Bifurcações

(Maryam Mirzakhani, 1977-2017)

A iraniana Maryam Mirzakhani tinha um sonho: queria ser romancista. Mudou de rumo e tornou-se professora de matemática em Stanford. Foi a primeira mulher da história a receber a medalha Fields. 

Abandonar um sonho não é, necessariamente, um pesadelo; pode ser o melhor para nós.

Emma Garber começou a dançar aos três anos. Sua ambição ardente era se tornar uma dançarina de balé profissional.

Mas, depois de uma aula de dança particularmente terrível, ela lembra: “Eu estava tipo, eu não acho que quero fazer isso para o resto da minha vida. Eu me levantei, saí, liguei para minha mãe e fiquei tipo, eu nem sei mais o que quero fazer da minha vida.” Jornalismo foi a opção.

“Todos nós temos sonhos e esperanças para o nosso futuro. Freqüentemente, eles se concentram na carreira, mas nem sempre. Algumas pessoas sonham em constituir família ou morar em outro país, por exemplo. Nossos sonhos fazem parte da nossa identidade, nos dando propósito e direção.” (Christian Jarrett)

Porém, nem todos têm sonhos ‘nítidos’; há muitos que não se predispuseram a se imaginar no futuro – são vacuidades. A realidade, também, pode se impor e impedir ou dificultar nosso trânsito ao sonhado. E há os que têm um leque de sonhos.

Largar o ‘sonho’ ao primeiro obstáculo só prova, para mim, que não era de fato um projeto para a vida. Se esse plano de vida for verdadeiro, ele se reforça ao surgirem os desafios.

“Muitos dos fracassos da vida ocorrem com pessoas que não percebem o quão perto estão do sucesso quando desistem”. (Thomas Edison)

Entretanto, há sonhos além de nossas possibilidades. É necessário ter isso em mente. Ele serve para dar ‘um’ sentido à vida; não deve anular todos os demais sentidos. Às vezes, basta um ajuste das metas; noutras, o abandono.

É como um divórcio. Não é normal que se case com o divórcio em mente – salvo os golpes. Mas, o divórcio não é o fim de tudo; é um potencial reinício. É curável com uma nova paixão, sem chegar a ser volúvel.

Para a maioria, há provavelmente mais perigo para nossa saúde ao se perseguir obstinadamente um sonho por muito tempo do que desistir cedo demais.

“Ser corajoso é cair sete vezes e se levantar oito”, diz Angela Duckworth.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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