“A Terra viva se queixa de febre”

“Vista da distância da lua, o que há de mais impressionante com a Terra, o que nos deixa sem ar, é o fato dela estar viva. As fotografias mostram em primeiro plano a superfície da lua, pulverizada e seca, tão morta como um osso velho. No espaço, flutuando livre embaixo da membrana úmida e cintilanteContinuar lendo ““A Terra viva se queixa de febre””

Libertário?

Muitos já leram “De Zero a Um”, de Peter Thiel e Blake Masters, de 2014. Mais um livro-testemunho de uma pessoa bem sucedida (Thiel) que, certamente, tem algo a nos dizer nessa prática! O futuro trará, inquestionavelmente, progresso, desde que encontremos “valor” em lugares inesperados; este é o mote. O segredo está em não repetirContinuar lendo “Libertário?”

O futuro como repetição

“… frequentemente os gregos parecem não ter acreditado muito em seus mitos políticos e eram os primeiros a rir deles quando os apresentavam em cerimônias”, comenta Paul Veyne. Porém, a procura da verdade é uma aquisição que a humanidade faz com extrema lentidão, lamentava Nietzsche, em 1873. Ferreira Gullar, sabia que “O mito é nadaContinuar lendo “O futuro como repetição”

“Sou dono e senhor do meu destino; eu sou o comandante da minha alma” (Henley)

O poeta inglês William Henley teve uma vida difícil, salteada de perdas. Aos doze anos de idade teve uma artrite causada pelo bacilo da tuberculose, o que levou à amputação da perna esquerda, aos dezesseis anos. Pouco depois, perdeu o pai e tornou-se arrimo da família. Dentre seus poemas, Invictus, de 1888, é um dosContinuar lendo ““Sou dono e senhor do meu destino; eu sou o comandante da minha alma” (Henley)”

Sobre a mediocridade rasteira

“Até neste belo mundo há infelizes. Mas, que é afinal a infelicidade?”, perguntava-se Nietzsche, aos 15 anos. Anotou, também, que “infinita é a procura da verdade”, o que se tornaria sua inquietação por toda a vida, enquanto lúcido. Nessa busca, ele que poderia ter se tornado um pastor luterano, como o pai – trajetória interrompidaContinuar lendo “Sobre a mediocridade rasteira”

Danuza e o mundo sem juízo

Ontem morreu Danuza Leão; tinha 89 anos; uma mulher que nunca foi diretamente protagonista da história, mas permaneceu sempre em primeiro plano. Desde seus 14 anos. Ela se condenou a ser livre, após lições práticas da vida: “Ser livre é fazer só o que eu quero. Eu posso escolher ser escrava de um homem, masContinuar lendo “Danuza e o mundo sem juízo”

Formação de subalternos

Somos dependentes de “educadores”; sem estes, estamos condenados à ignorância! Parece indiscutível que carecemos de educação, mas, necessariamente de “explicadores”? A educação depende sempre de um terceiro, um mestre, que nos abrirá os olhos para a realidade e aprendizagem? Sem isso não há progresso intelectual? Paulo Freire, entre nós, defendia a Educação como um atoContinuar lendo “Formação de subalternos”

Perdas e achados

A vida é uma trilha de perdas. Algumas são comezinhas, como perder o horário, a derrota do time, queda dos cabelos, quebrar uma unha, derrota do político preferido, falência etc. Outras são relevantes, marcantes: perder a confiança em alguém, ou a esperança no país, a saúde, a paz interior, um ente querido, o interesse pelaContinuar lendo “Perdas e achados”

Obrigado!

Envelhecer não dói, ao contrário. É, para mim, uma fase fantástica! Talvez porque já tenha nascido velho. A vida sempre me exigiu atenção; distração não cabia. Não tive uma infância típica: precisei trabalhar desde os sete anos, ajudando meu pai numa feira livre. Brincar, nem pensar. Nunca joguei bola, por exemplo; não sei dar umContinuar lendo “Obrigado!”

O bem e o mal, de mãos dadas, na ciência

Nem todas as “invenções” que beneficiaram a humanidade foram desenvolvidas por pessoas que pensavam no “bem” como objetivo. Fritz Haber foi um cientista aclamado por sua descoberta, juntamente com Carl Bosch, do método para síntese do amoníaco, percursor do nitrato dos fertilizantes. Isso foi antes da I Guerra. Receberia o Nobel de Química em 1918.Continuar lendo “O bem e o mal, de mãos dadas, na ciência”