“Com Voltaire, a pena voa e ri” (Victor Hugo)

Voltaire foi o autor do Dicionário Filosófico, embora, para se proteger dos poderosos, fomentadores da superstição, do fanatismo, da extravagância e da tirania, assumiu a autoria dos verbetes menos controversos e os mais delicados, designou a autores já falecidos ou estrangeiros. Victor Hugo dizia que “com Voltaire, a pena voa e ri”. Sua verve tratavaContinuar lendo ““Com Voltaire, a pena voa e ri” (Victor Hugo)”

“Deus, ou seja, a Natureza”

Para Espinoza, Deus não criou o mundo nem está fora do mundo: ele é o próprio universo. Por isso, dizia “Deus sive Natura” (Deus ou Natureza). Deus seria imanente, está inseparavelmente contido e implicado em toda a realidade. A ideia de um Deus raivoso, que precisava ser cultuado e agradado, seria uma superstição. Essa imagemContinuar lendo ““Deus, ou seja, a Natureza””

Perguntaram a Bakunin quem foi o primeiro anarquista e ele respondeu: “Foi Adão, é claro, ele se rebelou contra a autoridade de Deus; quem se insurge contra qualquer autoridade é um anarquista”.

Kropotkin era um príncipe. Mas, renunciou a este título da nobreza. Preferiu o anarquismo. Atuou como sociólogo, geógrafo, filósofo, economista, cientista político, escritor, historiador e biólogo. Vamos falar um pouco sobre o biólogo. Em 1866, ele e dois amigos, viajaram para o leste da Sibéria pela aventura de encontrar uma hipotética mina de ouro indicadaContinuar lendo “Perguntaram a Bakunin quem foi o primeiro anarquista e ele respondeu: “Foi Adão, é claro, ele se rebelou contra a autoridade de Deus; quem se insurge contra qualquer autoridade é um anarquista”.”

O tempo

Jean-Marie Guyau era poeta e filósofo. Alguns o consideram o Nietzsche francês. Nietzsche e Bergson o tinham em alta conta. Ficou conhecido como “filósofo da vida”, pois nutria uma paixão profunda pela existência. Refletia sobre o “tempo”, mas esse lhe foi ingrato: morreu em 1888, aos 33 anos, da doença dos poetas. Abraçou o estoicismoContinuar lendo “O tempo”

Solidão

Viver só não é um ‘problema’ para quem se dá bem consigo, para os que têm uma riqueza interior que o contenta, como a gordura que nos mantém nos jejuns. O mundo que carregamos pode, ou não, gerenciar sua energia, ou somos satélites. Solidão é uma praga dos nossos tempos, apesar – ou talvez porContinuar lendo “Solidão”

Noosfera

Teilhard de Chardin era um teólogo, mas também um cientista evolucionista e, de certa forma, um pensador do futuro. Entendia que a história do pensamento resultaria na formação de uma “esfera” pensante sobre a Terra, a ‘noosfera’. “A partir da gênese da Vida no Mundo, as primeiras formas viventes manifestaram-se em Complexidade orgânica e emContinuar lendo “Noosfera”

O direito à propriedade privada deve ser subordinado “ao destino universal dos bens da terra e, consequentemente, o direito de todos ao seu uso”

No dia 3 de outubro, o papa Francisco divulgou sua encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e a amizade social. Ela é inspirada em São Francisco, que morreu num 3 de outubro, 794 anos atrás. “São Francisco, que se sentia irmão do sol, do mar e do vento, sentia-se ainda mais unido aos que eramContinuar lendo “O direito à propriedade privada deve ser subordinado “ao destino universal dos bens da terra e, consequentemente, o direito de todos ao seu uso””

Unidos pela esperança e pelo ódio

Erich Fromm era psicanalista. Viveu até 1980. Suas ideias sobre psicologia das religiões deixaram muitos desconfortáveis. Dizia que Deus – consultado ou não – é sempre o aliado dos governantes. Estes, quando expostos à crítica, valem-se de Deus, que em virtude de sua irrealidade despreza as críticas e pela sua autoridade confirma a autoridade dosContinuar lendo “Unidos pela esperança e pelo ódio”

Diágoras, um ateu

Diágoras, foi um poeta e sofista grego do século V a.C. Era apelidado de “o ateu”. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro a dizer que a religião foi criada pelos governantes para assustar as pessoas de modo a fazê-las seguir uma ordem moral.  Foi discípulo de Demócrito. Acabou expulso de Atenas, acusado de ImpiedadeContinuar lendo “Diágoras, um ateu”

“…quantas Terras a gente precisa consumir até entender que está no caminho errado?”

“Demoramos muito tempo para perceber nossa identidade planetária … A história avançou pelo lado ruim. (Karl Marx) A ancestral e difícil luta pela sobrevivência foi se transformando em um louco esforço para se dominar a natureza. Louco, porque a parte não pode dominar o todo. A solução, de colocar o humano à parte (acima) daContinuar lendo ““…quantas Terras a gente precisa consumir até entender que está no caminho errado?””