Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

Como as principais consultorias criaram sua própria demanda

Defendo há muito o chamado Método Toyota de gestão empresarial. Tentando resumi-lo: focar no planejamento de longo prazo; ressaltar problemas em vez de escondê-los; incentivar o trabalho em equipe com os colegas e fornecedores; instalar uma cultura autocrítica que acalenta um processo implacável e contínuo de melhoria dos processos, produtos e serviços; criar uma mentalidadeContinuar lendo “Como as principais consultorias criaram sua própria demanda”

A parábola dos talentos

Muitos conhecem a Parábola dos Talentos, enunciada em Mateus 25 e, de forma assemelhada, na Parábola das Dez Minas, em Lucas 19. Sua leitura rápida parece endossar as atuais práticas capitalistas, o sistema bancário, os juros, a infatigável busca dos lucros e a meritocracia. Darei minha opinião, ao final, mas gostaria de conhecer outras. ParábolaContinuar lendo “A parábola dos talentos”

Libertário?

Muitos já leram “De Zero a Um”, de Peter Thiel e Blake Masters, de 2014. Mais um livro-testemunho de uma pessoa bem sucedida (Thiel) que, certamente, tem algo a nos dizer nessa prática! O futuro trará, inquestionavelmente, progresso, desde que encontremos “valor” em lugares inesperados; este é o mote. O segredo está em não repetirContinuar lendo “Libertário?”

Um certo mal-estar

Jurei absoluta fidelidade a mim mesmo, como fizera Nietzsche ao procurar suas próprias ideias, além das dominantes de então. Para ele, não mais o impressionavam “nem as ideias feudais, nem as ideias dos democratas burgueses, nem o socialismo. Ao redor delas não existem mais que uma mescla informe de sentimentos, de estilos, de instituições eContinuar lendo “Um certo mal-estar”

Dimensionamento do portfólio de produtos

Ontem, um amigo falou-me de suas preocupações com a manutenção do extenso portfólio de produtos da empresa onde trabalha como CFO. Se dependesse dele, eliminaria vários produtos; aqueles com Margem de Contribuição (MC) baixas, ou seja, quando o quociente MC/Preço Líquido é reduzido ou decrescente. O proprietário da empresa, ao contrário, quer ampliar a quantidadeContinuar lendo “Dimensionamento do portfólio de produtos”

Capitalismo do desperdício

Há uma potencial crise à vista, além do marasmo atual. O capitalismo, muito brioso, tem sobrevivido a crises cíclicas e a algumas extemporâneas. Quase todas previsíveis e motivadas pela ganância e indiferença com os que não estão no jogo. Esse rio caudaloso tem deixado muitos à margem; essas margens são cada vez mais erodidas eContinuar lendo “Capitalismo do desperdício”

O Estado é só um estorvo?

Para a revista The Economist, arauto do liberalismo, os governos deveriam se ater ao básico: escolas melhores “para uma força de trabalho qualificada”, regras claras e igualdade de condições para empresas de todo os tipos. O resto deve ficar para os “revolucionários”, os inventores de garagem, os empreendedores “inovativos”. Será? É isso que é oContinuar lendo “O Estado é só um estorvo?”

Temos que achar caminhos

Dinheiro atrai dinheiro. O caminho árduo para a transformação de uma ideia em um negócio ascendente passa pela capacidade de atração de recursos. Sem dinheiro, a melhor ideia pode morrer. A chance de um “empreendedor” sair de seu bem sucedido carrinho de lanches – imaginativos e saborosos – e escalar é rara. Por outro lado,Continuar lendo “Temos que achar caminhos”

Gurus ou guris?

“Achei que iria chegar aos 55 anos e as empresas iriam querer os gurus – mas elas querem os guris”, disse recentemente Romeo Deon Busarello. É a crença no etarismo. A razão disso é que muitos ficam para trás, soterrados pelas inovações, sentindo-se incapazes de situar-se “neste mundo”, o das novidades transformadoras. “O mundo nãoContinuar lendo “Gurus ou guris?”