A decisão de assumir riscos

O que Israel pode ensinar para o ecossistema de inovação no Brasil? |  Computerworld

“Israel desenvolveu uma criatividade proporcional não ao tamanho físico do país, mas aos perigos que ele enfrenta”, disse Shimon Peres, presidente entre 2007 e 2014.

Um país do tamanho do nosso menor estado, com solo estéril, pouca água e cercado de hostilidades. O único recurso “natural” é sua população.

Um povo que tem uma história que se perde no tempo, mas que além de respeitar a memória, apega-se à imaginação. Para quem já passou por todo tipo de dificuldades e ameaças, a criatividade trazida pelas imaginação e preparação não assusta – o desconhecido não mete medo; é buscado.

Sempre que leio sobre Israel – sua história e seu protagonismo – mais o respeito e admiro.

Tornar carências em oportunidades é o desafio desse povo – e isso parece natural!

A falta d’água e o solo íngreme, por exemplo, os transformou num líder agrícola. As guerras contra os vizinhos levam a desenvolvimentos tecnológicos também para as indústrias civis. As forças armadas funcionam como incubadoras de tecnologia e preparam os jovens no manuseio de equipamentos sofisticados e a aprenderem gestão.

Seu pequeno tamanho geográfico cria a oportunidade de especializar-se em qualidade, sempre com criatividade; a visão substituindo a experiência. Os desafios foram requalificados como ativos.

“A pesquisa científica e suas conquistas já não são mais um mero objetivo intelectual abstrato, mas um fator central na vida de todo povo civilizado”. (David Ben-Gurion, em 1962)

O país optou por “explorar” seu capital humano, investindo em educação, ciência e tecnologia não apenas para sobreviver, mas para ocupar um espaço global.

Metidos, esses judeus, não são? Não podiam se dar ao luxo – como o Brasil – de se gabar de suas riquezas e sentar, principalmente sobre sua população.

Ao contrário, sabem usar sua cultura e traços do caráter – seu éthos – para edificar uma nação arrojada, disposta a enfrentar os maiores no campo da tecnologia.

Um povo questionador, que sabe rir de si, e que, também, vê a interpretação como mais importante do que o que está escrito nos livros sagrados. Interpretação e reinterpretação, assim gira o mundo.

Enquanto isso, os religiosos cristãos, que mantêm o Velho Testamento, o veem como a inabalável e literal palavra de Deus!

Inteligência Artificial, nanotecnologia, genética … o que for fronteira terá personagens importantes israelenses. Eles sabem o que é ser exilado, não aceito, discriminado, vilipendiado … apesar de suas enormes contribuições para a humanidade.

Obstáculos são o desafio a ser vencido, com inovação e empreendedorismo. Israel é um ecossistema do novo. Shalom!

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

Um comentário em “A decisão de assumir riscos

  1. Nada a comentar muito sobre algo desconhecido para mim. Todas as atribuicoes cientificas desse povo é sabido no Mundo. Porém, não devemos escorar no velho testamento onde Israel era a Nação Escolhida por Deus. Com o advento do Messias todos nós somos povos escolhidos por Deus. Portanto , somos Nação Santa e escolhida por Deus. Vale ressaltar que não devemos nos entender que o Velho Israel deva assumir riscos, como vimos nessa semana. Todos que aceitaram o advento messianico, sua morte e ressurreição, Somos todos uma Nação Santa e escolhida por Deus , biblicamente falando. Prudência e não se expor a riscos como qualquer Pais.

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