Sonhos de André Rebouças, por Anita Pequeno

Uma filha, Anita Pequeno, tem mergulhado na complexa vida de André Rebouças, dentre seus estudos raciais. É dela essa reflexão poética: Morrer no Atlântico  “Do alto daquele penhasco, para onde você olhava?  Para o céu? Para o mar?  Ou seus olhos estavam fechados e você olhava para si, tão imenso quanto ambos?  Sua morte reatualizaContinuar lendo “Sonhos de André Rebouças, por Anita Pequeno”

Iliberalismo

Já dizia Guimarães Rosa: “Obedecer é mais fácil do que entender”. Esta é, certamente, uma das razões pelas quais muitas pessoas preferem se submeter (do ponto de vista social, psicológico e econômico) a um tirano do que exercitar sua liberdade democrática. Os mais velhos lembram de Erich Fromm e sua preocupação com a liberdade. NumContinuar lendo “Iliberalismo”

“Uma mulher histérica com visão alarmista do futuro”

“O ser humano perdeu a capacidade de prever e de prevenir. Ele acabará destruindo a Terra”, disse Albert Schweitzer. Neste ano, alguns comemoram os 60 anos da publicação de Primavera Silenciosa, de Rachel Carson. Não é um livro qualquer; é um marco na consciência ambiental. Os festejos por aqui se limitaram à aprovação em regimeContinuar lendo ““Uma mulher histérica com visão alarmista do futuro””

Ninguém estava ameaçando ninguém!

“Como um político nunca acredita no que diz, fica surpreso quando outros acreditam”. (Charles de Gaulle) George Kennan viu de tudo. Morreu em 2005, aos 101 anos. Ele foi o grande estrategista americano durante a Guerra Fria. Quando a II Guerra acabou, ele recomendou “uma política a longo prazo, paciente mas firme e vigilante, deContinuar lendo “Ninguém estava ameaçando ninguém!”

O tempo, por um poeta

Em 1922 começava a modernidade. Aqui, com a Semana de Arte Moderna. Na Europa, com o lançamento de Ulisses, de James Joyce e, com o poema Terra Devastada, de T. S. Eliot. Foi quando a linguagem se rebelou contra a tirania do tema e do personagem, e se tornou protagonista por mérito próprio, diz KevinContinuar lendo “O tempo, por um poeta”

Fome!

Em 1929, com apenas 20 anos de idade, Josué de Castro formou-se na Faculdade de Medicina da atual UFRJ e, em seguida, foi estagiar por alguns meses nos Estados Unidos. Depois, voltou para Recife, abriu um consultório, e pouco depois foi contratado por uma fábrica local para cuidar de trabalhadores com um estranho problema deContinuar lendo “Fome!”

“Quero ser repórter e prova do crime” (Jabor)

Esperto, esse Arnaldo Jabor. Saiu de cena antes que o país que ele amava, embora o destratasse, se inviabilizasse definitivamente. Escrevia como Nelson Rodrigues, uma inspiração: “O que aprendi com ele (Nelson), mais que o estilo, é a postura diante da vida, da literatura, da tentativa de empobrecer o texto, como ele falava. A liberdadeContinuar lendo ““Quero ser repórter e prova do crime” (Jabor)”

Um Testamento Político

Maurício de Nassau era um nobre, sobrinho-neto do príncipe Guilherme I de Orange, governador provincial da Holanda. Governou o Brasil holandês de 1637 a 1644. Tinha 33 anos quando chegou. Foi um grande administrador e procurava ser ‘justo’: proibiu os juros extorsivos ao setor agrícola e instaurou um clima de tolerância religiosa, por exemplo. AContinuar lendo “Um Testamento Político”

Reverência pela vida

Sempre admirei Rubem Alves. No seu conto A Máquina do Tempo, diz que “O tempo é isto: o poder que faz com que coisas que existem deixem de existir para que outras, que não existiam, venham a existir. Se o tempo não tivesse passado eu continuaria a ser menino e vocês (referindo-se às netas) nãoContinuar lendo “Reverência pela vida”

O futuro é desdobramento do presente

O futuro está na esquina, dobrando a esquina. O Brasil é riquíssimo, senão não desperdiçaria todas as oportunidades que surgem. Stefan Zweig veio três vezes ao Brasil. Na última, escolheu-o para estabelecer-se, fugindo da fúria nazista. Em 1941, escreveu o simbólico “Brasil, País do Futuro”. Há boatos de que ele teria sido “estimulado” a encherContinuar lendo “O futuro é desdobramento do presente”