Provérbios sobre insensatos, atuais

“Provérbios“, atribuídos a Salomão, é um dos livros sapienciais de Israel. Sua validade foi estendida. Pincei alguns que se referem a pessoas insensatas: “O que teus olhos viram, não introduzas logo em processo pois o que farás no fim se teu próximo te confundir?” (25: 8) “Nuvens e ventos e nada de chuva é oContinuar lendo “Provérbios sobre insensatos, atuais”

Quando eu me for (Márcio Kazuo Teramoto)

QUANDO EU ME FOR … (TEXTO DE MÁRCIO KAZUO TERAMOTO) Não quero lágrimas, muito menos tristeza. Minha vida é alegre, e não será no final que deixará de ser. Amo e sou amado, quer razão maior para minha alegria? Se alguém perguntar quem fui, peço aos amigos que só falem como resposta: “Ele viveu”. NãoContinuar lendo “Quando eu me for (Márcio Kazuo Teramoto)”

A arrogância do “saber estabelecido”

Em 1927, Freud ressaltava que o juízo que fazemos sobre a atividade humana é limitado por nossas perspectivas. Isso é devido, principalmente, por nos restringirmos a um ou a alguns campos do saber. E, desse ponto de vista especializado, encontramos “verdades” que queremos aplicar ao variado mundo social. Manifestações complexas não se explicam de formaContinuar lendo “A arrogância do “saber estabelecido””

Solidão, por Márcio Kazuo Teramoto

Cercado por uma multidão. Tempos estranhos, mesmo com uma centena de “amigos” virtuais ou não, a solidão se impõe. Triste sina, acesso as milhares de pessoas e não se consegue tempo para acessar o próprio interior. Talvez essa seja a causa. Esconde-se por trás de avatares e personagens criados para agradar os “amigos”. Esquece daContinuar lendo “Solidão, por Márcio Kazuo Teramoto”

O metaverso será nosso universo?

“Daquilo de que os outros não sabem sobre mim, disso eu vivo.” (Peter Handke) Estamos perdendo nossos segredos, nossa individualidade, nossas idiossincrasias. Viramos um caldo cultural, mas com pouca especificidade. Somos acompanhados e, monitorados. Sem percebermos, estamos nos entregando e nos deixando manipular. Que coisa! Que coisa nos tornamos! A transparência de nossos atos, preferências,Continuar lendo “O metaverso será nosso universo?”

Existir

Contardo Calligaris morreu em março deste ano. Um dia antes da sua morte, numa conversa com Maria Homem, sua companheira, a pergunta séria: “O que vai ser de mim sem você?” Ele, consciente, olhou nos seus olhos e disse: “Vai ser o que você quiser”. Esse era seu princípio: crie sua vida! Quantos estão, nesteContinuar lendo “Existir”

É a economia!

“Todo movimento de fundo nacionalista ou que tenha desembocado no fascismo foi construído por cientistas. O mito ariano, por exemplo, é uma concepção intelectual. (…) assim como o caso do darwinismo social ou a doutrina das raças, têm nos meios intelectuais um ponto de partida”, ressaltava Serge Moscovici, no seu “Representações Sociais”. Ele afirmava queContinuar lendo “É a economia!”

A heresia dos cátaros

“Neste mundo, criado pelo Diabo, só podes esperar o inesperado.” (Raymond VI, 1156-1222), Conde de Toulouse, defensor dos cátaros) “A religião da Occitânia e Languedoc sempre foi um cristianismo simples e puro, um cristianismo na linha de João: não a espada, não o dogma, mas o Amor. “Em pequenos grupos ou círculos, eles viviam suaContinuar lendo “A heresia dos cátaros”

Galileu e a ciência

“A superstição é a realização dos espíritos fracos”, dizia Edmund Burke, no século 18. Esse era o pensamento de Galileu (1564-1642): “Eu acredito que a autoridade das Sagradas Escrituras tinha unicamente o objetivo de persuadir os homens sobre proposições e pontos de doutrina que, sendo necessários para a nossa salvação e se sobrepondo a todaContinuar lendo “Galileu e a ciência”

O purgatório

Ainda há uma chance! O purgatório! “Purgatório … a maioria de nós, afinal, vai ter muita sorte se tiver que passar por lá antes de chegar ao céu, em vez de cair direto e para sempre no inferno. E para que ninguém se queixe de que Deus é ‘malvado’ por mandar as pessoas ao infernoContinuar lendo “O purgatório”