“Como há gente curiosa neste mundo!”

Xavier de Maistre nasceu em 1763, no então reino da Sardenha. Em 1794, após participar de um duelo com um oficial, foi punido com um confinamento disciplinar de 42 dias em seu quarto em Turim. Sem tornozeleiras. Escreveu seu livro mais famoso, ‘Viagem ao redor do meu quarto’. Exilou-se na Rússia e participou de campanhasContinuar lendo ““Como há gente curiosa neste mundo!””

O prazer do ódio

O ódio move, talvez tanto quanto a paixão. Como a paixão, sua materialização não sacia. Dia desses, li sobre uma mulher que largou sua vida e dedicou-se unicamente a buscar vingança, num relato de Drauzio Varella. Sua irmã de 15 anos foi estuprada e esfaqueada na região genital. A revolta a fez largar o emprego,Continuar lendo “O prazer do ódio”

A educação caseira

Olimpia, ou Olimpíade, causou tanto furor quanto seu marido (Filipe II) e seu filho (o Grande Alexandre) no século IV a.C. Adotou vários nomes: Políxena (“a hospitaleira”), vinculava-a à mítica princesa de Tróia, filha de Príamo e da qual Aquiles se enamorou. Mírtale, ao casar-se com Filipe ou ao iniciar-se nos mistérios de Samotrácia, umaContinuar lendo “A educação caseira”

A única oposição aceita é ‘nenhuma’

Ainda não chegamos a este ponto. Mas, o caminho é natural. Oposição é inaceitável para quem se opõe à democracia. Para os ditadores, mesmo ‘eleitos’, que pensam – ou dizem – representar o melhor para o país, oposição não cabe. O melhor é elimina-lo, de alguma forma. “Os vídeos angustiantes de ‘Alexei Navalny‘, um blogueiroContinuar lendo “A única oposição aceita é ‘nenhuma’”

Música levada a sério

Hilary Hahn impressiona. Amor declarado à música. Não sei se a seriedade com que encara sua profissão a faz feliz, mas ouvi-la lembra-nos que há algo que nos envolve. Começou a estudar o violino aos 4 anos de idade. Formou-se em música (bacharelado) aos 19. Enquanto isso, aprendia francês, japonês e alemão. Seus estudos nãoContinuar lendo “Música levada a sério”

Crueldade

Lek Chailert salva elefantes. Os elefantes, quando filhotes, são separados da mãe e passam por um período de ‘adestramento’ para deixarem de ‘reconhecer a mãe e temerem os homens. É uma câmara de tortura, com ganchos, ferros, pancadas … que só param quando o elefante perde sua identidade. Lek Chailert, oriunda de uma família deContinuar lendo “Crueldade”

Novos mundos

Na Antiguidade, muitos pensavam que a memória e a imaginação localizavam-se no coração; outros, como Herófilo e Erasístrato, as situavam na cabeça. Mas, no século IV d.C., Nemésio, o bispo de Emesa, ‘resolveu’ a questão: fixou as faculdades mentais em segmentos do próprio cérebro. Ele também se preocupava com a possibilidade de haver vários mundosContinuar lendo “Novos mundos”

Nosso Villa

Era para ser médico, queria a mãe. Mas, o pai morreu quando Villa-Lobos tinha 13 anos. E o pai era músico amador. O gênio, então, pôde desenvolver-se, praticando, ouvindo, pesquisando e criando. Adolescente, passou a tocar violoncelo em teatros, bailes e cafés. Imagine quantos o ouviram tocar, sem se aperceberem que ali estava um dosContinuar lendo “Nosso Villa”

Evolução, alguns personagens e uma cronologia

Em 1801, Lamarck passou a divulgar sua teoria sobre a evolução das espécies. Resumidamente, mudanças no ambiente causariam mudanças nas necessidades dos organismos que ali viviam, o que geraria mudanças no seu comportamento e, essas mudanças poderiam ser transmitidas aos seus descendentes. Duas leis regiam esses efeitos: a do ‘Uso e Desuso’ e a deContinuar lendo “Evolução, alguns personagens e uma cronologia”

A psicologia das massas, segundo Hitler

Sempre me perguntei se são as pessoas – indivíduos comuns – que fazem a história, ou se elas são meras captadoras e retransmissoras de energias que, de uma ou outra forma, fariam sentir sua força transformadora. Leio muito sobre Hitler, Lênin, Mao, Stalin e outros ‘transformadores’ da história; “parteiros da história”. Lênin, por exemplo, contrariandoContinuar lendo “A psicologia das massas, segundo Hitler”