Soldados da Borracha

A história esquecida dos Soldados da... - Iconografia da História | Facebook

A história da FEB (Força Expedicionária Brasileira), constituída na sua totalidade por cerca de 26 mil homens e mulheres, é lembrada, às vezes – abaixo da sua importância.

Dessa Força, morreram cerca de 2.500 soldados (em combate ou decorrentes de ferimentos) e, mais de doze mil baixas em campanha por mutilação ou outras causas incapacitantes.

Há um outro exército, mais esquecido e cuja história foi dramática: o Exército da Borracha. É a história de milhares de homens que trabalharam e deram suas vidas para ajudar os Aliados na busca da borracha, durante a II Guerra.

Após a ocupação do Sudeste Asiático pelos japoneses, os EUA ficaram sem suprimento de borracha. Os japoneses detinham 97% de toda a borracha natural do mundo.

Sem borracha não se teria uma máquina de guerra: um tanque Sherman consumia meia tonelada de borracha; um caminhão Dodge, 225 kg; um bombardeiro pesado, uma tonelada …

Firmaram, então um acordo com o Brasil para a volta da produção intensiva na Amazônia. Criaram a Companhia de Reserva da Borracha (Rubber Reserve Company), que seria responsável pela compra de toda a borracha brasileira, exceto a necessária para uso próprio pelo país. Em troca, um empréstimo de US$ 100 milhões, para o financiamento da operação.

Essa “campanha”, que mobilizou ao redor de 55 mil homens, ceifou a vida de 26 mil trabalhadores, a maioria nordestinos, entre 1942 e 1947, quando o suprimento asiático foi normalizado e os “soldados” ficaram abandonados. Morreram de febre amarela, malária, dengue, beribéri e outras doenças. Foi a guerra mais mortífera já ocorrida no Brasil, mesmo que nenhuma arma de fogo tenha sido utilizada. Mas, o látex necessário foi extraído.

Essa história é contada por Gary e Rose Neeleman, pais de David Neeleman (Azul), no livro “Soldados da Borracha”. Eles já haviam escrito sobre a migração de Confederados para o Brasil, em 1865, como consequência da Guerra de Secessão e, sobre a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré (um sacrifício de 10 mil vidas de brasileiros).

Uma grande publicidade foi feita para atrair trabalhadores, liderada por Jean Pierre Chabloz, artista plástico suíço radicado aqui.

Repórter da Amazônia: Memória revisitada - cartazes para recrutamamento dos  soldados da borracha revelam uma parte importante da história

 

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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