“O homem criou a morte” (Yeats)

O mundo gira e não nos damos conta. No entanto, às vezes, um pequeno desequilíbrio nos derruba. O equilíbrio (do mundo e no mundo) é algo dinâmico, como numa esteira rolante. Caso sua velocidade seja acelerada de forma súbita ou constantemente, provavelmente cairemos. Este é estágio em que a humanidade se encontra atualmente: tudo mudando,Continuar lendo ““O homem criou a morte” (Yeats)”

Poderemos escolher como será nosso fim?

Inebriados, o capitalismo selvagem nos leva à destruição. Antes do fim da nossa espécie, porém, teremos o prazer de devastar o ambiente, como a um inimigo; revirar todas as reservas até deixar as entranhas da Terra à mostra; cavucar o solo marinho à busca de minérios; deixar nossa marca geológica (lixo) em todos os espaços;Continuar lendo “Poderemos escolher como será nosso fim?”

O inconsciente e seus efeitos sobre nossas atitudes

“Você já teve um sonho, Neo, que parecia ser verdadeiro? E se você não conseguisse acordar desse sonho? Como você saberia a diferença entre o mundo dos sonhos e o mundo real?” (Diálogo entre Morpheus e Neo, na trilogia do filme Matrix). António Damásio, no livro O Erro de Descartes, procurou destacar que a emoçãoContinuar lendo “O inconsciente e seus efeitos sobre nossas atitudes”

“Uma mulher histérica com visão alarmista do futuro”

“O ser humano perdeu a capacidade de prever e de prevenir. Ele acabará destruindo a Terra”, disse Albert Schweitzer. Neste ano, alguns comemoram os 60 anos da publicação de Primavera Silenciosa, de Rachel Carson. Não é um livro qualquer; é um marco na consciência ambiental. Os festejos por aqui se limitaram à aprovação em regimeContinuar lendo ““Uma mulher histérica com visão alarmista do futuro””

Que mundo queremos?

“A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los, diagnosticá-los erroneamente e depois aplicar os remédios errados”, brincava (?) Groucho Marx. Sei que há assuntos que não despertam interesse da maioria, são desagradáveis. Poderia fugir deles. Mas, alguém precisa ser chato. São tantas as pragas no nosso jardim: crescimento econômico engasgando e potencial risco deContinuar lendo “Que mundo queremos?”

Você é uma pessoa má? E os outros?

Somos intrinsecamente bons ou maus? Esta questão sempre me persegue. Eu me considero uma pessoa boa, que procura naturalmente não causar mal aos outros. Mas, sei que sou capaz de infligir sofrimentos, dadas certas circunstâncias. Imagino que a maioria das pessoas é assim, boa, e má quando necessário. Eu disse “maioria”. Há aqueles que acordamContinuar lendo “Você é uma pessoa má? E os outros?”

Fome!

Em 1929, com apenas 20 anos de idade, Josué de Castro formou-se na Faculdade de Medicina da atual UFRJ e, em seguida, foi estagiar por alguns meses nos Estados Unidos. Depois, voltou para Recife, abriu um consultório, e pouco depois foi contratado por uma fábrica local para cuidar de trabalhadores com um estranho problema deContinuar lendo “Fome!”

Façamos do alimento o nosso remédio

Um amigo era hipocondríaco. Suas gavetas, no trabalho ou em casa, suas valises, seus bolsos – onde menos se esperava – eram cheios de remédios. Remédios para as suas doenças crônicas – das quais falava com um certo orgulho (sim, também tinha síndrome de Münchausen) – e para eventualidades. Ao viajar, se pudesse, se hospedariaContinuar lendo “Façamos do alimento o nosso remédio”

Para onde vai o ser humano?

Temos uma grande capacidade de autoencantamento, autoilusão; achamo-nos superiores a todos os demais seres e, a aura tecnológica nos galgou a patamares pouco imaginados. Por outro lado, o ser humano é – em linhas gerais – cada vez mais oco. Perdemos densidade moral e espiritual à medida em que nos sentimos senhores do mundo. TudoContinuar lendo “Para onde vai o ser humano?”

O que Sherlock Holmes tem a nos dizer

Tomás Ryan, professor de Bioquímica e Imunologia, propõe que esquecer memórias ou coisas que aprendemos pode ser uma característica funcional do cérebro e, na verdade, uma forma adicional de aprendizado. “Criamos inúmeras memórias enquanto vivemos nossas vidas, mas muitas delas esquecemos. Por que? Contrariando a suposição geral de que as memórias simplesmente decaem com o tempo,Continuar lendo “O que Sherlock Holmes tem a nos dizer”