Ilusão, alucinação e delírio

hq – Kultme Alternativa Cultural

É difícil falar sobre distúrbios psicológicos sem tangenciar o quadro político em que nos metemos. Mas, tentemos.

O ser humano é um bicho estranho, uns mais que outros. Apesar disso, alguns comportamentos e atitudes causam “estranheza” entre os supostamente “normais”, embora não haja perfeitos.

Todos nós ocultamos determinados aspectos de nós mesmos, até para nós mesmos. Há exceções, tenho que admitir. Talvez por isso Oscar Wilde falava que “quem nos absolve é a confissão, não o padre”.

Isso talvez seja a alegria do vício, que concorre duramente com os fármacos. Não sei qual a indústria maior. Mas, como manter a sanidade num ambiente cada vez mais insano, ou disfuncional? Difícil. A onda nos arrasta para a corrente, com destino ao precipício.

“A neurose é sempre um substituto do sofrimento legítimo.” (Carl Jung)

Vejamos o tipo psicopata. Todos conhecemos vários, nem é preciso se esforçar. Eles estão no nosso círculo de amigos, no trabalho, nas redes e na política. Talvez esteja na política a maior incidência de casos. Ela funciona como um “atrator” natural para os “reizinhos”.

Eles não gostam de ser rotulados como psicopata. Talvez psicoema seja mais apropriado.

Segundo Adrian Furnham, “eles tendem geralmente a ser impulsivos e irresponsáveis, com poucos objetivos claros. Têm um histórico de problemas com autoridades e pouco controle comportamental. São incapazes de sentir empatia e remorso e jamais admitem ser responsáveis por suas ações.

Eles podem ser consideradas pessoas ‘vazias’, com relacionamentos superficiais e sem qualquer lealdade a ninguém, exceto a si mesmos.

Eles nunca são sinceros, mentindo repetidamente …”

Continua, mas já é suficiente para os identificarmos.

“Os psicopatas não dão a mínima para os sentimentos alheios ou as regras da sociedade. Enquanto os outros buscam construir, eles destroem.” (John Oldham e Lois Morris, 1985)

Finalizando: enquanto os neuróticos tendem a ser excessivamente controlados, os psicopatas não se controlam. E, um psicopata geralmente não se dá bem com outro.

O ambiente contemporâneo, tanto política como socialmente, faz cada vez mais uso de algumas ferramentas: a ilusão, a alucinação e os delírios.

A ilusão é uma resposta real a uma sensação real, mas com uma causa atribuída erroneamente. Normalmente se dá por ambiguidades, distorções, paradoxos e ficções.

Já a alucinação envolve sentir ou perceber – estando-se desperto e consciente – algo que não está fisicamente presente. Etimologicamente significa ” sonhar” e “estar confuso”.

Lembra daquelas pessoas que vêem o que ninguém está vendo, sem ser artista?

E os delírios! Um muito comum hoje é o “delírio de grandeza”. Porém há de vários tipos.

Um delírio é uma crença falsa, obcecada, imutável e persistente sem base na realidade. Ele é nutrido por um indivíduo ou um grupo, que expressa total certeza e absoluta convicção na crença que os une.

O delírio mais conhecido é a paranoia. Esta segue várias etapas: desconfiança geral, percepção seletiva dos outros, hostilidade, “iluminação” (quando tudo se encaixa) e, perseguição sem qualquer lógica.

Onde estamos?

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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