Despedida de Maturana

Escrevi ontem um post sobre o trabalho de Humberto Maturana: (https://wordpress.com/post/balaiocaotico.com/9799). Hoje, ele morreu, aos 92 anos. Não há causalidade nisso, por favor!; talvez sincronicidade, uma coincidência significativa, diria Jung. “Seres vivos são sistemas autopoiéticos moleculares, ou seja, sistemas moleculares que nós mesmos produzimos, e a realização dessa produção de nós mesmos como sistemas molecularesContinuar lendo “Despedida de Maturana”

Carregamos, individualmente, uma história de milhões de anos

A biologia “tradicional”, numa abordagem reducionista, considera a vida como uma reação baseada tão somente nos ácidos nucleicos, em resumo. Mas, começa a se destacar a biologia sistêmica, na qual o comportamento do inteiro e complexo sistema biológico é visto como mais importante – ou tão quanto – o evento molecular isolado. Isso nos remeteContinuar lendo “Carregamos, individualmente, uma história de milhões de anos”

A decisão de assumir riscos

“Israel desenvolveu uma criatividade proporcional não ao tamanho físico do país, mas aos perigos que ele enfrenta”, disse Shimon Peres, presidente entre 2007 e 2014. Um país do tamanho do nosso menor estado, com solo estéril, pouca água e cercado de hostilidades. O único recurso “natural” é sua população. Um povo que tem uma históriaContinuar lendo “A decisão de assumir riscos”

O fogo sagrado

Morreu nesta quarta-feira, 28 de abril, o “astronauta esquecido”, Michael Collins. Esquecido porque, enquanto seus colegas Neil Armstrong e Buzz Aldrin davam um giro na Lua, ele precisou ficar na garagem. Por mais de 21 horas, pilotou sozinho o módulo lunar. Perdia contato com Houston sempre que a espaçonave circundava o lado escuro da lua.Continuar lendo “O fogo sagrado”

Ciência e imaginação

A ciência precisa de imaginação. Faz sentido. Einstein, através de experimentos imaginados, associava a intuição à apreensão inteligível de um sistema de conceitos que escapam aos dados imediatos dos sentidos. Intuição intelectualizada, através de experimentos mentais que propiciariam a compreensão do incompreensível. Um “ato intuitivo” a serviço da inteligência. Ele sonhava com uma única teoriaContinuar lendo “Ciência e imaginação”

Povos primitivos?

Em 1960, Claude Lévi-Strauss foi entrevistado por Georges Charbonnier. Selecionei um trecho de suas respostas quando questionado sobre “povos primitivos”. Ele faz uma analogia: considera os “primitivos” como uma máquina mecânica e, as sociedades “modernas” como termodinâmicas, movidas a vapor. “… As primeiras (primitivas) são as que utilizam a energia que lhes foi fornecida inicialmenteContinuar lendo “Povos primitivos?”

Somos colônias

Somos apenas 10% humano. Para cada célula de nosso corpo existem nove células não humanas que nos colonizam: bactérias, fungos, vírus e arqueias. Somos mais “eles” do que “nós”: só no intestino abrigamos cerca de 100 trilhões deles! 50 milhões deles só na ponta de um dedo, por exemplo. Cerca de 4 mil espécies diferentesContinuar lendo “Somos colônias”

Placebos e crenças

Placebo, em latim, significa “agradarei”. Era considerado um método de agradar o paciente na ausência de uma terapêutica. Não é coisa nova: já no século XVI, a Igreja Católica fazia uso de placebos para desacreditar supostas falsas possessões demoníacas. Indivíduos “possuídos” deveriam manusear falsas relíquias sagradas e, caso reagissem com contorções, eram consideradas falsas possessões,Continuar lendo “Placebos e crenças”

Epigenética

Nossos hábitos de vida podem influenciar nosso DNA. Mas, as cerca de 50 trilhões de células que nos compõem, com seus genes, não controlariam nossa vida? Não há um determinismo genético? A vida das células não teria de ter um propósito? O DNA não deveria controlar a vida biológica, já que nossas características são asContinuar lendo “Epigenética”

Sonhos são as maiores riquezas

“O comandante de um exército poderoso pode ser capturado. A aspiração de um homem comum, jamais.” (Confúcio) A primeira das treze colônias que deram início aos EUA, a Virgínia, só foi fundada em 1607. O Brasil já era centenário. 169 anos depois, os EUA já eram independentes; no Brasil, a demora foi de 322 anosContinuar lendo “Sonhos são as maiores riquezas”