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Cotada para ministra da Saúde, Ludhmila Hajjar vai na contramão de crenças  bolsonaristas; leia declarações - 14/03/2021 - Equilíbrio e Saúde - Folha
(Ludhmila Hajjar)

O vice-presidente, Mourão, atribuiu à população brasileira responsabilidade sobre o quadro que o Brasil enfrenta: “A nossa população não gosta de respeitar regras, não é da natureza do nosso povo. O nosso povo é um povo mais libertário, gosta de circular pelas ruas e de fazer festa. Em um momento em que se tem que passar dois ou três meses sem usufruir desses prazeres da vida, são poucos os que aguentam”

Verdade, em parte. Muitos não gostam de ver suas liberdades cerceadas. Outros, entretanto, pedem o fechamento do sistema político, com todo poder entregue nas mãos dos militares – subordinados ao atual presidente.

Acreditam que sua liberdade será garantida. Há até um prócer do Mensalão que clama pela volta da ditadura. Um novo Carlos Lacerda. Ah, história – por que não te visitam?

Mas, afinal, que regras? O próprio presidente estimula a quebra dessas regras de afastamento social. É o povo que é culpado? Desorientação programática não conta?

O presidente gosta de militares – até para humilhá-los – principalmente porque eles obedecem a hierarquia e são disciplinados.

Há um problema com a tal hierarquia: facilmente se confunde subordinação com subserviência.

Há um problema com a disciplina: é a questão entre eficiência e eficácia. Quando se é eficiente naquilo que não é eficaz é um desastre.

Generais deveriam questionar certas decisões: baixas patentes não têm essa autonomia. Acontece que há generais que não evoluíram – continuam pensando como sargentos. Assim como há pessoas que não amadurecem.

“É simples assim: um manda e o outro obedece”: não é o que se espera de um general.

Sabemos, um verdadeiro líder se cerca de pessoas melhores do que ele, e os segue do ponto de vista técnico: “Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente”, dizia Fernando Pessoa.

Ao líder cabe definir horizontes; os auxiliares traçam o percurso.

“Um líder é um vendedor de esperança.” (Napoleão)

Outro ponto, numa liderança é o caráter e os propósitos que dele derivam.

A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e caráter. Mas se tiver de passar sem um, que seja estratégia. (Norman Schwarzkopf, general)

Esse post é para parabenizar a cardiologista Ludhmila Hajjar, que, parece, não se sujeitou às regras epidemiológicas negacionistas.

Outros surgirão, dispostos a não questionar a autoridade médica do presidente.

Sobre o uso de cloroquina e ivermectina, falou:

“É um ponto de divergência que deixei explícito. Todos nós sabemos, o mundo todo sabe que o paciente precisa ser atendido precocemente.

Entretanto, alguns medicamentos já se demonstraram não eficazes no tratamento da doença.

Então, não há mudança minha de posição. E continuará sendo essa.” (Ludhmila Hajjar)

Dignidade: uma qualidade que ainda temos. Há esperança!?

Teremos um novo ministro da Saúde obediente aos preceitos vigentes? Se sim, triste Brasil.

A Saúde é o melhor partido! A Ciência é o melhor caminho!

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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