Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

Colette Catta, uma homenagem

Muitos de nós tendem, às vezes, a perder a esperança na humanidade. A falta de empatia, solidariedade, compaixão, ou caridade cristã, diariamente divulgada sem rubor nas redes sociais e outros meios, principalmente por pessoas com supostas responsabilidades políticas, leva-nos a esquecer que esses não nos representam; são apenas desvios. Há exemplos de pessoas anônimas que,Continuar lendo “Colette Catta, uma homenagem”

Como o Brasil tornou-se reino

Dom João VI elevou o Brasil à condição de reino. Em 1815 deixamos de ser colônia. Isso foi chave para a nossa história. Mas, por que? Num livro de 1926, Paulo Setúbal, traz alguns elementos. Paulo era advogado, jornalista e escritor. Sim, o grande Olavo Egydio Setúbal era seu filho. Dom João estava gostando doContinuar lendo “Como o Brasil tornou-se reino”

“Esta vida é só desintegração.” (Tennessee Williams)

Em seu discurso de 21 de março de 1861, “Discurso da pedra angular” (Cornerstone Speech), o vice-presidente confederado Alexander H. Stephens apresentou o que ele acreditava serem as razões para o que chamou de “revolução”, que resultaria na Guerra de Secessão.  Esse discurso é lembrado por muitos pela defesa da escravidão, seu delineamento das diferençasContinuar lendo ““Esta vida é só desintegração.” (Tennessee Williams)”

“Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)

Assisti atentamente à leitura da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!” realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Lembrei-me dos idos dos anos 1970, quando, estudantes, corríamos dos cachorros (cães pastores-alemães!) do governador nomeado por suas qualidades de subalternidade – não merece ter o nomeContinuar lendo ““Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)”

Jô Soares, Pinzón e o Cabo de Santo Agostinho (por José Ambrósio dos Santos)

A historiografia oficial não é neutra, nem necessariamente tem compromisso com a verdade factual; ela traduz o que convém aos mandantes e cria um repertório que se coaduna com os interesses de grupos que se beneficiam, no processo histórico. A persistência em se celebrar o “descobrimento” do Brasil por Pedro Álvares Cabral é um dessesContinuar lendo “Jô Soares, Pinzón e o Cabo de Santo Agostinho (por José Ambrósio dos Santos)”

Deus na cultura média

COMO DEUS FALA AOS HOMENS (Affonso Romano de Sant’Anna) “Houve um tempo em que Deus falou em hebraico. Houve um tempo em que Deus falou em grego. Depois começou a falar em latim. E a partir daí falou em muitas línguas, aliás, até mesmo em dialetos. Atualmente há quem garanta que ele fala em inglês.Continuar lendo “Deus na cultura média”

Danuza e o mundo sem juízo

Ontem morreu Danuza Leão; tinha 89 anos; uma mulher que nunca foi diretamente protagonista da história, mas permaneceu sempre em primeiro plano. Desde seus 14 anos. Ela se condenou a ser livre, após lições práticas da vida: “Ser livre é fazer só o que eu quero. Eu posso escolher ser escrava de um homem, masContinuar lendo “Danuza e o mundo sem juízo”

“O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.”

A crônica abaixo, de Rubem Alves é provocadora, polêmica. Ao desacreditar o povo como expressão da vontade da nação – portanto, da democracia – (por ser manipulável), pode alimentar argumentos caros a alguns: alguém tem que falar em seu lugar, um autocrata, talvez. No final ele se redime e diz ter esperança num povo capazContinuar lendo ““O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.””

Doroteia

O carioca Marques Rebelo, pseudônimo de Eddy Dias da Cruz, foi jornalista e escritor. Das suas crônicas “Cenas da Vida Brasileira”, escritas nos anos 1940, escolhi uma que trata de tolerância, que escasseia. “Doroteia era alemã. Tinha onze anos, mas bem poderia dizer que já fizera treze. Era branca e era loura; no narizinho arrebitado,Continuar lendo “Doroteia”