Cartas vivas contra letras mortas

Em outubro de 2020, Ed René Kivitz, pastor batista, publicou o sermão intitulado “Cartas vivas contra letras mortas”, no qual, reconhece, “pronunciei os 8 minutos mais polêmicos da história do púlpito que ocupo dominicalmente há mais de 30 anos” (vídeo abaixo).

Isso resultou num processo disciplinar e sua expulsão da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil.

Pessoalmente, achei muito coerente o seu sermão, principalmente ao sugerir que devemos olhar a Bíblia como um livro “insuficiente”; muitos, não. Forme sua opinião.

Ed René Kivitz criou o projeto Talmidim, em várias plataformas, que consiste numa série de 365 meditações diárias sobre ensinamentos cristãos. Talmidim, em hebraico, significa aprendizes, discípulos.

Nele, há um convite e um desafio: viver a grande aventura de seguir Jesus pelo resto da vida. Um convite que estende a todos e não apenas aos extraordinários, ou “escolhidos”. Não importa, sequer, tua religião.

“Os meninos em Israel começavam a estudar a Torá aos 6 anos.

A Torá era a lei de Moisés, o Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Aos 10 anos, ao final do primeiro ciclo de estudos, esses meninos já haviam decorado a Torá.

A partir daí alguns voltavam para casa e aprendiam o ofício da família, mas os que se destacavam continuavam num segundo estágio, o Beit Talmud.

Continuavam frequentando a escola judaica e estudavam sob a orientação de um rabino, que os adotava para lhes ensinar mais profundamente a Torá e suas escolas de interpretação.

Esses meninos extraordinários eram chamados talmidim, plural da palavra talmid, que o Novo Testamento traduz como discípulo.

Os meninos talmidim eram a elite intelectual de Israel. Aos 12 anos já haviam decorado todas as escrituras: os livros históricos, os livros poéticos, os livros de sabedoria, e todos os livros proféticos.

Aos 14, debatiam a tradição oral, isto é, a interpretação dos rabinos a respeito da lei. Dedicavam a vida à discussão de como colocar em prática a lei de Moisés.

Cada rabino tinha sua forma de interpretar a Torá. O conjunto de regras e interpretações de um rabino era chamado de ‘o jugo do rabino’. (…)

É exatamente nesse contexto que Jesus diz: ‘Eu também tenho um jugo, também tenho uma forma de interpretar a Torá, também tenho uma forma de dizer qual é a vontade de Deus, também tenho uma interpretação para lhes ensinar como Deus deseja que vocês vivam’.”

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.

Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas.

Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus, 11; 28-30)

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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