O anel de Polícrates

Vejo as notícias sobre Elon Musk, inevitáveis. O sujeito tem muito dinheiro, dizem que mais que qualquer outro. Há muitos que o admiram como símbolo do sucesso, mérito, intrepidez, capitalismo, liberdade, visão de mundo e de futuro etc. Onde outros veem arrogância, dizem que é assertividade; não seria controverso, mas objetivo e lúcido acima dosContinuar lendo “O anel de Polícrates”

Como fazer o bem?

O regime de servidão foi regra na Rússia czarista de 1649 até 1861. Servidão é um eufemismo para escravidão dos próprios conterrâneos: os camponeses (“mujiques“) eram obrigados a permanecer nas terras onde nasciam, sem direito à sua propriedade, que era dos nobres. Esses camponeses eram, também, propriedades dos aristocratas, que poderiam dispor deles da formaContinuar lendo “Como fazer o bem?”

Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

A Morte de Matusalém

Isaac Bashevis Singer era um judeu-polonês, e viveu muito tempo nos Estados Unidos. “De todos os problemas de que eu sofria na juventude, a timidez era talvez o mais grave e o mais engraçado. Eu me sentia envergonhado e não sabia realmente de que. Era minha roupa? Era meu cabelo ruivo? Ou era o fatoContinuar lendo “A Morte de Matusalém”

“A certeza para as múltiplas situações e problemas da vida é realmente das coisas raras” (Malba Tahan)

Malba Tahan é o pseudônimo do escritor carioca Júlio César de Mello e Souza, também professor, matemático e engenheiro. Entre os seus 120 livros está o célebre “O homem que calculava”. O NATAL DO BOM CALIFA “A certeza, na vida – dizia um velho beduíno, meio filósofo, que conheci em Damasco -, é mais raraContinuar lendo ““A certeza para as múltiplas situações e problemas da vida é realmente das coisas raras” (Malba Tahan)”

“A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)

Gibran Khalil Gibran foi poeta, pintor e escritor. Em suas veias corria o sangue de uma multiplicidade de culturas como a fenícia, aramaica, assíria, persa, grega, árabe e outras. Libanês, emigrou para os EUA, quando tinha doze anos de idade, levado (com os irmãos) por uma mãe corajosa – uma costureira -, que buscava aContinuar lendo ““A Terra é minha pátria, a humanidade é minha família” (Gibran)”

O que é honra?

Provocado pelo amigo Fábio Adiron, divulgo aos estrangeiros a macabra capacidade de se criar histórias fantásticas no Recife. Nós, recifenses, nos divertimos com os superlativos que criamos para a cidade, dentre esses, o de “cidade mais assombrada do Brasil”. Hoje, sexta-feira 13, é um dia apropriado para falarmos sobre isso. “Quem sai à noite pelasContinuar lendo “O que é honra?”

A realidade se antecipa à ficção?

Para Mark Twain, a diferença entre a verdade e ficção é que a ficção faz mais sentido. Relendo “Becos da Memória”, de Conceição Evaristo, selecionei uma de suas “escrevivências”. “As histórias são inventadas, mesmo as reais, quando são contadas.” (Conceição Evaristo) Bondade era um personagem diferente, não tinha casa, “morava em lugar algum, a nãoContinuar lendo “A realidade se antecipa à ficção?”

Vazio Perfeito

Liezi foi um pensador e mestre taoista. Viveu durante a dinastia de Zhou. É considerado um dos três principais pensadores que desenvolveram os princípios básicos da filosofia taoista, juntamente com Laozi (Lao-Tsé) e Zhuangzi (Chuang-Tsu) Sobre as origens, dizia: “O Princípio da Geração é o Inengendrado e o Princípio da Mutação é o Imutável. OContinuar lendo “Vazio Perfeito”

JANDIRA (Murilo Mendes)

O mundo começava nos seios de Jandira. Depois surgiram outras peças da criação:Surgiram os cabelos para cobrir o corpo,(Às vezes o braço esquerdo desaparecia no caos).E surgiram os olhos para vigiar o resto do corpo.E surgiram sereias da garganta de Jandira:O ar inteirinho ficou rodeado de sonsMais palpáveis do que pássaros. E as antenas dasContinuar lendo “JANDIRA (Murilo Mendes)”