Levaram os caminhos

“Há muitos anos que os caminhos se arrastavamSubindo para as montanhas.Percorriam as florestas perseguindo a distância,Lentos e longos deslizavam nas planícies. Passaram chuvas, passaram ventos,Passaram sombras aladas… Um dia os aviões surgiram e libertaram a distância,Os aviões desceram e levaram os caminhos”. “No tempo dos profetasEram eles que prediziamo que hoje predizem os poetas.” JoaquimContinuar lendo “Levaram os caminhos”

Nada, basta!

O dadaísmo surgiu em 1916. Artistas descrentes de uma sociedade responsável pelos desastres da Primeira Guerra Mundial decidiram romper com os valores e princípios estabelecidos, inclusive os artísticos. A palavra ‘dadá‘ significava apenas a própria falta de significado. Nihilistas, irracionais e, às vezes, subversivos, os dadaístas romperam com as formas e o conceito da arte.Continuar lendo “Nada, basta!”

Arranha-céus, um ídolo

Eero Saarinen era um arquiteto finlandês, símbolo do movimento modernista. Morreu em 1961, aos 51 anos, em consequência de um tumor cerebral. Era filho de um arquiteto aclamado, Eliel Saarinen, e sua mãe, Loja Gesellius Saarinen, era escultora e designer têxtil. Um ambiente promissor e direcionador. Eero tornou-se arquiteto, claro, conforme ambições do pai. Afinal,Continuar lendo “Arranha-céus, um ídolo”

Que utopia é desejável, a tua?

Em 1879, Jules Verne escreveu um romance que contemplava sua utopia, a France-Ville, uma cidade modelo onde a higiene e a educação seriam suas bases. Assim como a ilha de Utopia de Thomas More, são utopias ‘positivas’. Descrevem locais com abundância de riquezas e paz. Um sossego. Etimologicamente, entretanto, utopia refere-se a um “não lugar”,Continuar lendo “Que utopia é desejável, a tua?”

A uniformidade e grandiosidade têm beleza?

Andreas Gursky é o fotógrafo mais famoso da Alemanha. Trabalha em grande escala – suas fotos são medidas em metros, não em centímetros. As maiores são transportadas por guindaste. A visão de Gursky da vida moderna é sombria, mas suas imagens são estranhamente bonitas e notavelmente complexas. Seus professores foram os fotógrafos conceituais Bernd eContinuar lendo “A uniformidade e grandiosidade têm beleza?”

O funcional tem beleza?

“Fotografamos torres de água e fornos porque são honestos. Eles são funcionais e refletem o que fazem – é disso que gostamos. Uma pessoa sempre é o que quer ser, nunca o que é. Mesmo um animal geralmente desempenha um papel na frente da câmera.” Bernd e Hilla Becher passaram a vida juntos fotografando aContinuar lendo “O funcional tem beleza?”

Efeitos de pandemias na arquitetura e urbanismo

“Transformar algo útil, prático, funcional, em algo belo – essa é a função da arquitetura.” (Karl Friedrich Schinkel) “Arquitetura é o jogo magistral, correto e magnífico de volumes trazidos, em conjunto, para a luz.” (Le Corbusier) Charles-Édouard Jeanneret, que adotaria o pseudônimo Le Corbusier em 1920, contemporâneo da difusão do automóvel e do avião, exerceuContinuar lendo “Efeitos de pandemias na arquitetura e urbanismo”