Otimista, com os olhos abertos

“Caminhamos para um novo universo. E, sem dúvida, é nesse que tudo vai bem; porque, convenhamos, o que ocorre no nosso, física e moralmente, justifica ligeiros lamentos” Assim falava Cândido, contrariado. Afinal, seu mentor, Pangloss, repetidamente lhe “provara” que os bens da terra são comuns a todos os homens, e que temos, cada um, iguaisContinuar lendo “Otimista, com os olhos abertos”

Ideólogos do ódio

“A única pessoa que tem uma vida privada na Alemanha é aquela que dorme.” (Robert Ley, Chefe de Organização do Partido Nazista) Li recentemente um livro de Christian Ingrao, “Crer & Destruir” (que não recomendo; embora interessante, é mal escrito), que objetiva apresentar as “razões” que levaram intelectuais a se engajarem na máquina de guerraContinuar lendo “Ideólogos do ódio”

Temos que achar caminhos

Dinheiro atrai dinheiro. O caminho árduo para a transformação de uma ideia em um negócio ascendente passa pela capacidade de atração de recursos. Sem dinheiro, a melhor ideia pode morrer. A chance de um “empreendedor” sair de seu bem sucedido carrinho de lanches – imaginativos e saborosos – e escalar é rara. Por outro lado,Continuar lendo “Temos que achar caminhos”

Façamos do alimento o nosso remédio

Um amigo era hipocondríaco. Suas gavetas, no trabalho ou em casa, suas valises, seus bolsos – onde menos se esperava – eram cheios de remédios. Remédios para as suas doenças crônicas – das quais falava com um certo orgulho (sim, também tinha síndrome de Münchausen) – e para eventualidades. Ao viajar, se pudesse, se hospedariaContinuar lendo “Façamos do alimento o nosso remédio”

Para onde vai o ser humano?

Temos uma grande capacidade de autoencantamento, autoilusão; achamo-nos superiores a todos os demais seres e, a aura tecnológica nos galgou a patamares pouco imaginados. Por outro lado, o ser humano é – em linhas gerais – cada vez mais oco. Perdemos densidade moral e espiritual à medida em que nos sentimos senhores do mundo. TudoContinuar lendo “Para onde vai o ser humano?”

Um Testamento Político

Maurício de Nassau era um nobre, sobrinho-neto do príncipe Guilherme I de Orange, governador provincial da Holanda. Governou o Brasil holandês de 1637 a 1644. Tinha 33 anos quando chegou. Foi um grande administrador e procurava ser ‘justo’: proibiu os juros extorsivos ao setor agrícola e instaurou um clima de tolerância religiosa, por exemplo. AContinuar lendo “Um Testamento Político”

Intocáveis

Falei noutro dia sobre os invisíveis; agora, abordo os intocáveis. Temos por aqui os que são intocáveis porque são inalcançáveis, inatingíveis, ninguém pode lhes tocar e, há aqueles que são intocáveis porque ninguém lhes quer tocar, e eles não tocam nosso coração. Os primeiros são os poderosos, principalmente os políticos, os magistrados, altos empresários, herdeiros,Continuar lendo “Intocáveis”

O futuro é desdobramento do presente

O futuro está na esquina, dobrando a esquina. O Brasil é riquíssimo, senão não desperdiçaria todas as oportunidades que surgem. Stefan Zweig veio três vezes ao Brasil. Na última, escolheu-o para estabelecer-se, fugindo da fúria nazista. Em 1941, escreveu o simbólico “Brasil, País do Futuro”. Há boatos de que ele teria sido “estimulado” a encherContinuar lendo “O futuro é desdobramento do presente”

O Positivismo resultou no negacionismo

O Positivismo influenciou, em parte, a Proclamação da República. Pouco falado é que os principais líderes do chamado Apostolado Positivista do Brasil imaginavam, de acordo com seus princípios, uma república ditatorial, enquanto os verdadeiros republicanos defendiam uma democracia liberal. A palavra ditadura, segundo Pedro Laffitte, que sucedeu Auguste Comte, “não dá de modo nenhum oContinuar lendo “O Positivismo resultou no negacionismo”

A questão não é socialismo x capitalismo

“Fazer magia é organizar o caos”, ouvi na série The Witcher. Faz sentido, embora o caos seja autônomo. Organizá-lo significa entender seus padrões. Equilíbrio e controle não funciona, se o grau de entropia for alto. O Calvin, num cartum, dizia que era um gênio, mas um gênio incompreendido. Incompreendido porque ninguém achava que ele eraContinuar lendo “A questão não é socialismo x capitalismo”