Melancolia

OBRAS INQUIETAS 44. “Melancolia I” (514), Albrecht Dürer – Artrianon
(Melancolia – Albrecht Dürer, 1514)

“É possível viver no desespero sem desejar a morte?”, perguntava-se Alberto Moravia.

Moravia era atormentado pelo fascismo, já no seu início, quando detectava a alienação e a indiferença da burguesia italiana, o que acabou por sustentar o novo regime político.

Acreditava que a vida “é um perfeito caos, do qual se pode extrair apenas algum fragmento ordenado, e todavia misterioso.”

“Não, não crie ilusões, não é possível, realmente não é.”, fala uma personagem no seu livro “1934”. Ela referia-se à impossibilidade de um encontro, mas também à vida.

Morreu em 1990. Seus romances e contos denunciavam a “lassitude do indivíduo frente à realidade vivida, o corpo feminino como mercadoria e objeto de consumo, o fetichismo de objetos, a hipocrisia social, o sexo, a revolta e a angústia existencial.” (Sérgio Gabriel Muknicka)

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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