Um receituário

Plínio, o Velho, morreu em 79 d.C. em decorrência da erupção do Vesúvio. No ano de 77 escreveu um compêndio com o conhecimento científico de então, em 37 volumes. Tratava de zoologia, cosmologia, botânica, mineralogia etc. Entre os temas, alguns livros listavam os “fármacos” e suas indicações para a cura de várias doenças. Algumas indicações: . “(…)Continuar lendo “Um receituário”

Alguns caminhos do saber

“Os velhos deuses estão mortos, ou estão morrendo, e em toda parte as pessoas perguntam: qual será a nova mitologia, a mitologia da terra unificada como um ser harmônico?” (Joseph Campbell) Os “hilozoístas”, pré-socráticos, acreditavam que toda a realidade – não só as espécies vivas – tinham ‘sensibilidade’; toda a matéria seria viva, animada porContinuar lendo “Alguns caminhos do saber”

A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte

Lucrécio, em De Rerum Natura, afirma que “Nada no corpo é concebido a fim de que possa ser usado. O que acidentalmente nasce é por causa de seu uso.” Qualquer biólogo evolucionista assinaria em baixo, embora Lucrécio tenha vivido entre 99 e 55 a.C. Esse pensamento contrariava a ideia vigente, aristotélica, de que “a naturezaContinuar lendo “A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte”

“Quando olhamos para dentro, nossa visão de fora se altera” (Joseph Pearce)

Participei ontem, 01 de julho, de uma conversa com meus amigos Adalmir Sampaio Gomes e Avelino Balbino. Fui muito prejudicado pela qualidade da internet, com várias quedas e atrasos no som e na imagem – padrão brasileiro. Falamos sobre tendências para os próximos anos. Pretensioso, mas necessário. Pensar sobre o futuro não nos obriga aContinuar lendo ““Quando olhamos para dentro, nossa visão de fora se altera” (Joseph Pearce)”

Origens

(Rig Veda) “No começo não havia existência nem não-existência. Nem o mundo nem o céu além … Que se pudesse respirar, sem respirar, por sua própria vontade; Além disso não havia nada em absoluto … No começo havia o amor, Que foi o germe primordial da mente. Os que viam, perscrutando com sabedoria em seusContinuar lendo “Origens”

Imortalidade

Há anos que Ray Kurzweil anuncia a “Singularidade”. Será um ponto no qual o avanço exponencial da tecnologia transformará profundamente a sociedade, redefinindo a noção do que significa ser humano. A singularidade é que máquinas e seres humanos formarão uma ‘aliança’ que poderá nos tornar super-humanos. Isso está previsto, por ele, para 2045. Lembro deContinuar lendo “Imortalidade”

Extinções em massa

“Séculos e séculos, e só agora as coisas acontecem.” (Jorge Luis Borges) No instante em que a vida alcançou o conhecimento de si própria, por meio da mente humana, ela condenou suas mais maravilhosas criações, disse Edward Wilson. Somos feitos para destruir o que esteja ao redor, inclusive os outros humanos. Temos o domínio sobreContinuar lendo “Extinções em massa”

Desmoronamento

Somos os senhores do planeta. Mas, existiria um limite que nós, humanos, podemos administrar, pergunta David Christian. Tudo que é complexo é frágil; é super relacionado, interdependente, queira-se ou não. “O destino de todas as espécies capazes de aprender coletivamente será talvez o de atingir um muro de complexidade, a partir do qual suas sociedadesContinuar lendo “Desmoronamento”

Somos aquilo que comemos

Weston Andrew Price (1870-1948) era um crítico da modernidade. Afirmava, nos anos 1930, que na civilização moderna, apesar de todo seu desenvolvimento aparente, da conveniência que oferece e de seu progresso técnico e científico, o homem torna-se fisicamente decadente. Apresentava a modernidade como degeneração física. Ele era um cientista da saúde. Aos cientistas sociais cabiaContinuar lendo “Somos aquilo que comemos”

Filhos do Céu

Nossa vida é exígua. Triste isso, para a maioria (há os que já se encheram dela). Mas, esse ser que se pensa como pessoa, consciente de si (achamos que somos), é mero veículo do eterno (ou do muito antigo). A morte é desintegração. A morte em vida significa a despersonalização, o sentimento predominante de desagregação,Continuar lendo “Filhos do Céu”