Errar faz parte da evolução. Permanecer no erro é sintoma de involução.

Brasil na encruzilhada: entre 1968 e 1988 - Vermelho

Sempre que publico algo criticando o governo do inominável, aparecem seus defensores procurando me insultar, com suas âncoras mentais: esquerdista, saudosista da roubalheira do PT, e outras leseiras.

São, muitas das vezes, pessoas instruídas, inteligentes, que admiro como profissionais. Mas, na minha opinião, fechadas em suas convicções. Talvez tenham vergonha em admitir que erraram.

Eu já admiti que errei, sem vergonha. Acreditei que teríamos um governo – liderado por um combatente contra a corrupção e por um economista que retiraria os entraves burocráticos e nos incluiria entre os países de livre comércio e, uma equipe técnica nos demais postos. Embuste!

Elegemos um ególatra, incompetente, irresponsável e desumano!

Pessoas de boa vontade também se enganam – tendem a ser os primeiros a confundir esperança com verdade. Vejam o caso do jornal ‘Estado de São Paulo‘, que se entendia como arma política, mais do que divulgador de notícias:

  • Júlio Mesquita, o velho, frustrado com a primeira república, que abandonara os ideais republicanos, apoiou os movimentos revolucionários da década de 1920 – acabou preso por Artur Bernardes;
  • Júlio de Mesquita Filho, desapontado com a Revolução de 30, apoiou a Revolta Paulista de 1932 – foi exilado;
  • Novamente, por discordar da ditadura de 1937, foi preso várias vezes;
  • Apoiou o golpe de 1964, contra o que imaginava que seria uma ‘república sindical’ sob João Goulart. Logo arrependeu-se: a ideia de preservar as instituições democráticas não estava no plano dos militares. A promulgação do AI 5, em dezembro de 1968, marcou o fim da atividade jornalística de Mesquita Filho.

Em maio de 1968, escreveu:

“Uma espécie de solidariedade entre os estudantes de toda a Europa já começa a funcionar.

É evidente que tal contágio pode transbordar dos limites europeus.

Se ele atingir países desprovidos de uma Constituição capaz de absorvê-los – é o caso do Brasil – haverá perigo.”

Errar faz parte da evolução. Permanecer no erro é sintoma de involução.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

Um comentário em “Errar faz parte da evolução. Permanecer no erro é sintoma de involução.

  1. Ao nominar Bolsonaro de desumano, nossa, você se revelou. Nem foi erro. Ao citar o que esperava, revelou descobhecimento. Pensou que o presidente resolve no canetaço. Isso não seria nada democrático. Os que hoje governam são: STF, Maia e Alcolumbre. Ou seja, a esquerda mais viva que nunca. Para os que imaginavam que Bolsonaro poderia governar, eram apenas cidadãos mal informados por uma mídia bem paga.

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