Desmoronamento

Somos os senhores do planeta. Mas, existiria um limite que nós, humanos, podemos administrar, pergunta David Christian. Tudo que é complexo é frágil; é super relacionado, interdependente, queira-se ou não. “O destino de todas as espécies capazes de aprender coletivamente será talvez o de atingir um muro de complexidade, a partir do qual suas sociedadesContinuar lendo “Desmoronamento”

A lei dos peixes

O Arthashastra (“a ciência da política”) é um tratado indiano, iniciado no século 2 a.C., sobre a arte de governar, a política econômica e estratégia militar. O autor seria Kautilya, um Maquiavel indiano. Nele, se aconselha ao governante que ele deve iniciar projetos públicos para se manter a ordem social e a ética coletiva, de formaContinuar lendo “A lei dos peixes”

Guardar

(Antonio Cícero) Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.Em cofre não se guarda coisa alguma.Em cofre perde-se a coisa à vista. Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la poradmirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília porela, isto é, velar por ela, isto é, estarContinuar lendo “Guardar”

Mais inimigos

“É com profunda preocupação que temos acompanhado o aumento do desmatamentono Brasil. Como instituições financeiras, que têm o dever fiduciário de agir nomelhor interesse de nossos clientes a longo prazo, reconhecemos o papel crucial queas florestas tropicais desempenham no combate às mudanças climáticas, na proteçãoda biodiversidade e no fornecimento de serviços ecossistêmicos. O Brasil temContinuar lendo “Mais inimigos”

Por que a tolerância não é um ato de amor?

Nelino Azevedo de Mendonça* A palavra tolerância tem origem no termo latino tolerare que, entre outros sentidos, significa suportar, aceitar. Também significa indulgência. O valor semântico da palavra indulgência está relacionado ao ato de “perdoar os erros cometidos pelos outros; clemência. Demonstração de perdão a um castigo, a uma pena, a uma ofensa” (Dicionário online Houaiss). DessaContinuar lendo “Por que a tolerância não é um ato de amor?”

A fogueira está queimando

Por José Ambrósio* Os festejos juninos têm a magia de sempre me reconduzir à já distante infância em pequenas cidades interioranas como Vitória de Santo Antão (Sítio Poço do Boi, hoje Pombos), Amaraji e Moreno (Tapera, hoje Bonança). Década de 60. Fogueiras, fogos, balões, milho assado, pamonha, canjica bolos e muitas brincadeiras. E era duranteContinuar lendo “A fogueira está queimando”

Sobre o Uno

“Três coisas conduzem a Deus: a música, o amor e a filosofia.” (Plotino) Para nosso azar, essas três coisas não são bem vistas atualmente. Plotino é um personagem importante, embora desconhecido por muitos. Viveu de 205 a 270 d.C. Nasceu no Egito e morreu em Roma. Hoje é classificado como um dos principais pensadores doContinuar lendo “Sobre o Uno”

Caveat emptor

A expressão latina do título significa “toma cuidado, comprador”. O risco, claramente é do cliente. A esperteza como regra de negócio. Isso já se mostrou ineficaz, exceto para golpistas: qualquer empresa que se pretenda duradoura, precisa manter sua base de clientes satisfeita, confiante, fortalecendo sua marcas. Todo aluno de marketing logo aprende que o custoContinuar lendo “Caveat emptor”

De vulgari eloquentia

A realidade é coisa delicada, de se pegar com as pontas dos dedos. Um gesto mais brutal, e pronto: o nada. A qualquer hora pode advir o fim. O mais terrível de todos os medos. Mas, felizmente, não é bem assim. Há uma saída – falar, falar muito. São as palavras que suportam o mundo,Continuar lendo “De vulgari eloquentia”

Mudanças?

“Durante a campanha eleitoral deste ano, voltou-se muito a falar em esquerda e direita. Para muitos, esquerda é sinônimo de comunismo. Direita, sinônimo de democracia. E, em certos meios católicos, a esquerda é o Anticristo e a direita, a Igreja ou pelo menos a posição político-social em que se encontra a Igreja.” Isso foi escrito por AlceuContinuar lendo “Mudanças?”