Sobre a juventude de Jesus

ENCONTRO DE JESUS NO TEMPLO ENTRE OS DOUTORES DA LEI. | Jesus no templo,  Santo rosário, Templo
(Jesus, jovem, no Templo)

“Terminando de fazer tudo conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. E o menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.” (Lucas 2, 39-40)

Há uma grande lacuna sobre a infância e juventude de Jesus nos evangelhos canônicos.

Os de João e Marcos retratam Jesus já adulto; Lucas e Mateus falam de seu nascimento e infância e um rápido relato sobre sua passagem pelo Templo de Jerusalém, quando com 12 anos.

Essa carência de informações sobre a infância e juventude de Jesus é atendida por vários textos apócrifos, classificados como “Evangelhos da Infância”, muito populares nos primeiros séculos, dentre os quais destacam-se:

  • Evangelho da Infância de Tiago, ou “Protoevangelho de Tiago”,
  • Evangelho da Infância de Tomé,
  • Evangelho de Pseudo-Mateus, combinação dos dois acima,
  • O Evangelho da Infância Siríaco, ou Evangelho Árabe da Infância,
  • A História de José, o carpinteiro,
  • A Vida de João Batista,
  • O Evangelho Armênio da Infância de Jesus.

Segundo os textos apócrifos, Jesus, José e Maria residiram por três anos no Egito.

Na sua volta a Israel, são relatados vários milagres atribuídos a Jesus, considerados lendários: algumas pessoas ficavam paralisadas, cegas ou mortas. Mas, na maioria das vezes, aqueles que experimentaram a morte ou alguma atribulação tiveram a vida e a saúde restabelecidas por ele.


Uma – mas não única – das intenções dos patriarcas da Igreja ao definirem os evangelhos oficiais era separar fato de ficção. Embora, muito mais poderia ser dito, como nota o evangelista João: “Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez. Se fossem escritas uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam.” (João 21, 25)

Há uma narrativa, contada por William Hone, a respeito do Concílio de Niceia: “Sabino, o Bispo de Heráclia, afirma que ‘com exceção do próprio Constantino e de Eusébio Pânfilo, eles não passavam de um grupo de pessoas simples e iletradas que não entendiam coisa alguma’.”

Havia, claramente, a intenção de se assegurar o poder da hierarquia da Igreja como guardiã suprema da religião para respaldar o poder político.

Aí começa o desalinhamento entre o discurso de Jesus e outros interesses, que o instrumentaliza até hoje.

Aquele que pregava “buscai primeiro o reino de Deus; vende tudo o que tens e dá-o aos pobres; amas o teu próximo …” ficaria desapontado com as distorções feitas em seu nome.

Nas palavras de John Dominic Crossan, Jesus “não era um intermediário nem um mediador, mas sim, alguém que anuncia que não deveria haver nenhum dos dois entre a humanidade e a divindade ou entre a humanidade e si mesma”.

Ironicamente, desde a instituição da Igreja, pululam intermediários entre a humanidade e o próprio Jesus!

Paul Johnson destaca que “o mundo no qual Jesus nasceu era duro, cruel, violento e instável; também era materialista e cada vez mais abastado”. Mudou-se o figurino e os figurões, mas … continua o mesmo mundo.

Após a morte de José – que se deu nos anos não registrados -, Maria provavelmente foi morar com sua numerosa família e Jesus, que escolhera não manter a oficina de carpintaria de José foi … para onde?

A possibilidade de ter se tornado um essênio parece ser descartada, segundo Johnson, pois seus ensinamentos e comportamento eram muito distintos daqueles da seita.

Fala-se que há registros em um monastério tibetano referentes ao Santo Issa de Israel, “em quem estava manifestada a alma do universo”, que, dos 14 aos 28 anos permaneceu na Índia e regiões do Himalaia, entre monges, santos e sábios.

Essa versão foi trazida por Nicholas Notovitch, em 1894, a partir de suas viagens pela Índia.

Em 1922, Swami Abhedananda, discípulo direto de Ramakrishna Paramahansa, visitou o referido monastério e confirmou todos os detalhes relevantes acerca de Issa publicado por Notovitch.

O mesmo testemunho foi dado por Nicholas Roerich, conforme foi publicado no New York Times em 1926.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

Um comentário em “Sobre a juventude de Jesus

  1. É preciso para compreendermos a vida de Jesus atermos apenas como base a Bíblia Sagrada em seus evangelhos. Evangelhos que foram escritos por aqueles que presenciaram e por relatos. O cristianismo abomina essas ideias filosóficas que Jesus foi monge e outras aberrações e suposições infundadas. Na verdade o texto tem razão quando relata a humildade da família terrena de Jesus , mãe como de costume dos judeus dona de casa , o que também não há relatos nos evangelhos, apenas relata sim que José pai terreno era sim carpinteiro e de família humilde. Porém, Vale ressaltar que Jesus veio em forma carnal , mas fazia parte da trindade sendo o próprio Deus encarnado , nascido de mulher. Na concepção de Jesus relata os evangelhos que não houve a participação de José em sua concepção. Fala as escrituras que uma virgem deu à luz um menino fruto do Espírito Santo. Jesus nasceu como qualquer criança no advento do recenciamento feito todos anos. Toda vida do Messias que viria esmagar a cabeça da serpente , Satanás, cujo pecado tem sua raiz escrita no Livro de Isaías muitos anos antes de Cristo. Dizia o Profeta que Deus mandaria seu filho ao mundo nascido de mulher, que esmagaria a cabeça da serpente e essa profecia se cumpriu com o nascimento de Jesus. Ora , cumpridores da lei como era seus “país terrenos” todas as etapas da vida de Jesus foram cumpridas. Como de costume fora apresentado no templo aos 12 anos e os evangelhos e bem claro relata que “Jesus crescia em sabedoria e graça diante de Deus” já que Jesus veio ao mundo em forma de homem sentindo as mesmas dores e tribulações que sofremos. Com 12 anos ao ir ao templo relata os evangelhos que Jesus discoria temas com os Doutores da lei causando até inquietação a seus pais que tentaram questionar sua demora em acompanha-los e o mesmo disse “não sabes que vim cuidar dos assuntos do meu Pai?” Jesus mesmo criança já tinha consciência de sua missão na terra.”ou seja tratar dos assuntos do Seu Pai e ali não se referia a José porque o mesmo José estava ao lado de Maria. Realmente existe um lapso de tempo onde não se referia ao ofício de Jesus. Alguns historiadores dizem que seu ofício era a carpintaria pois jamais há relatos que a família de Jesus era rica. Eram pobres e trabalhavam para sobreviver. As profissões da época eram predominantemente a pesca e outros trabalhos tidos como.nao nobres. Jesus veio ao Mundo com a única missão. Morrer pelos nossos pecados. Aceite ou Não a humanidade , mas como disse no começo a base da vida de Jesus é bíblica. E ela me dá base para fazer tais afirmações. Não conheço na Bíblia nenhum texto que relata a morte de José. Certamente sim . Jesus continuou sua missão junto com homens simples pescadores, incultos. Referindo-se a vida de Jesus resalto com convicção.

    Jesus nasceu não dá relação sexual entre José e Maria.(A virgem concebeu é José foi avisado pelo anjo que o que ela estava gerando era Fruto do Espírito Santo, José aceitou e não a difamou” não era costume uma jovem se engravidar solteira de seu noivo. )

    Era pobre e carpinteiro obediente a Maria e José.

    Com 12 anos sabia sua missão a que veio a Terra e deixaram os Doutores da lei pasmos, tanto é que replicou a seus pais Maria e José”Não sabes que vim cuidar dos negócios do meu Pai”.ora se José estava ali o Pai que referia era Deus.

    Outro fato narrado Jesus viveu como um jovem normal , ia a festas casamentos ( o episódio da falta de vinho)

    Jesus não tinha pretensão de ser Rei dos Judeus , tanto é que em uma passagem Ele reconhece “meu Reino não é desse Mundo” porque Jesus agregava multidões quando falava” não te parece sobrenatural?

    Por fim, indo ao Calvário sofrer a mais terrível morte de cruz e na agonia chamou o apóstolo amado -João e aí Jesus entrega sua mãe ao apóstolo amado “mãe eis aí seu filho, filho eis aí sua mãe ” o que me faz crer que José já era morto. Em nenhum momento Jesus desamparou sua mãe Maria. E assim não poderia em uma lauda ou duas resumir tantas nuances do Homem que veio ao mundo, Filho Unigenito de Deus , viveu e morreu como homem . Sofrendo as mais terríveis dores na MORTE DE CRUZ, como fora profetizado a muitos anos antes de Cristo pelo profeta Isaias.

    Sou apaixonada pela filosofia, mas com relação ao nascimento, vida, morte e ressurreição não haverá filosofia que sustente.
    Me apego no único livro (não compilado como hoje) mas nos papiros espécie de couro de animais da região. A BIBLIA SAGRADA. Que vem rompendo a milhares de anos sendo considerada o Livro mais vendido e lido em toda humanidade.

    Parabéns Dorgival Soares , pelo belo texto bem escrito, versátil e com bases bíblicas e filosóficas , mas eu me apego apenas às partes que tenho como validar.

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