A culpa agora é da Anvisa!?

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O presidente diz que nunca foi contra vacinas. Há quem acredite. Há quem acredite nele!

Ele sempre menosprezou as vacinas, principalmente a Coronavac, da Sinovac com parceria do Instituto Butantã. Ele e sua camarilha a chamavam de ‘vachina’ – tratamento depreciativo à China – ou ‘vacina do Dória’, possível oponente em 2022.

Já no início do ano passado, ele defendia a distribuição de remédios sem comprovação científica; classificava a covid-19 de “gripezinha” e resumia sua visão sobre o avanço da pandemia em uma frase: “E daí?”

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre.”

Desde março, nega a gravidade da pandemia, critica o isolamento social e raramente usava/usa máscara em eventos públicos.

“Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão.”

Drauzio Varella, o ‘conhecido médico’, já fez sua ‘mea culpa‘ por ter subestimado, no final de janeiro do ano passado, a Covid-19.

Em junho, o presidente disse: ”lembro à Nação que, por decisão do STF, as ações de combate à pandemia ficaram sob total responsabilidade dos Governadores e dos Prefeitos”.

Ora, aos governadores e prefeitos coube decidir sobre fechamento de comércio e quarentena, por exemplo. O Ministério da Saúde não foi extinto; permanecia com suas atribuições de coordenação e orientação.

O STF apenas lembrou a observância dos artigos 23, incisos II e IX, 24, inciso XII, 30, inciso II, e 198 da Constituição Federal. Ele, que achava que tudo podia, se irritou. “Quem sou eu? Quem sou eu? …

Mas, esse foi mais um “motivo” para a natural omissão e, para sua coleção de “culpados”.

Em outubro, voltou-se contra a obrigatoriedade da vacina, o que alimentou grupos antivacinas. “Ninguém pode ser obrigado a tomar a vacina”, falava imperialmente.

Em novembro, comemorou a suspensão dos estudos envolvendo a vacina do Instituto Butantan, de São Paulo, e afirmou que o Brasil deveria “deixar de ser um país de maricas” por causa da pandemia.

Para ele, todo mundo vai morrer, ponto. Tentar conter o espalhamento do vírus não pareceria ser um motivo forte o suficiente para fechar a atividade econômica. 

“Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra! Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Todos nós iremos morrer um dia.”

Em outubro, cancelou um acordo de compra da Coronavac feito pelo Ministério da Saúde para aquisição de doses:

“Da China nós não compraremos. É decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população pela sua origem. Esse é o pensamento nosso”

Quando um voluntário morreu – por razões outras, que não a vacina – ele comemorou:

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”

Em janeiro deste ano, após a Anvisa aprovar o uso emergencial de duas vacinas, ele falou:

Apesar da vacina… Apesar não, né? A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Agora, havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos, que era para ter chegado vacina aqui. Então, está liberada a aplicação no Brasil. A vacina é do Brasil. Não é de nenhum governador, não. É do Brasil”

Até hoje, 10 de fevereiro, o governo federal não pagou um centavo sequer pelas vacinas do Butantan. Já foram entregues quase 10 milhões de doses ao MS. Há mais 8,6 milhões de doses em produção e hoje chegam mais o equivalente a 8,7 milhões. Há um contrato para entrega de 100 milhões de vacinas até setembro.

O governo descuidou da compra de vacinas; estimulou o uso de medicamentos sem comprovação científica (curandeirismo); desestimulou as medidas de distanciamento social; jogou contra ao uso de máscaras e álcool gel … vocês sabem.

Agora, querem por a Anvisa no rol de “culpados” pelo atraso na vacinação!

Só há dois culpados pelas crises atuais, humanitária e econômica: o presidente e o vírus. O vírus, entretanto, não quer se reeleger.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

Um comentário em “A culpa agora é da Anvisa!?

  1. Negacionista. Deveria ser processado e condenado por genocidio. Estimulou remedios sem comprovação cientifica. Que so mata lombrigas. Um remedio que não serve para combater o virus. Postergou o tratamento dos infectados. Que gripezinha que mata quase 300.000 ou mais brasileirinhos.

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