“Ser grande é ser incompreendido” (Emerson)

As ideias materialistas que nos regem são eternas? O que vemos é a realidade? A realidade é a verdade?

“… o conhecimento das leis da natureza é ainda incompleto. Mas, quando uma vanguarda de sábios, avançando passo a passo nesse campo, ainda inexplorado, chegar a descobrir, um dia, algumas dessas leis, nós, então, acharemos muito natural a manifestação de coisas que poderão parecer, ainda hoje, verdadeiros milagres.” (Paul Brunton, em 1934)

Temos o espaço e o tempo como cenário da realidade. Toda a nossa existência ocorre em alguma região do espaço durante algum intervalo de tempo. Isso é o bom senso. Alguém duvida?

Sim, há dúvidas. Não apenas entre místicos, também entre físicos. Estes se perguntam: e se o espaço e o tempo não forem entidades físicas reais, mas simplesmente ideias úteis? Ou, se forem reais, teriam componentes mais básicos?

E o espaço completamente vazio, é só abstração?

Por que “deve” existir algo em vez de nada?

A noção de “éter” foi completamente enterrada por Einstein?

A teoria-M, que unifica as cinco diferentes Teorias das Cordas, mais a Supersimetria e a Supergravidade, se fundamentará?

“O espaço que habitamos pode ser apenas uma membrana que flutua em um cosmo maior?”, pergunta Brian Greene. E se o universo que vemos for apenas uma espécie de holograma cósmico?

No livro “O grande projeto”, escrito em 2010 com Leonard Mlodinow, Stephen Hawking elege a “Teoria-M” como “a única candidata à teoria completa do universo. Ela poderia ser o modelo de um universo que cria a si mesmo”.

Por outro lado, um novo paradigma está surgindo: a informação, mais do que a matéria, seria a realidade básica. Espaço e tempo e as entidades que emergem e que evoluem no espaço e no tempo seriam manifestações de uma realidade mais profunda.

Ironicamente, os “rishis” (grandes “sadus” ou “sábios”) da Índia antiga consideravam a unicidade do mundo, arraigada em uma dimensão oculta ou profunda.

Essa dimensão seria o mais fundamental elemento do cosmos. Eles a denominavam “Akasha“. Akasha, em sânscrito significa “espaço ou éter”.

Lembram de Platão, com o “reino das Ideias e das Formas”? Para ele, o mundo que vivenciamos com os nossos sentidos é um mundo secundário, um mundo que confundimos com a realidade.

Pitágoras falava que essa dimensão era o “Kosmos“, uma totalidade transfísica, ininterrupta, inconsútil (sem costuras, emendas) e sem divisões. Dela emergem a matéria e a mente e tudo o que existe no mundo.

Para Plotino, era o “Uno”.

Giordano Bruno dizia que o universo infinito é preenchido por uma substância invisível chamada “aether” ou “spiritus“.

Etc.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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