Nossa natureza é competitiva ou cooperativa?

Somos maus por natureza (ou pela quebra da confiança divina, a partir do pecado original) ou, nada disso, somos bons e podemos nos corromper em decorrência das agruras do mundo? Para John Locke, “O homem nasce como uma folha em branco, destituído de caracteres ou ideias.” Ele discordava de que Deus decida o destino dosContinuar lendo “Nossa natureza é competitiva ou cooperativa?”

O mal entre nós

Quem começou a escantear de fato o pensamento cartesiano (racional e consciente) foi o Freud, quando inseriu o inconsciente no processo. Descartes não saberia explicar o comportamento de multidões que abrem mão de suas individualidades e do pensar para ladrarem pelo fim da democracia, pela instauração de uma ditadura! Na multidão, o indivíduo tem suaContinuar lendo “O mal entre nós”

Não é simples!

Novo livro de Cristina Zauhy e Humberto Mariotti: “A Complexidade da Vida – E suas ameaças pelo fascismo e outros autoritarismos”. Atualíssimo! É importante para os que não têm a mente embotada e compreendem que viver é um exercício de amadurecimento. O poder não é uma corda, bidirecional, que se pode puxar numa das pontasContinuar lendo “Não é simples!”

Somos partes

A vida humana provém, descende, da vida da Terra. Muitos ignoram isso, ou fingem desconhecer, como se fossem extraterrestres. Há quem tenha dificuldade de perceber a vida que nos atravessa ininterruptamente. “A vida é somente a borboleta dessa enorme lagarta que é Gaia, ela é a metamorfose deste planeta”, diz, poeticamente, Emanuele Coccia (foto). “NossaContinuar lendo “Somos partes”

A vida tem ou faz sentido?

Para os existencialistas a vida seria um absurdo. Albert Camus, por exemplo, achava que não haveria valores universais, nem plano divino; tudo seria aleatório. Apesar de nossa racionalidade clamar por ordem e clareza que dêem um significado à nossa existência, o mundo que nos rodeia é indiferente e irracional. Hoje diríamos que ele é movidoContinuar lendo “A vida tem ou faz sentido?”

O mundo das ideias

“Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos”: este é um lema positivista, dito por Augusto Comte. Podemos não perceber, mas “a quase totalidade de nossos pensamentos, de nossas convicções, e também de nossos valores, se inscreve nas grandes visões do mundo já elaboradas e estruturadas ao longo da história das ideias”,Continuar lendo “O mundo das ideias”

Nossas cobranças devem ser dosadas

Há uma desconfiança nas instituições, uma decepção com relação às expectativas irrealistas, uma falta de clareza sobre o que nos sobra com a pressão constante de performance! Isso tem levado milhões à paralisia, à invalidez funcional, ao burnout, síndrome de pânico, e à depressão! A ética rígida do trabalho e um comprometimento obsessivo com osContinuar lendo “Nossas cobranças devem ser dosadas”

Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?

A partir dos anos 1840, Charles Baudelaire identificava o que viria a ser reconhecido como Modernismo, ao destacar a atividade de Constantin Guys, como jornalista e ilustrador. Nascia a ideia de que a modernidade seria a reunião do eterno e do transitório, revelando um interesse especial na moda e sua relação com a beleza, comContinuar lendo “A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?”

Chernobyl

Poucos eventos na história moderna são tão importantes quanto a explosão na Unidade 4 da usina nuclear de Chernobyl em 26 de abril de 1986, na época a terceira mais poderosa da Terra. Os soviéticos não perceberam imediatamente que estavam lidando com o pior desastre nuclear da história da humanidade. Por que se demorou tantoContinuar lendo “Chernobyl”