Educar para o quê?

Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) foi um pedagogo suíço, de formação protestante, mas que se considerava um cristão, sem defender uma religião específica. Viveu numa época na qual o capitalismo se consolidava, juntamente com os ideais de liberdade e igualdade – principalmente para a ascendente sociedade burguesa liberal. A tal da fraternidade nunca foi forte. AContinuar lendo “Educar para o quê?”

Orgulho de ter brasileiros como a Carolina

Srinivāsa Aiyangār Rāmānujan (1887-1920), foi um matemático – indiano. Sem qualquer formação acadêmica, ele fez contribuições essenciais nas áreas da análise matemática, teoria dos números, séries infinitas e frações continuadas. Godfrey Harold Hardy (1877—1947) era um consagrado matemático inglês. Em 1913, G. H. Hardy recebeu uma carta de um jovem escriturário indiano sem instrução, que implorouContinuar lendo “Orgulho de ter brasileiros como a Carolina”

Hipocrisia institucional e cultural

A Igreja? “Eu não sinto mais rancor, não poderia viver 62 anos com esse sentimento”. No dia seguinte ao encontro com o Papa Francisco – “foi uma grande honra, é uma pessoa especial, me comoveu”. Philomena Lee se sente livre. Livre da “vergonha” que trazia consigo há décadas. A irlandesa Lee, hoje, com 87 anos, e a suaContinuar lendo “Hipocrisia institucional e cultural”

“… vós, que pretendeis recuar o progresso do país …”

Bárbara de Alencar, nascida em Exu, Pernambuco, participou ativamente da ação revolucionária de 1817 no Nordeste, que tentou varrer as forças do Império e antecipar fachos de iluminismo. Os bens da família foram confiscados e ela foi presa, aos 57, viúva, juntamente com os três filhos, José Martiniano (pai do escritor cearense José de Alencar),Continuar lendo ““… vós, que pretendeis recuar o progresso do país …””

Por um projeto civilizatório

“Os Conselheiros de Estado, antes de tomarem posse, prestarão juramento nas mãos do Imperador de ‘manter a Religião Católica Apostólica Romana’, observar a Constituição e às Leis, ser fiéis ao Imperador, aconselhá-lo segundo suas consciências, atendendo somente ao bem da Nação.” (artigo 141 da Constituição Política do Império do Brasil, de 1824) Manter a religiãoContinuar lendo “Por um projeto civilizatório”

“Não é circo. É a lei que monta o espetáculo”

Num 13 de janeiro, em 1825, Frei Caneca era fuzilado (arcabuzado). Os carrascos haviam se negado a enforca-lo. Como religioso, insistia numa religião ética, que não valorizasse apenas os ritos e cultos. Advogava a necessidade da união entre fé e vida. Contestava uma religião com preocupações meramente dedicadas à manutenção do rebanho de fiéis, apenasContinuar lendo ““Não é circo. É a lei que monta o espetáculo””

Contra a maré da mercadoria

Khliébnikov, o poeta-sacerdote, matemático, biólogo, linguista, poeta … a referência do ‘futurismo’. Avisou, em 1921, a data da sua morte: recordando Púchkin, o poeta disse que “as pessoas do meu ofício morrem frequentemente aos 37 anos”. Assim como, Maiakovski também morreria aos 37 anos, em 1930. “Vielimir Khliébnikov viveu os seus últimos anos na miséria,Continuar lendo “Contra a maré da mercadoria”

Uma comunidade de ‘puritanos’

“Com toda a franqueza, declaramos que nada é claro neste mundo. Apenas tolos e charlatães sabem e conhecem tudo.” (Anton Tchekhov) O americano Lucien Greaves, ex-aluno de neurociência da Universidade de Harvard, fundou o Templo Satânico em 2014. Contaria atualmente com mais de 50 mil membros. Nele, se cultua o diabo. Há várias seitas satânicas: algunsContinuar lendo “Uma comunidade de ‘puritanos’”

Artigo 1º – Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.

“Capistrano mergulhara nos estudos históricos não para tirar deles ensinamentos, vulgarização, glória, a perfeição duma obra completa, mas pela avidez de saber, de fartar sua curiosidade peculiar, própria, de se sentir senhor, para gáudio seu, dos segredos do passado. Não havia no seu espírito a menor preocupação com o grande público. Proclamava-se a contragosto membroContinuar lendo “Artigo 1º – Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.”

“Nunca saberás o que é suficiente enquanto não souberes o que é demais.” (William Blake)

Toda tendência excessiva em uma direção é compensada por uma contratendência. São ‘oscilações‘, na economia e na sociedade. Uma das ‘ideias’ de Albert Hirschman, um economista que não seguia as escolas de pensamento econômico, as teorias vigentes, a ortodoxia. Um judeu errante, nascido em Berlim, batizado na religião protestante, que viveu na França, Itália, EUA,Continuar lendo ““Nunca saberás o que é suficiente enquanto não souberes o que é demais.” (William Blake)”