A Guerra inevitável

(Gavrilo Princip, 1894-1918)

Um ato individualizado no separatista bósnio Gavrilo Princip, em 28 de junho de 1914, “deflagrou” a Grande Guerra. Ele não agiu sozinho, era parte de uma organização que queria a libertação da Bósnia do jugo do Império dos Habsburgo.

Era um domingo, e o arquiduque Francisco Ferdinando (herdeiro do Império Austro-Húngaro) passeava em Sarajevo com sua mulher, a condessa checa Sophie Chotek.

Esse assassinato atingiu, ao final, os objetivos dos separatistas e, de sobra, derrubou quatro impérios.

(Ilustração do assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando e sua mulher)

O que teria levado o mundo à Primeira Guerra Mundial? Como uma questão local, no conflituoso Bálcãs, levaria, 37 dias depois do atentado, à grande calamidade – da qual brotariam todas as outras?

65 milhões de soldados foram mobilizados, 20 milhões de militares e civis mortos e 21 milhões de feridos, num laboratório de morte!

Tudo estava pronto, só faltava um motivo.

Tensões latentes haviam se formado: a Alemanha ameaçando o poderio industrial da Inglaterra e, a Rússia querendo suplantar o poderio militar alemão.

Entre 1860 e 1913, a Alemanha saltara de 5 para 15% do total da manufatura global. Enquanto isso, o Reino Unido caíra de 20 para 14%.

Antes da unificação alemã, em 1870, a Alemanha produzia apenas metade do aço fabricado pela Grã-Bretanha; em 1914, já produzia o dobro do rival. Chato isso.

A Rússia, em 1910, já havia se recuperado de sua derrota militar para o Japão e esperava ter, em 1917, um exército superior ao alemão em três para um. Insuportável isso.

O plano alemão era derrotar rapidamente a França (aliada da Rússia) e, em seguida, fazer meia-volta e acabar com a pompa ou ameaça russa – que foi repetido na Segunda Guerra.

O “fatalismo” da Guerra estava no ar. Era “inevitável” para os planos dos poderosos e dos aspirantes à hegemonia.

Esta é a chamada “armadilha de Tucídides“, que está de volta com a ascensão meteórica da China e sua “ameaça” à hegemonia americana. Voltarei a esse assunto.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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