Extrema sensibilidade

As novas pressões que Paulo Guedes enfrenta no governo Bolsonaro | VEJA
(Paulo Guedes, ministro da Economia)

“Saiba também calar-se para não se perder em palavras.” (Clarice Lispector)

  • “Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. Era todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada.”
  • “O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de ter estabilidade na carreira e aposentadoria generosa. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita.”
  • “As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer. Você não tem um meio ambiente limpo porque as soluções não são simples. São complexas.”
  • “Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com 10 meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5.”
  • A CPMF funcionou por 13 anos. Se a alíquota for pequena, não machuca. Quando FHC lançou esse imposto, todo o mundo apoiou porque arrecada rápido. (…) Entre um imposto horroroso e a opção pela desoneração da folha, prefiro abraçar o feioso.”
  • “Você vê um prato de um classe média europeu, que já enfrentou duas guerras mundiais, são pratos relativamente pequenos. E os nossos aqui, nós fazemos almoço em que, às vezes, há uma sobra enorme. Toda aquela alimentação que não for utilizada ali durante aquele dia no restaurante, aquilo dá pra alimentar pessoas fragilizadas, mendigos, desamparados. É muito melhor do que deixar estragar essa comida toda.”
  • “A taxa extra de energia elétrica deverá sofrer um novo reajuste. Temos de enfrentar a crise de frente. Vamos ter de subir a bandeira, a bandeira vai subir. Vou pedir aos governadores para não subir automaticamente o ICMS. Eles acabam faturando em cima da crise. Isso não é interessante. Temos de enfrentar, não adianta ficar sentado chorando”.
  • “Bolsa pra todo mundo ajudou até filho do porteiro que tirou zero na prova do vestibular. Deram bolsa pra quem não tinha nenhuma capacidade de saber ler.”

As falas do ministro da Deseconomia são elitistas, mesmo quando há algum fundamento.

Dá para entender, afinal ele foi professor da Universidade do Chile na época da sangrenta ditadura de Pinochet.

Lá, tudo era fácil: seus colegas “Chicago boys” faziam o que bem entendiam sem questionamento social.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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