Nosso Villa

Nos 60 anos de morte de Villa-Lobos, canal Film&Arts exibe documentário  sobre o maestro

Era para ser médico, queria a mãe. Mas, o pai morreu quando Villa-Lobos tinha 13 anos. E o pai era músico amador. O gênio, então, pôde desenvolver-se, praticando, ouvindo, pesquisando e criando. Adolescente, passou a tocar violoncelo em teatros, bailes e cafés.

Imagine quantos o ouviram tocar, sem se aperceberem que ali estava um dos maiores compositores mundiais, nascido em nossas terras. Ele tocava frequentemente, por exemplo, na Confeitaria Colombo, outro colosso, em arquitetura e decoração art nouveau.

(Confeitaria Colombo, de 1894)

Para quem ainda não descobriu o grande melodista, aproxime-se, ao menos, de suas Bachianas Brasileiras, a nossa versão dos Concertos de Brandemburgo.

(Bachianas Brasileiras nº 5, com a Filarmônica de Berlim e Ana María Martínez, soprano)

Aria (Cantilena) – Adagio, de Ruth Valadares Corrêa

Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a Lua docemente,
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
Que se apresta e a linda sonhadoramente,
Em anseios d’alma para ficar bela
Grita ao céu e a terra toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar toda a Sua riqueza…
Suave a luz da Lua desperta agora
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o espaço, sonhadora e bela!

Dança (Martelo) – Allegretto, de Manoel Bandeira

Irerê, meu passarinho
Do sertão do cariri,
Irerê, meu companheiro,
Cadê viola?
Cadê meu bem?
Cadê maria?
Ai triste sorte a do violeiro cantadô!

Sem a viola em que cantava o seu amô,
Seu assobio é tua flauta de irerê:
Que tua flauta do sertão quando assobia,
A gente sofre sem querê!

Teu canto chega lá do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração.

Irerê, solta teu canto!
Canta mais! Canta mais!
Pra alembrá o cariri!

Canta, cambaxirra!
Canta, juriti!
Canta, irerê!
Canta, canta, sofrê!
Patativa! Bem-te-vi!
Maria-acorda-que-é-dia!
Cantem, todos vocês,
Passarinhos do sertão!

Bem-te-vi!
Eh sabiá!
Lá! Liá! liá! liá! liá! liá!
Eh sabiá da mata cantadô!
Lá! Liá! liá! liá!
Lá! Liá! liá! liá! liá! liá!
Eh sabiá da mata sofredô!

O vosso canto vem do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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