A vida tem ou faz sentido?

Para os existencialistas a vida seria um absurdo. Albert Camus, por exemplo, achava que não haveria valores universais, nem plano divino; tudo seria aleatório. Apesar de nossa racionalidade clamar por ordem e clareza que dêem um significado à nossa existência, o mundo que nos rodeia é indiferente e irracional. Hoje diríamos que ele é movidoContinuar lendo “A vida tem ou faz sentido?”

Risco de morte é 72% maior entre crianças pretas que entre brancas

Recentemente a Fiocruz Bahia divulgou um estudo que mostra o efeito da desigualdade social na incidência de mortes entre crianças. Os dados impressionam! As crianças indígenas, por exemplo, têm 14 vezes mais chances de morrer de diarreia. O risco é 72% maior entre crianças pretas quando comparado com as chances das nascidas de mães brancas.Continuar lendo “Risco de morte é 72% maior entre crianças pretas que entre brancas”

O mundo das ideias

“Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos”: este é um lema positivista, dito por Augusto Comte. Podemos não perceber, mas “a quase totalidade de nossos pensamentos, de nossas convicções, e também de nossos valores, se inscreve nas grandes visões do mundo já elaboradas e estruturadas ao longo da história das ideias”,Continuar lendo “O mundo das ideias”

Nossas cobranças devem ser dosadas

Há uma desconfiança nas instituições, uma decepção com relação às expectativas irrealistas, uma falta de clareza sobre o que nos sobra com a pressão constante de performance! Isso tem levado milhões à paralisia, à invalidez funcional, ao burnout, síndrome de pânico, e à depressão! A ética rígida do trabalho e um comprometimento obsessivo com osContinuar lendo “Nossas cobranças devem ser dosadas”

Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?

A partir dos anos 1840, Charles Baudelaire identificava o que viria a ser reconhecido como Modernismo, ao destacar a atividade de Constantin Guys, como jornalista e ilustrador. Nascia a ideia de que a modernidade seria a reunião do eterno e do transitório, revelando um interesse especial na moda e sua relação com a beleza, comContinuar lendo “A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?”

O passado pode ser um alçapão

Falta-nos fôlego! A vida contemporânea nos cobra o sucesso – econômico, emocional e social – já! Os exemplos de pessoas bem sucedidas pipocam nas redes. Os coaches e influenciadores pululam, para nos orientar. Tudo fácil, tudo à nossa mão. O capitalismo, capitaneado pelos ideais neoliberais, propaga que o não-sucesso é uma falha; a meritocracia éContinuar lendo “O passado pode ser um alçapão”

“O que não foi/ tocado é o que/ deixou sua marca/ mais nítida na mão.”

Volto com Ruy Espinheira Filho, o poeta baiano (quase um pleonasmo) que traz toda a complexidade da vida num lirismo nunca abandonado. À sua memória, aflora o eterno fluir, com nossa pegada – visível, indelével ou fugaz, efêmera – no tempo. Talvez por isso tenha recebido a alcunha de “poeta da memória”. “Com que contundênciaContinuar lendo ““O que não foi/ tocado é o que/ deixou sua marca/ mais nítida na mão.””

Como as principais consultorias criaram sua própria demanda

Defendo há muito o chamado Método Toyota de gestão empresarial. Tentando resumi-lo: focar no planejamento de longo prazo; ressaltar problemas em vez de escondê-los; incentivar o trabalho em equipe com os colegas e fornecedores; instalar uma cultura autocrítica que acalenta um processo implacável e contínuo de melhoria dos processos, produtos e serviços; criar uma mentalidadeContinuar lendo “Como as principais consultorias criaram sua própria demanda”

Chernobyl

Poucos eventos na história moderna são tão importantes quanto a explosão na Unidade 4 da usina nuclear de Chernobyl em 26 de abril de 1986, na época a terceira mais poderosa da Terra. Os soviéticos não perceberam imediatamente que estavam lidando com o pior desastre nuclear da história da humanidade. Por que se demorou tantoContinuar lendo “Chernobyl”