A humanidade sempre expulsou seus “loucos”

“O inimigo deve ser feio, pois o belo é identificado com o bom. Uma das características fundamentais da beleza sempre foi aquilo que a Idade Média chamava de “integritas“, isto é, ter tudo o que é exigido para ser um representante médio daquela espécie. Os bárbaros, na Roma antiga, eram os que tinham, por exemplo,Continuar lendo “A humanidade sempre expulsou seus “loucos””

A antropologia acabará?

Mark David Pagel é membro da Royal Society e professor de biologia evolutiva na Reading University, no Reino Unido. É conhecido por seu trabalho na construção de modelos estatísticos destinados a examinar os processos evolutivos do comportamento animal e humano, da genômica ao surgimento de sistemas complexos, à linguagem e cultura. O que explica aContinuar lendo “A antropologia acabará?”

Um certo mal-estar

Jurei absoluta fidelidade a mim mesmo, como fizera Nietzsche ao procurar suas próprias ideias, além das dominantes de então. Para ele, não mais o impressionavam “nem as ideias feudais, nem as ideias dos democratas burgueses, nem o socialismo. Ao redor delas não existem mais que uma mescla informe de sentimentos, de estilos, de instituições eContinuar lendo “Um certo mal-estar”

Formação de subalternos

Somos dependentes de “educadores”; sem estes, estamos condenados à ignorância! Parece indiscutível que carecemos de educação, mas, necessariamente de “explicadores”? A educação depende sempre de um terceiro, um mestre, que nos abrirá os olhos para a realidade e aprendizagem? Sem isso não há progresso intelectual? Paulo Freire, entre nós, defendia a Educação como um atoContinuar lendo “Formação de subalternos”

“O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.”

A crônica abaixo, de Rubem Alves é provocadora, polêmica. Ao desacreditar o povo como expressão da vontade da nação – portanto, da democracia – (por ser manipulável), pode alimentar argumentos caros a alguns: alguém tem que falar em seu lugar, um autocrata, talvez. No final ele se redime e diz ter esperança num povo capazContinuar lendo ““O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.””

A Nêmesis chegará?

Aubrey de Gray é diretor científico de uma organização que se dedica a um modelo de reparação de danos projetado para combater as doenças da velhice, consertando ou desfazendo o que o corpo causa a si mesmo simplesmente por estar vivo. Ele sugere que a ciência médica está prestes a desenvolver tecnologias que, por meioContinuar lendo “A Nêmesis chegará?”

Que futuro?

“Poucas coisas simbolizam o futuro tão poderosamente quanto as crianças – e agora, a incerteza do futuro está cobrando seu preço.  Nesta última semana, tive várias conversas com amigos de todo o mundo que estão lutando com a complexidade de orientar seus filhos em transições críticas em nosso contexto atual.  Seja de criança para criança,Continuar lendo “Que futuro?”

Urbanismo sem vínculo social

Vitrúvio, no seu clássico “Tratado de Arquitetura”, escrito em 27 a.C., dedicou vários tópicos aos aspectos de salubridade nas escolhas urbanísticas. Sugeria que as cidades e suas construções deveriam ser pensadas com fito nos seus habitantes! Ficaria surpreso com os atuais amontoados de “moradias” que desconsideram os mínimos cuidados sanitários e preocupações com locomoção, lazerContinuar lendo “Urbanismo sem vínculo social”

Sacrifícios modernos

Sexo é bom e necessário; importa para nossas vidas. Dinheiro é bom e necessário; importa para nossas vidas. Juntar os dois tornou-se um “propósito” que tem cada vez mais adeptos. A ideia é tão antiga quanto a humanidade, mas nunca foi tão explorada e divulgada como atualmente. Há aplicativos que se agigantam ao popularizar asContinuar lendo “Sacrifícios modernos”

Poderemos escolher como será nosso fim?

Inebriados, o capitalismo selvagem nos leva à destruição. Antes do fim da nossa espécie, porém, teremos o prazer de devastar o ambiente, como a um inimigo; revirar todas as reservas até deixar as entranhas da Terra à mostra; cavucar o solo marinho à busca de minérios; deixar nossa marca geológica (lixo) em todos os espaços;Continuar lendo “Poderemos escolher como será nosso fim?”