Angústia de não pertencer a lugar nenhum, mas ao mesmo tempo, a todos os lugares

Os judeus passaram por várias diásporas, expulsões forçadas pelo mundo. A justificativa estaria em desobedecerem a voz de Iahweh: “Iahweh te entregará, já vencido, aos teus inimigos: sairás ao encontro deles por um caminho, e por sete caminhos deles fugirás!” (Deuteronômio 28, 25). Talvez a primeira diáspora tenha sido a expulsão de Eva e AdãoContinuar lendo “Angústia de não pertencer a lugar nenhum, mas ao mesmo tempo, a todos os lugares”

Natureza e desenvolvimento sem antagonismo

A concentração de CO2 na atmosfera superou 420 ppm (partes por milhão) em maio do ano passado, segundo a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, em inglês). Este é o maior índice desde o começo das mensurações. Ao longo da história pré-industrial as concentrações se mantiveram consistentemente em torno das 280 ppm, por quaseContinuar lendo “Natureza e desenvolvimento sem antagonismo”

Escolhas que nos definem

Paul Cézanne, nascido num 19 de janeiro, há 184 anos, tinha uma obsessão pela Montanha de Santa Vitória, na sua cidade, Aix-en-Provence. Pintou-a mais de sessenta vezes, com crescente liberdade. A tela que ilustra o texto, foi a derradeira da série e de sua vida (morreu em 1906) Nela, “a sucessão de camadas de tintaContinuar lendo “Escolhas que nos definem”

A escravidão, como vista por Espinosa

Espinosa entendia que todos os indivíduos são expressões singulares da potência absolutamente infinita da Natureza. Essa expressão precisa ser lida e relida; e entendida. Por isso, em cada indivíduo, seu direito é idêntico ao seu poder de exercê-lo, ou idêntico à sua potência de agir. Ele cunhou a frase “direito, ou seja, poder” (jus siveContinuar lendo “A escravidão, como vista por Espinosa”

“Proteja-me do que quero” (Jenny Holzer)

Com o iluminismo, a partir do século XVIII, acreditou-se que haveria uma harmonia entre o “progresso” e aumento da felicidade. O progresso anunciado se traduziria em avanço do saber científico, uma disparada na produtividade, o “domínio” definitivo da natureza pela tecnologia, a libertação das mentes do jugo religioso, superstição e servilismo, a transformação das instituiçõesContinuar lendo ““Proteja-me do que quero” (Jenny Holzer)”

Manifestações de fé

Fé não é o mesmo que fanatismo. O fanatismo é doentio; implica uma intolerância em relação a outras crenças, religiosas ou ideológicas. Um fanático religioso, por exemplo, quer que haja a primazia ou exclusividade da sua fé sobre as demais. A fé, embora se oponha ao raciocínio lógico, tem sido historicamente um grande esteio paraContinuar lendo “Manifestações de fé”

“A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo” (Kant)

“(…) gostaria somente de entender como tantos homens suportam às vezes um tirano só, que não tem mais poder que o que lhe dão, que só pode prejudicá-los enquanto quiserem suportá-lo, e que só pode fazer-lhes mal se eles preferirem tolerá-lo a contradizê-lo.” (Étienne de La Boétie) É surpreendente a teimosia de alguns “patriotas”, àContinuar lendo ““A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo” (Kant)”

Rumi, o mestre da via do amor

“…Na verdade, somos uma só alma, tu e eu./ Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti./ Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,/ Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.” (Rumi) Jalal ad-Din Muhammad Rumi, um poeta persa e mestre sufi, nascido em 1207 eContinuar lendo “Rumi, o mestre da via do amor”

“A irrealidade do que é visto dá realidade ao olhar” (Octavio Paz)

O mexicano Octavio Paz (1914-1998) era poeta, ensaísta, tradutor, crítico literário e diplomata. Certeza    “Se é real a luz brancadesta lâmpada, reala mão que escreve, são reaisos olhos que olham o escrito? Duma palavra à outrao que digo desvanece-se.Sei que estou vivoentre dois parênteses.” Paz relaciona Religião com Poesia. Ambas tendem à comunhão; as duasContinuar lendo ““A irrealidade do que é visto dá realidade ao olhar” (Octavio Paz)”

À meia-luz (por Jénerson Alves)

Paula Alquist, esposa de Gregory Anton, é manipulada pelo marido; ele a faz acreditar que ela está doente e sofrendo alucinações. Esse é o mote do filme ‘À meia-luz’, produzido em 1944, com direção de George Cuckor. Participa da obra a talentosíssima atriz Ingrid Bergman, que ganhou o Oscar de melhor atriz pela sua atuaçãoContinuar lendo “À meia-luz (por Jénerson Alves)”