Rumi, o mestre da via do amor

“…Na verdade, somos uma só alma, tu e eu./ Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti./ Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,/ Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.” (Rumi) Jalal ad-Din Muhammad Rumi, um poeta persa e mestre sufi, nascido em 1207 eContinuar lendo “Rumi, o mestre da via do amor”

“Por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso”

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, Portugal, em 1919 e viveu até 2004. QUANDO (Sophia de Mello Breyner) Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta Continuará o jardim, o céu e o mar, E como hoje igualmente hão-de bailar As quatro estações à minha porta. Outros em Abril passarão no pomarContinuar lendo ““Por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso””

Maquiavelicamente II

A Justiça sofre uma crise de confiança no país. A impunidade parece ser a regra. Lentidão, possíveis favorecimentos, filigranas legais acessíveis a poderosos, mordomias aviltantes, exibicionismos, corporativismo, indultos escandalosos e outros vícios conduzem o Judiciário ao descrédito popular. Perder a confiança na Justiça gera um sentimento de anomia (ausência de lei ou de regra), minaContinuar lendo “Maquiavelicamente II”

Como era possível?

COMO FAZÍAMOS? (Adaptação de uma publicação de Laura Muschio) Às vezes me pergunto:o que nossa geração fez parasobreviver de comida contendo lactose? Como fomos capazes de crescersem comida para bebê, suplementos,hormônios e multivitaminas? Como vivíamossem Coca zero, Red Bull,aperitivos e bebidas longas,se esperávamos pelo domingopara beber água com gáscom pós dissolvidos? Como passamosos invernos rigorososcomContinuar lendo “Como era possível?”

O coração que treme diante do sofrimento

OS OLHOS DOS POBRES (Charles Baudelaire) “Ah! Você quer saber por que eu a odeio hoje. Será, certamente, menos fácil para você compreender do que para mim, explicar; porque você é, creio, o mais belo exemplo da impermeabilidade feminina que se possa encontrar. Tínhamos passado juntos um longo dia que me parecera curto. Nós nosContinuar lendo “O coração que treme diante do sofrimento”

Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

Colette Catta, uma homenagem

Muitos de nós tendem, às vezes, a perder a esperança na humanidade. A falta de empatia, solidariedade, compaixão, ou caridade cristã, diariamente divulgada sem rubor nas redes sociais e outros meios, principalmente por pessoas com supostas responsabilidades políticas, leva-nos a esquecer que esses não nos representam; são apenas desvios. Há exemplos de pessoas anônimas que,Continuar lendo “Colette Catta, uma homenagem”

Como o Brasil tornou-se reino

Dom João VI elevou o Brasil à condição de reino. Em 1815 deixamos de ser colônia. Isso foi chave para a nossa história. Mas, por que? Num livro de 1926, Paulo Setúbal, traz alguns elementos. Paulo era advogado, jornalista e escritor. Sim, o grande Olavo Egydio Setúbal era seu filho. Dom João estava gostando doContinuar lendo “Como o Brasil tornou-se reino”

“Esta vida é só desintegração.” (Tennessee Williams)

Em seu discurso de 21 de março de 1861, “Discurso da pedra angular” (Cornerstone Speech), o vice-presidente confederado Alexander H. Stephens apresentou o que ele acreditava serem as razões para o que chamou de “revolução”, que resultaria na Guerra de Secessão.  Esse discurso é lembrado por muitos pela defesa da escravidão, seu delineamento das diferençasContinuar lendo ““Esta vida é só desintegração.” (Tennessee Williams)”

“Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)

Assisti atentamente à leitura da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!” realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Lembrei-me dos idos dos anos 1970, quando, estudantes, corríamos dos cachorros (cães pastores-alemães!) do governador nomeado por suas qualidades de subalternidade – não merece ter o nomeContinuar lendo ““Se houver líderes de verdade, e a grande qualidade de um líder autêntico é nem querer dominar, nem querer perpetuar-se, o povo se une para defender os próprios direitos.” (Dom Hélder)”