Iliberalismo

Já dizia Guimarães Rosa: “Obedecer é mais fácil do que entender”. Esta é, certamente, uma das razões pelas quais muitas pessoas preferem se submeter (do ponto de vista social, psicológico e econômico) a um tirano do que exercitar sua liberdade democrática. Os mais velhos lembram de Erich Fromm e sua preocupação com a liberdade. NumContinuar lendo “Iliberalismo”

O Estado é só um estorvo?

Para a revista The Economist, arauto do liberalismo, os governos deveriam se ater ao básico: escolas melhores “para uma força de trabalho qualificada”, regras claras e igualdade de condições para empresas de todo os tipos. O resto deve ficar para os “revolucionários”, os inventores de garagem, os empreendedores “inovativos”. Será? É isso que é oContinuar lendo “O Estado é só um estorvo?”

“Uma mulher histérica com visão alarmista do futuro”

“O ser humano perdeu a capacidade de prever e de prevenir. Ele acabará destruindo a Terra”, disse Albert Schweitzer. Neste ano, alguns comemoram os 60 anos da publicação de Primavera Silenciosa, de Rachel Carson. Não é um livro qualquer; é um marco na consciência ambiental. Os festejos por aqui se limitaram à aprovação em regimeContinuar lendo ““Uma mulher histérica com visão alarmista do futuro””

Ninguém estava ameaçando ninguém!

“Como um político nunca acredita no que diz, fica surpreso quando outros acreditam”. (Charles de Gaulle) George Kennan viu de tudo. Morreu em 2005, aos 101 anos. Ele foi o grande estrategista americano durante a Guerra Fria. Quando a II Guerra acabou, ele recomendou “uma política a longo prazo, paciente mas firme e vigilante, deContinuar lendo “Ninguém estava ameaçando ninguém!”

Que mundo queremos?

“A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los, diagnosticá-los erroneamente e depois aplicar os remédios errados”, brincava (?) Groucho Marx. Sei que há assuntos que não despertam interesse da maioria, são desagradáveis. Poderia fugir deles. Mas, alguém precisa ser chato. São tantas as pragas no nosso jardim: crescimento econômico engasgando e potencial risco deContinuar lendo “Que mundo queremos?”

Você é uma pessoa má? E os outros?

Somos intrinsecamente bons ou maus? Esta questão sempre me persegue. Eu me considero uma pessoa boa, que procura naturalmente não causar mal aos outros. Mas, sei que sou capaz de infligir sofrimentos, dadas certas circunstâncias. Imagino que a maioria das pessoas é assim, boa, e má quando necessário. Eu disse “maioria”. Há aqueles que acordamContinuar lendo “Você é uma pessoa má? E os outros?”

Fome!

Em 1929, com apenas 20 anos de idade, Josué de Castro formou-se na Faculdade de Medicina da atual UFRJ e, em seguida, foi estagiar por alguns meses nos Estados Unidos. Depois, voltou para Recife, abriu um consultório, e pouco depois foi contratado por uma fábrica local para cuidar de trabalhadores com um estranho problema deContinuar lendo “Fome!”

A história é renitente

Em 1989, o historiador neoliberal Francis Fukuyama se empolgou com a concomitante derrocada de regimes totalitários, de esquerda e direita, e escreveu sobre o fim da história. Em 1992 saiu o livro (O Fim da História e o Último Homem), sucesso de crítica (favoráveis e destruidoras). Ele se apoiou nas ideias de Hegel (e depois,Continuar lendo “A história é renitente”

Pobre país rico

Estamos, nós brasileiros, numa armadilha, num labirinto, e não encontramos a saída. A burocracia, que paramenta nossa opressão, é um símbolo desse esquema que desvia nossas possibilidades de sermos relevantes. Sou de uma geração que se prepara para dar espaço aos novos entrantes, os millennials, ou geração Y. Que espaço? Embora sejam cerca de 34%Continuar lendo “Pobre país rico”

Como o neoliberalismo vê o povo

“A democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes”; “…é um sistema que faz com que nunca tenhamos um governo melhor do que merecemos”, dizia Bernard Shaw (que não viveu no Brasil). Há pouco tempo um ministro criticou o fato de que houve um período em que “Era todo mundo indo paraContinuar lendo “Como o neoliberalismo vê o povo”