Formação de subalternos

Somos dependentes de “educadores”; sem estes, estamos condenados à ignorância! Parece indiscutível que carecemos de educação, mas, necessariamente de “explicadores”? A educação depende sempre de um terceiro, um mestre, que nos abrirá os olhos para a realidade e aprendizagem? Sem isso não há progresso intelectual? Paulo Freire, entre nós, defendia a Educação como um atoContinuar lendo “Formação de subalternos”

“O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.”

A crônica abaixo, de Rubem Alves é provocadora, polêmica. Ao desacreditar o povo como expressão da vontade da nação – portanto, da democracia – (por ser manipulável), pode alimentar argumentos caros a alguns: alguém tem que falar em seu lugar, um autocrata, talvez. No final ele se redime e diz ter esperança num povo capazContinuar lendo ““O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.””

A Nêmesis chegará?

Aubrey de Gray é diretor científico de uma organização que se dedica a um modelo de reparação de danos projetado para combater as doenças da velhice, consertando ou desfazendo o que o corpo causa a si mesmo simplesmente por estar vivo. Ele sugere que a ciência médica está prestes a desenvolver tecnologias que, por meioContinuar lendo “A Nêmesis chegará?”

Que futuro?

“Poucas coisas simbolizam o futuro tão poderosamente quanto as crianças – e agora, a incerteza do futuro está cobrando seu preço.  Nesta última semana, tive várias conversas com amigos de todo o mundo que estão lutando com a complexidade de orientar seus filhos em transições críticas em nosso contexto atual.  Seja de criança para criança,Continuar lendo “Que futuro?”

Urbanismo sem vínculo social

Vitrúvio, no seu clássico “Tratado de Arquitetura”, escrito em 27 a.C., dedicou vários tópicos aos aspectos de salubridade nas escolhas urbanísticas. Sugeria que as cidades e suas construções deveriam ser pensadas com fito nos seus habitantes! Ficaria surpreso com os atuais amontoados de “moradias” que desconsideram os mínimos cuidados sanitários e preocupações com locomoção, lazerContinuar lendo “Urbanismo sem vínculo social”

Sacrifícios modernos

Sexo é bom e necessário; importa para nossas vidas. Dinheiro é bom e necessário; importa para nossas vidas. Juntar os dois tornou-se um “propósito” que tem cada vez mais adeptos. A ideia é tão antiga quanto a humanidade, mas nunca foi tão explorada e divulgada como atualmente. Há aplicativos que se agigantam ao popularizar asContinuar lendo “Sacrifícios modernos”

Poderemos escolher como será nosso fim?

Inebriados, o capitalismo selvagem nos leva à destruição. Antes do fim da nossa espécie, porém, teremos o prazer de devastar o ambiente, como a um inimigo; revirar todas as reservas até deixar as entranhas da Terra à mostra; cavucar o solo marinho à busca de minérios; deixar nossa marca geológica (lixo) em todos os espaços;Continuar lendo “Poderemos escolher como será nosso fim?”

Você é uma pessoa má? E os outros?

Somos intrinsecamente bons ou maus? Esta questão sempre me persegue. Eu me considero uma pessoa boa, que procura naturalmente não causar mal aos outros. Mas, sei que sou capaz de infligir sofrimentos, dadas certas circunstâncias. Imagino que a maioria das pessoas é assim, boa, e má quando necessário. Eu disse “maioria”. Há aqueles que acordamContinuar lendo “Você é uma pessoa má? E os outros?”

A morte é parte do complexo da cura (Nilton Bonder)

“A morte é insuportável no Instagram”, diz Marcelo Tas. Lá só se pode “exibir” os melhores momentos, da vida. Nilton Bonder escreveu vários pequenos livros sobre a Cabala; um deles é “Cabala e a arte do tratamento da cura”. Reflete, claro, sua visão do judaísmo – ele é rabino. “A vida não é mecanicista, fragmentada,Continuar lendo “A morte é parte do complexo da cura (Nilton Bonder)”

A história é renitente

Em 1989, o historiador neoliberal Francis Fukuyama se empolgou com a concomitante derrocada de regimes totalitários, de esquerda e direita, e escreveu sobre o fim da história. Em 1992 saiu o livro (O Fim da História e o Último Homem), sucesso de crítica (favoráveis e destruidoras). Ele se apoiou nas ideias de Hegel (e depois,Continuar lendo “A história é renitente”