A flor da lua

Margaret Mee morreu na Inglaterra em 1988, em um acidente de automóvel. Dedicara sua vida à documentação e à defesa da biodiversidade da flora brasileira e à conservação de seus ecossistemas. Seus desenhos e pinturas, feitos com grande habilidade e enorme quantidade de detalhes, foram essenciais para o bom desenvolvimento do conhecimento botânico no Brasil.Continuar lendo “A flor da lua”

Arranha-céus, um ídolo

Eero Saarinen era um arquiteto finlandês, símbolo do movimento modernista. Morreu em 1961, aos 51 anos, em consequência de um tumor cerebral. Era filho de um arquiteto aclamado, Eliel Saarinen, e sua mãe, Loja Gesellius Saarinen, era escultora e designer têxtil. Um ambiente promissor e direcionador. Eero tornou-se arquiteto, claro, conforme ambições do pai. Afinal,Continuar lendo “Arranha-céus, um ídolo”

Segall e a arte ‘degenerada’

Segall nasceu na Lituânia, então dominada pelo Império Russo, em 1891. Foi um precursor do Expressionismo. Aos 15 anos foi para Berlim, estudar na Academia Imperial. Três anos depois foi desligado da Academia por ter participado de uma exposição de artistas descompromissados com a estética oficial. Nesta época, sofreu influência do impressionista Max Liebermann. EmContinuar lendo “Segall e a arte ‘degenerada’”

Contra todas as probabilidades

Artemisia Gentileschi, a primeira mulher a ser aceita na Academia de Belas Artes de Florença. As gerações seguintes, entretanto, consideravam-na uma mera curiosidade, uma aberração, por ser mulher. Assinou sua primeira pintura em 1610, quando tinha 17 anos. Ela mostra a protagonista bíblica Susanna, nua, ruborizada e se contorcendo de desconforto quando dois homens seContinuar lendo “Contra todas as probabilidades”

Habitado pela poesia

Lugares sobre um planeta Os semelhantes florescem mínimo pássaro do tempo Nós continuamos, indizíveis cristais, tremores O fabuloso desfilando o extraordinário, comum mas a penitência da incerteza permanece Novas margens desmoronadas esforços liliputianos É preciso apressar-se A História vai fechar-se Henri Michaux foi poeta, pintor e viajante “imaginário”. Como Aldous Huxley, experimentou drogas alucinógenas, comoContinuar lendo “Habitado pela poesia”

“… não serve para nada, mas não tem preço” (Éric Mézan)

O artista francês Pierre Huyghe há muito tempo usa animais em seu trabalho: abelhas, cães e filhotes frequentemente percorrem seus mundos elaborados, mundos que ele cria em galerias e locais de exibição, transformando-os em estranhos não-lugares, lugares “intermediários” entre natureza e cultura. “No final dos anos 1960, Jannis Kounellis trouxe pássaros e cavalos para asContinuar lendo ““… não serve para nada, mas não tem preço” (Éric Mézan)”