Nosso cérebro é uma fábrica de ilusões

“De alguma forma, dentro de nossos cérebros, a atividade combinada de bilhões de neurônios, cada um deles uma minúscula máquina biológica, está dando origem a uma experiência consciente”, diz o neurocientista Anil Seth. Parece óbvia a afirmação acima. O problema está em definir “experiência consciente”. Os budistas, muito antes do filme Matrix, vêem afirmando queContinuar lendo “Nosso cérebro é uma fábrica de ilusões”

Complexidade

“Não basta unir o saber (a ciência) à alma (à consciência); é preciso incorporá-la àquele; não basta regá-lo, é indispensável com ela tingi-lo.” (Montaigne) Em 1982, Edgar Morin publicou “Ciência com consciência”, que deu origem ao Paradigma da Complexidade, já exposto nos primeiros volumes de “O Método”. Defendia, já então, o desenvolvimento de uma ciênciaContinuar lendo “Complexidade”

Bruno, o perturbador

Segundo Lucrécio, a filosofia está “destinada a libertar o homem do medo da morte e dos deuses”. Poucos levaram isso tão a sério como Giordano Bruno. Giordano Bruno não se contentava com pouco; não era parcimonioso quanto às ideias. Sua vida representava “uma rejeição ousada de todas as crenças católicas, baseadas na mera autoridade”, disse Hegel.Continuar lendo “Bruno, o perturbador”

O que as músicas nos dizem?

Sou de uma geração que durará mais poucos anos. Não sei se me orgulho dessa minha participação no seio humano. Aos meus oito netos peço desculpas por deixar um planeta bagunçado e com riscos de extinção de nossa espécie. Um planeta como vi na minha infância, verde, exuberante! Talvez ele se torne seco, estéril. EContinuar lendo “O que as músicas nos dizem?”

O que as músicas nos dizem?

Sou de uma geração que durará mais poucos anos. Não sei se me orgulho dessa minha participação no seio humano. Aos meus oito netos peço desculpas por deixar um planeta bagunçado e com riscos de extinção de nossa espécie. Um planeta como vi na minha infância, verde, exuberante! Talvez ele se torne seco, estéril. EContinuar lendo “O que as músicas nos dizem?”

Uma artista: Helenbar!

Helena de Barros é mestre em design. Escolheu Helenbar como nome artístico. É conhecida por suas fotomontagens, de belíssimo padrão. A fotomontagem é uma forma artística que expressa uma linguagem suportada pela fotografia. Eis algumas, lindas: Na imagem abaixo, ela emula Valério Vieira e produz suas trinta Helenbar’s:

Sobre nossa pequenez

Os números não são precisos, mas de tão gigantescos tornam-se incompreensíveis. Somos aproximadamente 7.897.800.000 habitantes deste planeta. No ano (até hoje, 5 de outubro, segundo https://www.worldometers.info/pt/), nasceram novos 106.576.690 inquilinos e, 44.743.490 partiram. Individualmente, somos uma fração ínfima nesse conjunto: 0,0000000126%. Porém, quem nos convence de que não importamos? Olhando ao redor, sumimos: o chamadoContinuar lendo “Sobre nossa pequenez”

O tempo não existe, nem as coisas

A relatividade geral do sr. Einstein e a física quântica caminham juntas, numa possível teoria da gravidade quântica em loop (ainda em debate e em disputa com a teoria das cordas) para, entre outras coisas, exterminar o tempo. Bom, não teremos mais tempo? Para nada? Preciso terminar algumas coisas. Não é bem isso. O tempoContinuar lendo “O tempo não existe, nem as coisas”

Consciência, ainda desconhecida

Em livro a ser publicado no inicio de 2022, David Chalmers afirma que a realidade virtual é uma realidade genuína. Para ele, os mundos virtuais não são mundos de segunda classe e que podemos viver uma vida “significativa” na realidade virtual. Aliás, podemos até já estarmos num mundo virtual! Ele levanta muitas questões, nunca empoeiradas,Continuar lendo “Consciência, ainda desconhecida”

Poesia da sexta: Rilke no Balaio

“Se procurar amparo na Natureza, no que é nela tão simples e pequeno que quase não se vê mas que inesperadamente pode tornar-se grande e incomensurável; se alimentar esse amor pelo mais ínfimo e se tentar, humilde como um criado, ganhar a confiança do que parece pobre, tudo será para si mais fácil, mais coesoContinuar lendo “Poesia da sexta: Rilke no Balaio”