De que os líderes são feitos

Napoleão com o seu tropas no batalha de borodino, 1812 por Robert Alexander Hillingford (1828-1904, United Kingdom) | Reproduções De Belas Artes Robert Alexander Hillingford | WahooArt.com
(Napoleão em Borodino, por Robert Alexander Hillingford)

Napoleão Bonaparte foi um grande líder? Grandeza, aqui, entendida como uma característica individual. Não há consenso.

Na opinião de Tolstoi, ele não foi um general excepcional como se diz. Foi levado à vitória pela coragem e dedicação dos soldados franceses que ganharam a Batalha de Borodino. Esta ocorreu durante a Campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812.

Mas essa dedicação dos soldados era inspirada nas circunstâncias ou no “líder”? Ou num patriotismo genuíno? Existe isso, no caso de agressão?

Nessa cruenta batalha, 250 mil soldados se envolveram e houve 70 mil baixas. Um terço do exército francês caiu. O exército russo se retirou.

Bonaparte poderia ter perseguido as tropas russas e destruído o exército russo. Mas, preferiu manter seus homens no campo de batalha.

Ao retirar-se, o Exército Imperial Russo, sob o comando do general Mikhail Kutuzov, conservou a sua força de combate, forçando depois Napoleão a sair do país.

Outro crítico de Bonaparte era Marx. Este acreditava que tinha sido a luta de classes (como ele definia a Revolução Francesa) na França que criou as circunstâncias graças às quais uma “grotesca mediocridade” – Napoleão – foi transformado em herói.

Herói ou não, ele soube atrair a atenção da história. Estima-se que de 200 mil a mais de 500 mil livros tenham sido escritos a seu respeito.

Isaiah Berlin destaca dois pontos que definem uma grande liderança:

  • um líder precisa reconhecer em que direção sopram os ventos da História (“o flutuar do manto de Deus”, nas palavras de Bismarck).
  • um líder precisa fazer escolhas importantes. Se alguém é levado ou forçado a tomá-las, não pode receber o crédito, ou a culpa, por isso. O líder é o que, ao ter essa oportunidade, avalia as alternativas e escolhe a correta para seu país.

É preciso ser amado para ser reconhecido como líder? Não, claro. Pode ser o contrário. Quem “agrada” a todos em busca de popularidade pode estar desdenhando do que precisa ser feito porque isso desagradaria a muitos.

Então, acrescento mais características ao perfil do “líder”, além do “discernimento” abrangido por Berlin: coragem e capacidade de mobilização (conscientização) de seus liderados. Não é fácil.

Como ninguém é perfeito, elenco alguns personagens que poderiam ser entendidos como líderes, na minha opinião:

  • Margareth Thatcher (Inglaterra)
  • Gandhi (Índia)
  • Mandela (África do Sul)
  • Deng Xiaoping (China)
  • Lee Kuan Yew (Cingapura)
  • Lincoln (EUA)
  • Angela Merkel (Alemanha)

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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