O que gira como uma coisa só

A Constante de Hubble corresponde à taxa na qual o Universo está se expandindo; uma medida de quão rapidamente o espaço entre as galáxias está se distendendo.  Extrapolar o processo de expansão para trás implica que todas as galáxias que podemos observar se originaram juntas em algum ponto no passado – emergindo de um BigContinuar lendo “O que gira como uma coisa só”

As baixezas humanas guiam os políticos

“O homem especula por baixo sobre seu semelhante. Aquele que se intitula político realista só tem por reais as baixezas humanas, única coisa que considera confiável: ele não trabalha com a persuasão, apenas com a força e a dissimulação.” (Robert Musil) Queremos acreditar que os políticos são servidores públicos, que são funcionários da nação. NãoContinuar lendo “As baixezas humanas guiam os políticos”

O filósofo é um espião do ser

A consciência é a lembrança do Eu, ou o constitui? Fazendo uma analogia: quando observamos as partículas, elas se comportam como “partículas”; quando não estamos observando, agem como “ondas”. Uma multidão: se observamos, vemos pessoas. Se não, comporta-se como onda, manada. Segundo Mendo Henriques e Nazaré Barros, filósofos, “a consciência é muito diferente do Eu:Continuar lendo “O filósofo é um espião do ser”

Esperançar é ir atrás, é não desistir.

Amar quem temos, a pessoa com quem vivemos, não é comum. A maioria lamenta – sente-se “infeliz” – por não ter ao lado a pessoa que “nos falta”, por quem alguns se “apaixonam”. Outros não admitem “perder” o que têm, embora não haja amor nessa relação, só posse. Schopenhauer, que gostava de colocar água noContinuar lendo “Esperançar é ir atrás, é não desistir.”

“Adormecida em uma noz, encontra-se o nascimento de mil florestas.”

Um amor a Deus fundamentado na alegria; comunhão espiritual do ser humano e o mundo: esse era Ralph Waldo Emerson, o grande filósofo transcendentalista, junto a seu amigo, Henry David Thoreau. Alguns de seus aforismos são relevantes: “Foi um grande conselho o que ouvi certa vez, dado a um jovem: ‘Faça sempre o que tiverContinuar lendo ““Adormecida em uma noz, encontra-se o nascimento de mil florestas.””

Por que não?

Nosso centenário Edgar Morin procura nos alertar sobre o chamado processo de “racionalização”. Este processo gera uma espécie de desatenção seletiva, de normalização, de remoção, que são gerados “pela exigência integralmente humana de se defender das angústias provocadas pela incerteza, que impulsionam cada indivíduo a buscar ‘certezas’, ‘ordem’, ‘definitividade’, tudo que possa evitar os dolorososContinuar lendo “Por que não?”

O grão de mostarda

“O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce é a maior das hortaliças e torna-se árvore, a tal ponto que as aves do céu se abrigam em seus ramos.” (Mateus 13, 31-32) EstaContinuar lendo “O grão de mostarda”

O consumo nos consome

Monteiro Lobato viveu em Nova Iorque entre 1927 e 1931. Escreveu lá alguns livros, entre eles, América, um diálogo com Mr. Slang, um personagem fictício. Não descobri porque esse nome (gíria, em português). Mr. Slang já havia opinado sobre o Brasil, num livro anterior, Mr. Slang e o Brasil. Neste livro, Lobato levantava várias questões,Continuar lendo “O consumo nos consome”

Zadig e as curvas do destino

Um bando de salteadores abordou Zadig e um deles disse: “Tudo o que levas nos pertence, e a tua pessoa pertence ao nosso amo!”. Zadig e seu criado sacaram as espadas e resistiram ao ataque. Arbogad, o líder dos assaltantes, observava e ficou impressionado com a valentia de Zadig. Mandou seus homens pararem e convidouContinuar lendo “Zadig e as curvas do destino”

Mais perguntas

O que seria das respostas se não houvessem as perguntas? Vagariam por aí eternamente? Há, entretanto, ainda, muitas perguntas catando respostas por aí. Exemplos: Deus, quem ou o quê? Matéria e energia escuras, por que não são mais claras? O Big Bang é cíclico ou terminal? O tudo embarca o nada ou o nada éContinuar lendo “Mais perguntas”