Conta-me, ó Cisne (Poema 12 de Kabir)

Kabir – Wikipédia, a enciclopédia livre
(Santo Kabir)

Conta-me, ó Cisne, tua velha história.

De onde viestes? Para onde vais?

Em que margem pousarás para descansar?

A qual meta entregastes o coração?

Esta é a manhã da consciência!

Voemos juntos! Desperta! Segue-me!

Há um lugar livre da dúvida e da tristeza,

Onde o terror da morte não impera.

Lá, florescem bosques em eterna primavera,

E sua fragrância faz avançarmos mais e mais.

Imerso nela, o coração, qual abelha, se inebria.

Imenso nela, já não quer outra alegria.

Kabir era ‘oficialmente’ muçulmano, porém não defendia nenhuma denominação religiosa; ao contrário, criticava tanto o islamismo quanto o hinduísmo e o siquismo.

Indiano, viveu entre 1440 e 1518.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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