A vida ruma para a morte. Não significa que a finalidade da vida seja a morte

A Peste no De rerum natura (6.1138-286) de Lucrécio - Estado da Arte

Lucrécio, em De Rerum Natura, afirma que “Nada no corpo é concebido a fim de que possa ser usado. O que acidentalmente nasce é por causa de seu uso.”

Qualquer biólogo evolucionista assinaria em baixo, embora Lucrécio tenha vivido entre 99 e 55 a.C.

Esse pensamento contrariava a ideia vigente, aristotélica, de que “a natureza adapta o órgão à função, não a função ao órgão”. Ou seja, os homens possuem olhos, por exemplo, “por causa” de sua “necessidade” de visão.

Entre as duas concepções, divergências na relação entre auto-organização de seres vivos e finalidade.

Em Aristóteles, trata-se de teleologia; em Lucrécio, teleonomia.

Teleologia significa algo que já se encontra presente no começo (finalidade + lei ou princípio). Tem a ver com o desígnio, a intenção. A noção de design inteligente se encaixa aí.

Teleonomia, conceito introduzido por N. Wiener, ao contrário, “é uma forma de naturalismo filosófico que vê a natureza como entidade desprovida de um desenho ou finalidade determinada” (Pier Luigi Luisi)

Para os evolucionistas, o termo teleonomia é o que deve ser usado. Os que acham que os seres vivos – os humanos, especialmente – foram concebidos de forma pronta e acabada, seguem a teleologia.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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