Navios negreiros

O poema abaixo, “O navio negreiro”, mesmo título do de Castro Alves, foi composto em 1854. Castro Alves possivelmente o leu; o seu foi publicado após sua morte, em 1871. O navio negreiro (Das Sklavenschiff – 1854), de Heinrich Heine (1797-1856) O sobrecarga Mynherr van KoekCalcula no seu camaroteAs rendas prováveis da carga,Lucro e perdaContinuar lendo “Navios negreiros”

Se não é preconceito é quizília?

Rosa Montero conta sobre um experimento, realizado em 2012, na Universidade Yale: “Dois doutorandos em ciências, Jennifer e John, pleitearam uma vaga de supervisor de laboratório. Como é de praxe nos Estados Unidos em casos como esse, Yale enviou seus currículos para que fossem avaliados por 127 catedráticos de biologia, física e química pertencentes àsContinuar lendo “Se não é preconceito é quizília?”

Por um projeto civilizatório

“Os Conselheiros de Estado, antes de tomarem posse, prestarão juramento nas mãos do Imperador de ‘manter a Religião Católica Apostólica Romana’, observar a Constituição e às Leis, ser fiéis ao Imperador, aconselhá-lo segundo suas consciências, atendendo somente ao bem da Nação.” (artigo 141 da Constituição Política do Império do Brasil, de 1824) Manter a religiãoContinuar lendo “Por um projeto civilizatório”

“a permanência não está em parte alguma” (Rilke)

Nelson Ascher nasceu em São Paulo em 1958. É tradutor de poesia de diversas línguas (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, russo e húngaro), crítico literário, e poeta. VALE TUDO Quando nada mais nos resta vale tudo pois se tudo mais vai sempre dar em nada nada mais nos vale salvo tentar tudo mas tentando nadaContinuar lendo ““a permanência não está em parte alguma” (Rilke)”

Deu no que deu …

O Positivismo exerceu uma enorme influência neste país. Todos já desconfiam disso, a partir da divisa “Ordem e Progresso” na nossa bandeira. Este lema não foi colocado lá à toa. A filosofia positiva de Auguste Comte (1798-1857) diz que as ‘leis’ regem tudo. Tirem o foco das ‘causas’ dos fenômenos (Deus ou natureza); isso tantoContinuar lendo “Deu no que deu …”

“Não é circo. É a lei que monta o espetáculo”

Num 13 de janeiro, em 1825, Frei Caneca era fuzilado (arcabuzado). Os carrascos haviam se negado a enforca-lo. Como religioso, insistia numa religião ética, que não valorizasse apenas os ritos e cultos. Advogava a necessidade da união entre fé e vida. Contestava uma religião com preocupações meramente dedicadas à manutenção do rebanho de fiéis, apenasContinuar lendo ““Não é circo. É a lei que monta o espetáculo””

Ateus e religiosos

As pessoas ateias, embora não digam que acreditam num ‘deus pessoal’, terminam por acreditar numa ‘força maior do que elas’ no universo, geralmente. “Elas expressam a convicção de que a força e o maravilhamento que percebem são reais, tão reais quanto os planetas ou a dor; e que a verdade moral e as maravilhas naturaisContinuar lendo “Ateus e religiosos”

Um episódio de falso moralismo

O machismo se apóia numa falsa moralidade, hipócrita, para manter sua dominação sobre as mulheres. Desde cedo aprendi a desconfiar dos ‘moralistas’; normalmente escondem comportamentos que o contradizem – alguns, absurdos. Tenho vários casos próximos. O trecho abaixo é do livro “Os Histéricos – uma novela”, de Teixeira Coelho e Jean-Claude Bernardet: uma mulher queContinuar lendo “Um episódio de falso moralismo”

Nossa bússola é a previsão do perigo

O mito de Prometeu indica que, através da técnica os homens podiam conseguir, por conta própria, o que antes teriam que pedir aos deuses. Mas há limites, principalmente éticos. “O Prometeu ‘definitivamente desacorrentado’, ao qual a ciência confere forças antes inimagináveis e a economia, o impulso infatigável, clama por uma ética que, por meio deContinuar lendo “Nossa bússola é a previsão do perigo”

Sapere aude!

Kant provocava: dizia “Sapere aude!” (“ousai saber“), como uma incitação para que procurássemos pensar por nós mesmos e saíssemos de nossas zonas de conforto, buscando o conhecimento e a verdade, embora inatingíveis.  Nos tempos atuais, é cada vez mais necessária essa recomendação. O automatismo, a irreflexão e a servidão intelectual estão se propagando à medidaContinuar lendo “Sapere aude!”