam por competitividade. Claro, há várias exceções, algumas até honrosas. Confundem competitividade com concorrência. Ora, um membro de um oligopólio vê o outro como concorrente, mesmo quando se entendem e se cartelizam. Competitiva é a empresa que adota o padrão mundial como referência,Continuar lendo “Competitividade”

Gerenciar pessoas

Gerenciar é converter complexidade e especialização em desempenho, diz Joan Magretta. Este exercício não é fácil, nem para qualquer um. Requer, além de habilidades técnicas e emocionais, o preparo mental para lidar com incertezas e entender o papel da complementariedade no contexto organizacional. Não se trata, como muitos pensam, de apenas encaixar adequadamente competências especializadas,Continuar lendo “Gerenciar pessoas”

Numa equipe, talentos individuais importam mais?

Quanto depende do talento individual e quanto da capacidade de trabalho em conjunto dos membros da equipe? Nos esportes, nos negócios e em centros de pesquisa científica: o que é preciso para se criar uma equipe de sucesso? “As pessoas se surpreendem quando o time dos sonhos perde”, diz Brian Uzzi. Às vezes, ao seContinuar lendo “Numa equipe, talentos individuais importam mais?”

A meta de Buffett: encontrar negócios nos quais o potencial de ganhos aumenta enquanto o risco diminui

A estratégia de investimentos de Buffett consiste em encontrar empresas que tenham uma vantagem competitiva durável, além de solidez econômico-financeira. E sentar em cima. Empresas com essas características mostram tanta força e previsibilidade no crescimento de seus lucros que suas ações se transformam em uma espécie de ‘equity bonds‘, como se fora um título comContinuar lendo “A meta de Buffett: encontrar negócios nos quais o potencial de ganhos aumenta enquanto o risco diminui”

Incentivo não é o mesmo que motivação

Fred Herzberg estudou por muito tempo a motivação no trabalho. Chegou a um esquema que chamou de “Teoria dos dois fatores” que distingue dois grupos que a influenciam, um externo às pessoas e um interno. Aos externos, intitulou “fatores de higiene ou extrínsecos”; aos intrínsecos, “fatores de motivação”. Os de higiene, ou elementos de trabalho,Continuar lendo “Incentivo não é o mesmo que motivação”

Significado na vida

Clayton Christensen foi o autor de ‘O Dilema da Inovação‘, que introduziu a noção de ‘inovação disruptiva‘, no final dos anos 90. Todos conhecem o conceito. Não vou falar sobre isso, mas sobre um livro que lançou em 2011: “Como Avaliar sua Vida?“. Um ano antes, ele já estava lutando contra um linfoma, semelhante aoContinuar lendo “Significado na vida”

Reinvenções da Sony

Nos anos 50, Akio Morita visitou o Ocidente e ficou humilhado com a percepção da origem “Made in Japan”. Significava produto ruim, mal-acabado, de segunda classe. Algo como ocorreu depois com os produtos coreanos e chineses – estes em rápida transformação. Os produtos brasileiros estão nessa fase, pouco confiáveis – sem tradição, sem marcas ‘fortes’,Continuar lendo “Reinvenções da Sony”