Desarrumados

“Não tenho tempo”, “Estão me esperando”, “Preciso ir”, “Só disponho de um minuto”. (Michel Quoist) Sobre isso, comenta Dom Hélder Câmara: “O tempo! Só podemos avaliar como o tempo passa, se evapora, contemplando um relógio, um ponteiro de segundos. O importante não tentar o impossível de fazer o tempo parar. O importante é aproveitar oContinuar lendo “Desarrumados”

A vida é preparação

“Para que cometer a loucura de chorar porque daqui a cem anos não viveremos, e por que não fazer o mesmo porque há cem anos não vivíamos?” Montaigne, com seu realismo. Para ele, “a contínua tarefa da nossa existência é levantar o edifício da morte”. Como Cícero, acreditava que filosofar nada mais é do queContinuar lendo “A vida é preparação”

Assimilar sem adulterar, por Huberto Rohden

Andavam os alquimistas medievais às voltas com elementos vários – para descobrir a fórmula secreta do ouro … Prodígio mais estupendo realiza-o a Natureza – vivificando substâncias mortas. O que hoje é ferro e fosfato, cálcio e carbono – amanhã é célula viva, verde folhagem, flor odorífera … E, com seres tantos e tão diversosContinuar lendo “Assimilar sem adulterar, por Huberto Rohden”

“Crer em Deus é tomar os seus desejos pela realidade”

Farei três textos abordando a fé. Num, darei voz a um ateu, André Comte-Sponville; depois, um fervoroso cristão, Pascal; e, finalmente, um que procurou manter-se equidistante, Montaigne. Pronto, desagradarei a todos. Comecemos pelo ateu, Comte-Sponville. Ele é um filósofo materialista, mas não hedonista. Um argumento usual pelos ateus é que “a fé não dá respostas,Continuar lendo ““Crer em Deus é tomar os seus desejos pela realidade””

“Ciência sem consciência é apenas ruína da alma”. (Rabelais)

“É preciso dividir o tempo entre política e equações. Mas nossas equações são muito mais importantes para mim porque a política é para o presente, enquanto nossas equações são para a eternidade.” (Einstein) Descartes dizia que a técnica é o controle das forças da natureza. Mas, se a ciência e a técnica nos permitem controlarContinuar lendo ““Ciência sem consciência é apenas ruína da alma”. (Rabelais)”

Histórico da indiferença

“Por que eu sempre nado contra a corrente? Porque só assim se chega às nascentes”. (José Lutzenberger) “Sou pessimista quanto à raça humana, porque ela é tão engenhosa que acaba se voltando contra si mesma. Nosso modo de lidar com a natureza é obrigá-la à submissão. Teríamos mais possibilidades de sobrevivência se nos acomodássemos aContinuar lendo “Histórico da indiferença”

Nossa existência é algo bem maior

Sri Aurobindo foi poeta, filósofo e nacionalista (pela independência da Índia). Seu pensamento yogi, após abandonar a política, influenciou a muitos. “Nossa vida visívele as ações desta vidanão são mais que umasérie de expressões significativas,mas aquilo que ela tenta expressarnão está na superfície;nossa existência é algo bem maiorque este ser frontalaparenteque nós mesmos supomos sereContinuar lendo “Nossa existência é algo bem maior”

“Existe alguma coisa que não gosta de muro” (Robert Frost)

Sadhguru tornou-se popular com sua linguagem simples e atual. Seu discurso é sobre a autotransformação, não a partir de atitudes ou comportamentos, mas pela experimentação da natureza ilimitada de quem somos. Segundo essa visão, há duas forças básicas dentro de nós, que vemos, normalmente, como estando em conflito. Uma é o instinto de autopreservação, queContinuar lendo ““Existe alguma coisa que não gosta de muro” (Robert Frost)”

Ilusão, alucinação e delírio

É difícil falar sobre distúrbios psicológicos sem tangenciar o quadro político em que nos metemos. Mas, tentemos. O ser humano é um bicho estranho, uns mais que outros. Apesar disso, alguns comportamentos e atitudes causam “estranheza” entre os supostamente “normais”, embora não haja perfeitos. Todos nós ocultamos determinados aspectos de nós mesmos, até para nósContinuar lendo “Ilusão, alucinação e delírio”

O que nos limita

Já havia lido dois livros de Steven Pressfield, os “Portões de Fogo”, sobre a batalha de Termópilas e, “Tempos de Guerra”, que conta a Guerra do Peloponeso. Imaginava-o, então, como historiador. Mas, o sujeito também é roteirista e, antes de se ver como escritor, foi redator publicitário, professor, motorista de trator, barman, trabalhador braçal emContinuar lendo “O que nos limita”