Sobre a juventude de Jesus

“Terminando de fazer tudo conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. E o menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.” (Lucas 2, 39-40) Há uma grande lacuna sobre a infância e juventude de Jesus nos evangelhos canônicos. Os de João e MarcosContinuar lendo “Sobre a juventude de Jesus”

Descaminhos

Na minha curta existência, já fui premiado com a tentativa de golpe de Jânio, o golpe de 1964 e, querem que presencie mais um, no próximo dia 7 de setembro, quando uma maioria de 25% da população dirá ao presidente que o “autoriza”. Do Jânio, cuja renúncia em 25 de agosto de 1961 (ontem fezContinuar lendo “Descaminhos”

A alma de uma organização

A vida tem um sentido, ou somos nós – centelhas da vida – que lhe damos sentido? Não tenho a resposta – sou só confusão, não conclusão. “Ficamos confusos quando achamos que sabemos sem saber, de fato”, diz Sadhguru. Mas, tenho o pressentimento de que nossa razão de ser é tornar aprazível o nosso entorno,Continuar lendo “A alma de uma organização”

Uma existência não pode surgir de uma não-existência

Empédocles era poeta, médico, engenheiro, naturalista, reformador religioso e uma espécie de campeão da democracia: era filho de um político “fundador” da democracia em Agrigento, Sicília, e se envolveu nas lutas democráticas de sua cidade e, como prova da sua fé na democracia e respeito à igualdade cívica, recusou a coroa real que lhe ofereceram.Continuar lendo “Uma existência não pode surgir de uma não-existência”

A história como farsa, ou tragédia?

Carlos Heitor Cony estava ameaçado de prisão, enquadrado na Lei de Segurança Nacional; a pena poderia chegar a trinta anos de cadeia. Ele havia escrito um texto que desagradara aos novos poderosos, ironizando a bravura dos militares. Felizmente, conseguiu os serviços de Nelson Hungria, que havia sido presidente do STF. Hungria pediu um habeas corpusContinuar lendo “A história como farsa, ou tragédia?”

“Continuam a viver em nós todos aqueles que se foram embora.” (Pirandello)

“Todos vivemos com a ilusão de que os outros, por fora, nos vejam como nós imaginamos ser por dentro. E não é assim.” (Pirandello) Luigi Pirandello é filho do Caos. Este era o nome (Càvusu, no dialeto local) da pequena aldeia onde nasceu, localizada em Agrigento, na Sicília. Cedo, deu-se conta da farsa que éContinuar lendo ““Continuam a viver em nós todos aqueles que se foram embora.” (Pirandello)”

O que nos limita

Já havia lido dois livros de Steven Pressfield, os “Portões de Fogo”, sobre a batalha de Termópilas e, “Tempos de Guerra”, que conta a Guerra do Peloponeso. Imaginava-o, então, como historiador. Mas, o sujeito também é roteirista e, antes de se ver como escritor, foi redator publicitário, professor, motorista de trator, barman, trabalhador braçal emContinuar lendo “O que nos limita”

Etnomatemática

Ubiratan D’Ambrosio era um matemático, reconhecido mundialmente pela comunidade acadêmica por seus estudos pioneiros na área de Etnomatemática. O que é isso? É “a matemática praticada por grupos culturais, tais como comunidades urbanas e rurais, grupos de trabalhadores, classes profissionais, crianças de uma certa faixa etária, sociedades indígenas, e tantos outros grupos que se identificamContinuar lendo “Etnomatemática”

Falando de Pascal, por Fábio Adiron

Argumentum ad Hominem (literalmente, argumento contra o homem) é um tipo de falácia de relevância, um subgrupo do que é conhecido no campo da lógica como falácias não-formais. Quando não tem mais argumentos para usar, um debatedor agressivo, em vez de refutar a verdade do argumento adversário, ataca diretamente o caráter pessoal do oponente. Blaise Pascal, matemático, físico, inventor, filósofo e escritor, foiContinuar lendo “Falando de Pascal, por Fábio Adiron”

“… como é fácil se deixar levar” (Morin)

“Entramos na era das grandes incertezas”, diz Morin – que no próximo 8 de julho completará insuficientes 100 anos – querendo nos lembrar que nós, e principalmente os governantes, estamos sem bússola. Aliás, as bússolas indicam: “mudemos de rumo”, há precipícios à frente! Essa pandemia poderia nos ensinar alguma coisas sobre a solidariedade, a inteligência,Continuar lendo ““… como é fácil se deixar levar” (Morin)”