O social e o fiscal

Houve um tempo em que economistas eram humanos. Brincadeira. Mas, quem leu John Stuart Mill e Adam Smith, além dos seus textos meramente “econômicos”, percebem que eles tinham uma preocupação com o social. Smith: “A maioria dos governos é de ricos para ricos.“/ “Nossos mercadores e senhores reclamam muito dos maus efeitos dos altos saláriosContinuar lendo “O social e o fiscal”

Euforia e colapso

A acumulação de dívidas em excesso é nociva. Quer no plano das famílias, empresas , bancos ou governos. Isso é intuitivo, até. Há limites. O problema é: quais? Tudo, entretanto, depende do uso que se faz dessas dívidas. Se elas, bem aplicadas, geram caixa suficiente para manter o fluxo de compromissos (juros) assumidos, tudo bem.Continuar lendo “Euforia e colapso”

Uma biografia de lutas

1º de dezembro de 1941. Os alemães chegam a 90 km de Moscou. No dia 5, apesar de uma temperatura de 32 graus negativos, chegaram a 60 quilômetros da capital russa. A cidade cairia e as colunas blindadas alemães seguiriam ocupando os centros vitais do país, do Báltico ao mar Negro e dos Urais àContinuar lendo “Uma biografia de lutas”

Como fazer o bem?

O regime de servidão foi regra na Rússia czarista de 1649 até 1861. Servidão é um eufemismo para escravidão dos próprios conterrâneos: os camponeses (“mujiques“) eram obrigados a permanecer nas terras onde nasciam, sem direito à sua propriedade, que era dos nobres. Esses camponeses eram, também, propriedades dos aristocratas, que poderiam dispor deles da formaContinuar lendo “Como fazer o bem?”

Não é simples!

Novo livro de Cristina Zauhy e Humberto Mariotti: “A Complexidade da Vida – E suas ameaças pelo fascismo e outros autoritarismos”. Atualíssimo! É importante para os que não têm a mente embotada e compreendem que viver é um exercício de amadurecimento. O poder não é uma corda, bidirecional, que se pode puxar numa das pontasContinuar lendo “Não é simples!”

A realeza, as elites e a escravidão

A família imperial não tinha escravos. Nos seus imóveis, todos os negros eram alforriados e assalariados. A Princesa Isabel recebia ameaças contra sua vida e de seus filhos, frequentemente. De onde vinham? Dos grandes cafeicultores escravocratas. Isso desde antes da promulgação da Lei do Ventre Livre e acentuou-se após a abolição. Foi necessário se organizarContinuar lendo “A realeza, as elites e a escravidão”

Transfigurações

O ser humano evita o toque, o contato, com estranhos. Isso é natural. Essa é a razão principal para as distâncias que se estabeleceram entre nós. Essa aversão reflete nosso medo ao desconhecido, ao diferente. Nós, brasileiros (e outros latinos), temos uma característica: ao tomarmos a iniciativa de abordar alguém achamos que o outro jáContinuar lendo “Transfigurações”

Intolerância política

O mundo material, feito de átomos e moléculas, de coisas que podemos tocar e cheirar, está se dissolvendo em um mundo de informação, de não-coisas. Aceleradamente! Com a disseminação das redes sociais e do acesso à internet, acreditei que caminharíamos para uma “democracia direta”, em tempo real, plebiscitária. Uma ágora moderna. Byung-Chul Han, vem comContinuar lendo “Intolerância política”

Somos autodestrutivos

Possivelmente, nunca deve ter existido uma organização social matriarcal, seja ela animal, humana ou proto-humana. Essa era a opinião de Rose Marie Muraro. Pelo menos no estilo patriarcal, de maneira autoritária, de cima para baixo, os chefes determinando o comportamento e o modo de pensar dos outros elementos do grupo. Nas sociedades matricêntricas estudadas, aContinuar lendo “Somos autodestrutivos”

Ainda resta a poesia

ANOITECER (Carlos Drummond de Andrade) É a hora em que o sino toca,mas aqui não há sinos;há somente buzinas,sirenes roucas, apitosaflitos, pungentes, trágicos,uivando escuro segredo;desta hora tenho medo. É a hora em que o pássaro volta,mas de há muito não há pássaros;só multidões compactasescorrendo exaustascomo espesso óleoque impregna o lajedo;desta hora tenho medo. É aContinuar lendo “Ainda resta a poesia”