O que gira como uma coisa só

A Constante de Hubble corresponde à taxa na qual o Universo está se expandindo; uma medida de quão rapidamente o espaço entre as galáxias está se distendendo.  Extrapolar o processo de expansão para trás implica que todas as galáxias que podemos observar se originaram juntas em algum ponto no passado – emergindo de um BigContinuar lendo “O que gira como uma coisa só”

O cérebro pode chegar a uma explicação sobre si mesmo?

A ciência não tem verdades absolutas nem permanentes. Todas as teorias são provisórias. Acho que os cientistas já concordam com isso. A impermanência é a constante. A ciência parece ser vítima de seus sucessos e de suas limitações. Thomas Kuhn argumentava que as teorias científicas modernas não são mais verdadeiras do que as teorias queContinuar lendo “O cérebro pode chegar a uma explicação sobre si mesmo?”

Competitividade

Vez em quando volto a esse assunto: as empresas brasileiras não se interessam por competitividade. Claro, há várias exceções, algumas até honrosas. Confundem competitividade com concorrência. Ora, um membro de um oligopólio vê o outro como concorrente, mesmo quando se entendem e se cartelizam. Competitiva é a empresa que adota o padrão mundial como referência,Continuar lendo “Competitividade”

O consumo nos consome

Monteiro Lobato viveu em Nova Iorque entre 1927 e 1931. Escreveu lá alguns livros, entre eles, América, um diálogo com Mr. Slang, um personagem fictício. Não descobri porque esse nome (gíria, em português). Mr. Slang já havia opinado sobre o Brasil, num livro anterior, Mr. Slang e o Brasil. Neste livro, Lobato levantava várias questões,Continuar lendo “O consumo nos consome”

Mais perguntas

O que seria das respostas se não houvessem as perguntas? Vagariam por aí eternamente? Há, entretanto, ainda, muitas perguntas catando respostas por aí. Exemplos: Deus, quem ou o quê? Matéria e energia escuras, por que não são mais claras? O Big Bang é cíclico ou terminal? O tudo embarca o nada ou o nada éContinuar lendo “Mais perguntas”

“Ciência sem consciência é apenas ruína da alma”. (Rabelais)

“É preciso dividir o tempo entre política e equações. Mas nossas equações são muito mais importantes para mim porque a política é para o presente, enquanto nossas equações são para a eternidade.” (Einstein) Descartes dizia que a técnica é o controle das forças da natureza. Mas, se a ciência e a técnica nos permitem controlarContinuar lendo ““Ciência sem consciência é apenas ruína da alma”. (Rabelais)”

Histórico da indiferença

“Por que eu sempre nado contra a corrente? Porque só assim se chega às nascentes”. (José Lutzenberger) “Sou pessimista quanto à raça humana, porque ela é tão engenhosa que acaba se voltando contra si mesma. Nosso modo de lidar com a natureza é obrigá-la à submissão. Teríamos mais possibilidades de sobrevivência se nos acomodássemos aContinuar lendo “Histórico da indiferença”

Vejam: isso logo será arqueologia

Não. A extinção dos nossos índios não será objeto de estudo da arqueologia. Uma nova ciência será criada, a recenslogia (de recente) – sugiro – um braço da etnologia para povos extintos. Lembro do incêndio do Museu Nacional – alguém se lembra? Os indígenas da Aldeia Maracanã correram até o prédio, a dois quilômetros. SaltaramContinuar lendo “Vejam: isso logo será arqueologia”

“Ser grande é ser incompreendido” (Emerson)

As ideias materialistas que nos regem são eternas? O que vemos é a realidade? A realidade é a verdade? “… o conhecimento das leis da natureza é ainda incompleto. Mas, quando uma vanguarda de sábios, avançando passo a passo nesse campo, ainda inexplorado, chegar a descobrir, um dia, algumas dessas leis, nós, então, acharemos muitoContinuar lendo ““Ser grande é ser incompreendido” (Emerson)”

Somos inteiramente mortais?

Ervin Laszlo é um filósofo da ciência, teórico de sistemas, estudioso da teoria do caos e pianista clássico húngaro. “Será que a nossa consciência – mente, alma ou espírito – termina com a morte de nosso corpo? Ou será que ela continua a existir, de alguma outra maneira, talvez em outro domínio ou outra dimensão doContinuar lendo “Somos inteiramente mortais?”