Bichinhos curiosos …

Foto de um besouro rola-bosta com sua bolinha de esterco.
(Besouro rola-bosta)

Duas curiosidades sobre insetos (há muitas), começando pelos besouros rola-bosta, coprófagos (se alimentam de fezes de animais).

Eles chegam até o monte de cocô e fazem uma esfera, empurrando-a para longe o mais rapidamente possível. Nele, enterram seus ovos.

Quando surgem as larvas, estas se alimentam do rico bolo de fezes.

Eles são ativos atores da economia circular da natureza: ao removerem o cocô do pasto, eles enterram junto parasitas prejudiciais ao gado, inclusive a mosca dos chifres.

Ocorre que a ivermectina, vermífugo ministrado à boiada, mata esses insetos – e atrapalha a produção. Mas, quem se importa?

Essas bolas são roladas pelos besouros de cabeça para baixo, como se estivessem “plantando bananeira”!

Como eles se guiam?

“Os raios solares, ao atravessarem a atmosfera e interagirem com partículas, acabam submetidos a um fenômeno chamado polarização, que gera padrões geométricos.

Para nós, humanos, o fenômeno da polarização é imperceptível, mas esses insetos desenvolveram uma pequena região na parte dorsal dos seus olhos capaz de “enxergar” essa propriedade da luz – que atua como uma guia, possibilitando que eles consigam rolar sua bola de cocô em linha reta rapidamente”, diz o entomologista Walter Mesquita Filho.

Quando fazem o trabalho à noite, se utilizam do mesmo fenômeno gerado pela luz lunar. E, quando não “há” lua, eles se utilizam das estrelas para garantir o circuito.

Essa capacidade de orientação e visão desses besouros permitiu a cientistas desenvolverem melhores lentes fotográficas, faróis com melhor resolução e mais.

Outro bichinho interessante é uma formiga do deserto do Saara, a Cataglyphis fortis. Ela percorre longas distâncias sobre terreno arenoso, aparentemente sem quaisquer referências, à busca de alimentos.

Na primeira volta para casa, entretanto, elas fazem um caminho direto, em vez de reconstituírem o caminho por onde vieram.

Além de serem capazes de decidir sobre a direção a tomar, de usar a luz do Sol para se orientarem, têm também, uma espécie de “computador”, um “pedômetro”, que conta os passos e lhes permite medir com exatidão as distâncias a percorrer.

Uma equipe de pesquisadores manipulou o comprimento das pernas dessas formigas, de forma que lhes permitissem dar passos mais largos ou mais curtos.

As que tiveram as pernas artificialmente aumentadas – com passos mais largos – caminharam uma distância mais longa e passaram do local do ninho.

As cujas pernas foram amputadas – e ficaram com os passos mais curtos – encerraram o trajeto antes de lá chegar.

Porém, se elas ‘começassem’ a sua viagem a partir do ninho já com as pernas modificadas, eram capazes de contar corretamente as distâncias.

“Se as formigas necessitaram de mil passos para chegar à comida, elas com certeza vão partir do princípio de que precisam de outros mil para retornar ao ninho”. (Harald Wolf)

Aos mais curiosos, os links:

https://ufla.br/noticias/pesquisa/13164-besouro-conhecido-como-rola-bosta-ganha-destaque-nas-telas-e-nas-pesquisas

https://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2006/06/060630_formiga_passos_pu

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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