Mentalidade de adaptabilidade evolutiva

Jeffrey Liker, The Toyota Way
(Jeffrey Liker, The Toyota Way)

Quantas empresas ainda são reféns da tradição no fazer, “do jeito que fazemos aqui”?

A revolução trazida pela Toyota logo após a segunda guerra, o “Lean Manufacturing”, permanece desconhecida por muitas empresas. Esse é o maior desperdício a ser combatido, a ignorância de práticas operacionais centradas no cliente. Todo o encadeamento de uma operação (indústrias, serviços, desenvolvimento de produtos e de softwares) requer formas efetivas de organização e de gerenciamento no trato com clientes, fornecedores e equipe. Essas formas precisam ser, incansavelmente, melhoradas, descartadas ou radicalmente modificadas.

As empresas que teimam em continuar no sistema de produção em massa, “atoladas na lama”, ao invés de se transformarem em organizações enxutas, são onerosas para a sociedade – enquanto tentam sobreviver (salvo cartéis ou monopólios, embora ainda mais custosas para a comunidade).

Uma organização que adota a mentalidade lean (enxuta) adere ao que chamo de ‘processo adaptativo-evolutivo’. Os princípios do “pensamento enxuto” (lean thinking), apesar de evolucionários na maioria dos enfoques, são revolucionários pela transformação que imprimem ao negócio. Transformações em todos os aspectos: processos, liderança, qualidade, foco na razão de ser – o cliente -, alinhamento na cadeia de fornecimento, desenvolvimento de soluções e produtos, pós e contínuo atendimento ao cliente …

No resumo de James Womack e Daniel Jones, o pensamento enxuto tem cinco principais princípios:

  1. determinar precisamente o ‘valor’ por produto específico
  2. identificar o ‘fluxo de valor’ para cada produto
  3. fazer o valor ‘fluir’ sem interrupções
  4. deixar que o cliente ‘puxe’ valor do produtor e,
  5. buscar a ‘perfeição’

A mentalidade enxuta não deve focar apenas nos processos e na estrutura; ela precisa tornar-se uma ‘cultura‘, o que não é fácil. As pessoas, internamente, todas, precisam respirar e vivenciar esse jeito de ser. A liderança é o ponto mais crítico. O outro ponto crítico é a estratégia.

A própria ‘cultura lean’ se renova, amplia e evolui.

Aplica-se a toda e qualquer empresa, de qualquer ramo, indústria ou serviços, grande ou pequena.

Sonho com as médias empresas nacionais adotando sistematicamente o pensamento enxuto e tornando-se competitivas, como as “mittelstand” (indústrias alemãs de médio porte, familiares, exportadoras).

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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