Amendoeira

Para fugir desse ambiente tóxico da política (argh!), dos descaminhos econômicos, da falta de gestão na infraestrutura, à exceção dos puxadinhos – louváveis – do Tarcísio Freitas, dos desmontes dos poucos pontos em que avançamo-nos (combate aos desmatamentos, proteção aos indígenas, direitos à diversidade, inclusão social …), nada como procurar nosso leitor do cotidiano, CarlosContinuar lendo “Amendoeira”

Ah, as mães!

Vem por aí mais um dia das mães. Dizem que a homenagem começou em 1908, a partir da iniciativa de Anna Jarvis, que queria estabelecer uma data comemorativa para lembrar sua mãe, Ann Jarvis, que morrera em 1905, num 9 de maio. Para tornar essa comemoração permanente, contou com o apoio de um comerciante. AíContinuar lendo “Ah, as mães!”

Sem sono

Falei outro dia que a Terra é basicamente coberta por água; mais de dois terços. Mas, por muito tempo não conhecia o mar, como muitos, para os quais ‘mar’ seria só mais uma hipérbole poética, como na Eneida, “molhando as estrelas com sua espuma” (Virgílio). Em lugares como Mongólia, China, Texas, Austrália, Saara e outros,Continuar lendo “Sem sono”

Humanidade

Da antologia “O melhor do mau humor”, de Ruy Castro, selecionei o verbete “Humanidade”. Uma oportunidade para conhecermos essa espécie. “Se pudesse receber de volta a taxa de inscrição, eu pediria demissão da raça humana.” (Fred Allen) “Há momentos em que se tem de escolher entre ser humano e ter bom gosto.” (Bertolt Brecht) “ÉContinuar lendo “Humanidade”

Avareza

Milagres e maravilhas (Folclore Judaico) “Dois discípulos de facções rivais, jactavam-se dos milagres de seus respectivos rabis. – Tome o meu rabi – começou um deles – igual a ele o mundo ainda não viu. É capaz de realizar tais maravilhas que os seus cabelos ficariam em pé, com a simples descrição dos mesmos. OutroContinuar lendo “Avareza”

Vida à venda

“Eu penso em ‘As mil e uma noites‘: falava-se, narrava-se até o amanhecer para afastar a morte, para adiar o prazo deste desenlace que deveria fechar a boca do narrador.” (Michel Foucault) Na 39ª noite, Sherazade conta o trágico desfecho decorrente da paixão entre irmãos. O pai deles encontra o túmulo do casal. No leito,Continuar lendo “Vida à venda”

Nunca fuja de um leão!

Contar histórias é uma tradição que se perde. Pais não têm tempo e os filhos são impacientes, não aprenderam a ouvir. Os árabes eram mestres nesta prática. A educação – em sentido amplo – era prazerosamente transmitida por via oral, através de contos. Todos já ouviram falar no “As Mil e Uma Noites”. Num conto,Continuar lendo “Nunca fuja de um leão!”

“Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam”

Nelson Rodrigues era um gênio, exclama Ronaldo Bôscoli (1928-1994) em suas memórias (“Eles e Eu”). Bôscoli era um típico playboy da zona sul carioca. Com o empobrecimento da família, precisou trabalhar. O que lhe pareceu palatável foi jornalismo esportivo: algum prazer no fazer. No Última Hora, conheceu Nelson Rodrigues. Um dia, Nelson se aproximou e,Continuar lendo ““Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam””

A arte de ser esposa, dona de casa e dama perfeita

Le Ménagier de Paris é um manual com conselhos dados a uma dona de casa francesa medieval, com receitas culinárias jardinagem e convivência conjugal. Escrito em 1393 por um cavalheiro para educar sua esposa, foi publicado pela primeira vez pelo barão Jérôme Pichon em 1846. Um bondoso marido teria se sensibilizado com a inexperiência deContinuar lendo “A arte de ser esposa, dona de casa e dama perfeita”

Do inconsciente consciente (Mário Quintana)

“O meu inconsciente é mais observador que o meu consciente. Eu, por exemplo, se falo a primeira vez com fulano, não saberei lembrar depois (ou desenhar, o que dá no mesmo) o formato do seu nariz, a disposição das suas sobrancelhas, o jeito da boca, nem mesmo se tinha bigode ou não. Mas basta encontrá-loContinuar lendo “Do inconsciente consciente (Mário Quintana)”