Porcelana

Em 1792, um representante de uma missão à China, lorde Macartney, levou algumas peças de cerâmica produzidas na fábrica de Josiah Wedgwood – então, o melhor ceramista inglês; viria a ser o avô materno de Charles Darwin – para presentear o imperador chinês. Uma gafe, um insulto. O imperador ficou ressentido e se recusou aContinuar lendo “Porcelana”

Testemunha da beleza e da destruição

Araquém Alcântara está há 50 anos fotografando a natureza. São 55 livros já publicados e mais um para este ano. O mais conhecido é ‘TerraBrasil‘, de 1998. Suas fotos estão nos principais museus do mundo. Sua convivência com as florestas reforçou seu respeito pela exuberância da vida. Mas, a devastação de nossos biomas é umaContinuar lendo “Testemunha da beleza e da destruição”

A Vênus de Botticelli

“Pela cidade … há dois quadros ilustrados com figuras: um é Vênus que nasce, e aquelas brisas e ventos que a fazem vir à terra com os Amores; e então uma outra Vênus, adornada pelas Graças, indicando a primavera; vê-se que elas foram desenhadas por ele com graça.” (Giorgio Vasari) Botticelli se orientou para osContinuar lendo “A Vênus de Botticelli”

“… natural, simples, humano, fiel a si mesmo: este é o perfil de Brossa …”

Joan Brossa (1919 – 1998). Esse poeta é ícone de criatividade; sua obra se caracteriza pela experimentação e pelo humor, é engajada e irônica. Sua obra poética está ligada às suas raízes catalãs e à denúncia social. Artista múltiplo; seus territórios eram artes plásticas, teatro, música, cinema, cultura popular, design gráfico, circo, cabaré e, política.Continuar lendo ““… natural, simples, humano, fiel a si mesmo: este é o perfil de Brossa …””

Levaram os caminhos

“Há muitos anos que os caminhos se arrastavamSubindo para as montanhas.Percorriam as florestas perseguindo a distância,Lentos e longos deslizavam nas planícies. Passaram chuvas, passaram ventos,Passaram sombras aladas… Um dia os aviões surgiram e libertaram a distância,Os aviões desceram e levaram os caminhos”. “No tempo dos profetasEram eles que prediziamo que hoje predizem os poetas.” JoaquimContinuar lendo “Levaram os caminhos”

A voz da Rússia

Anna Akhmátova (1889-1966): sua obra é a mais importante manifestação literária de uma mulher russa no século XX, sobrevivente do stalinismo. Nasceu Anna Goriênko, mas adotou o nome da bisavó materna, de origem tártara, Akhmátova. Busco no livro maravilhoso do fantástico Lauro Machado Coelho – ainda o reconhecerão! – alguns poemas de Anna. “De manhã,Continuar lendo “A voz da Rússia”

Onde está o Ícaro?

A pintura “Paisagem com a Queda de Ícaro”, realizada ao redor de 1560 por Pieter Bruegel, o Velho, é rica semanticamente. Do intrépido Ícaro aparecem só as pernas, no mergulho para a punição pela desobediência ao pai, Dédalo. O mito é conhecido: Dédalo construiu o labirinto do qual Teseu escapou. O rei Minos, de Creta,Continuar lendo “Onde está o Ícaro?”

Nada, basta!

O dadaísmo surgiu em 1916. Artistas descrentes de uma sociedade responsável pelos desastres da Primeira Guerra Mundial decidiram romper com os valores e princípios estabelecidos, inclusive os artísticos. A palavra ‘dadá‘ significava apenas a própria falta de significado. Nihilistas, irracionais e, às vezes, subversivos, os dadaístas romperam com as formas e o conceito da arte.Continuar lendo “Nada, basta!”

Unicórnio e castidade

O unicórnio foi ‘redescoberto’ pelos Padres da Igreja, na Alta Idade Média, a partir de um tratado (“Physiologus”) escrito em Alexandria, entre os séculos II e IV, possivelmente por um gnóstico. Um trecho: “O unicórnio é pequeno e muito selvagem. Ele possui um chifre na cabeça. Nenhum caçador consegue pegá-lo, a não ser por umaContinuar lendo “Unicórnio e castidade”