Só temos que nos aturar e respeitar

Este é o milésimo artigo que publico no site Balaio Caótico! Desde que criei o blog, por estímulo de amigos, em junho de 2020, publiquei uma média de 1,2 textos por dia! Não é normal, reconheço, mas foi uma ótima experiência que vivi, principalmente durante a fase crítica da pandemia. Os incautos que me leem,Continuar lendo “Só temos que nos aturar e respeitar”

A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?

A partir dos anos 1840, Charles Baudelaire identificava o que viria a ser reconhecido como Modernismo, ao destacar a atividade de Constantin Guys, como jornalista e ilustrador. Nascia a ideia de que a modernidade seria a reunião do eterno e do transitório, revelando um interesse especial na moda e sua relação com a beleza, comContinuar lendo “A pós-modernidade ainda representa nosso tempo?”

O homem merece a liberdade?

O Utilitarismo é irmão siamês do Liberalismo. Jeremy Bentham (1748-1832), pai do Utilitarismo, um defensor das ideias de Adam Smith (1723-1790), argumentava que cada pessoa era o melhor juiz de seus próprios lucros, que não deveria haver empecilhos criados pelos governos, inclusive com relação a se emprestar dinheiro a juros (usura), tema em voga naContinuar lendo “O homem merece a liberdade?”

Urbanismo sem vínculo social

Vitrúvio, no seu clássico “Tratado de Arquitetura”, escrito em 27 a.C., dedicou vários tópicos aos aspectos de salubridade nas escolhas urbanísticas. Sugeria que as cidades e suas construções deveriam ser pensadas com fito nos seus habitantes! Ficaria surpreso com os atuais amontoados de “moradias” que desconsideram os mínimos cuidados sanitários e preocupações com locomoção, lazerContinuar lendo “Urbanismo sem vínculo social”

Nativismo internacionalista

O termo “modernus” entra em cena quando termina o que conhecemos como Antiguidade, por volta do século V d.C.: justamente nos séculos de “trevas”, nos quais se enfraquece a lembrança das grandezas passadas e instaura-se a inovação, mesmo sem que os inovadores percebam. Isso nos é contado por Umberto Eco. Há um paralelismo entre aqueleContinuar lendo “Nativismo internacionalista”

Estrada do Sol

Somos educados para reconhecermos e valorizarmos a cultura ocidental, especificamente a europeia. O mundo não se resume à Europa, apesar de sua fantástica dominação a partir da Idade Moderna. Ignoramos, em geral, a cultura oriental (exceto a bíblica), principalmente a chinesa, vietnamita, japonesa, coreana, a africana (egípcia, civilização Núbia, civilização Axumita – lembram da rainhaContinuar lendo “Estrada do Sol”

Design alocêntrico

Neri Oxman é uma designer americana-israelense e professora do MIT Media Lab. É conhecida pela arte e arquitetura que combinam design, biologia, computação e engenharia de materiais. Seu trabalho incorpora design ambiental e morfogênese digital, com formas e propriedades que são determinadas pelo contexto. Ela cunhou a frase “ecologia material“, ou “naturecêntrico” para definir seuContinuar lendo “Design alocêntrico”

Levaram os caminhos

“Há muitos anos que os caminhos se arrastavamSubindo para as montanhas.Percorriam as florestas perseguindo a distância,Lentos e longos deslizavam nas planícies. Passaram chuvas, passaram ventos,Passaram sombras aladas… Um dia os aviões surgiram e libertaram a distância,Os aviões desceram e levaram os caminhos”. “No tempo dos profetasEram eles que prediziamo que hoje predizem os poetas.” JoaquimContinuar lendo “Levaram os caminhos”

Nada, basta!

O dadaísmo surgiu em 1916. Artistas descrentes de uma sociedade responsável pelos desastres da Primeira Guerra Mundial decidiram romper com os valores e princípios estabelecidos, inclusive os artísticos. A palavra ‘dadá‘ significava apenas a própria falta de significado. Nihilistas, irracionais e, às vezes, subversivos, os dadaístas romperam com as formas e o conceito da arte.Continuar lendo “Nada, basta!”

Arranha-céus, um ídolo

Eero Saarinen era um arquiteto finlandês, símbolo do movimento modernista. Morreu em 1961, aos 51 anos, em consequência de um tumor cerebral. Era filho de um arquiteto aclamado, Eliel Saarinen, e sua mãe, Loja Gesellius Saarinen, era escultora e designer têxtil. Um ambiente promissor e direcionador. Eero tornou-se arquiteto, claro, conforme ambições do pai. Afinal,Continuar lendo “Arranha-céus, um ídolo”